Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

Pernambuco aprumou o passo

tags: ,

Uma gestão competente, antenada com a eficiência e que supera os disparates políticos da democracia brasileira. É assim que podemos, em poucas palavras, definir o mandato do Governador Eduardo Campos, do PSB, em Pernambuco. Não obstante o momento favorável vivido pela economia nacional, situação à qual a responsabilidade com os modelos econômicos foi o ponto fundamental, Pernambuco vem despontando com índices expressivos de crescimento econômico e desenvolvimento social. E boa parte disso se deve ao modelo adotado pelo atual Governador.

A fórmula adotada por Eduardo foi simples: pessoas certas, nos lugares certos, para os momentos ideais. Assim, seu mandato foi além do apadrinhamento político intrínseco à ampla frente de partidos de oposição que o apoiaram em 2006 e levou às principais pastas e instituições públicas técnicos e políticos competentes, com o perfil certo para os desafios que se impunham às diferentes áreas de atuação do Governo. Acompanhar de perto os cronogramas dos projetos, articular-se regionalmente e nacionalmente e priorizar os itens críticos parecem ainda fazer parte da fórmula de sucesso da gestão do socialista.

Um excelente exemplo é o da Saúde. Quem utiliza o serviço público sabe que, de 2006 para cá, muita coisa mudou. A situação encontrada pelo Governo de Eduardo em janeiro de 2007 era pra lá de caótica. À frente da pasta, o outrora contestado João Lyra Neto (PDT), vice-governador de Eduardo, já inaugurou um novo hospital metropolitano e projeta corta a fita de 12 novas UPAs até o final do ano. As unidades, que custam aproximadamente R$ 4,2 milhões cada, serão capazes de resolver 90% dos casos que hoje em dia entricheiram os hospitais públicos. Só em 2009, a pasta contou com R$ 687 milhões em investimentos e já acumula um total de 3 mil novos funcionários, dentre os quais, 700 médicos. É bem verdade que ainda há muito, muito mesmo o que fazer. Mas, a situação indica que muita coisa já mudou.

Na economia, os resultados são galopantes. Beneficiado com os programas sociais do Governo Federal, tais quais o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, o Estado virou um verdadeiro canteiro de obras. E não são obras faraônicas do Setor Público, como estávamos acostumados a ver desde o final dos anos 90. A estabilidade econômica, aliada à infraestrutura logística do Estado trouxe a Pernambuco grandes investimentos, que mexeram com a economia como um todo. A indústria cresce a 6% a.a., o comércio, a 10%. O PIB do Estado teve o melhor crescimento proporcional do país, fechando 2009 acima da média nacional.

O bom momento vivido pelo Estado, no entanto, não esconde suas mazelas históricas. A segurança pública, por exemplo, ainda é um entrave à qualidade de vida dos pernambucanos. A desigualdade social prevalecente nas grandes cidades e a má distribuição dos recursos produtivos entre litoral e sertão, idem.

No entanto, uma coisa é certa: em 4 anos anos à frente do Poder Executivo, Eduardo mais executou do que discursou. O Estado parece, enfim, ter “aprumado” o passo, como se costuma dizer por aqui. Em 2010, com o modelo posto em xeque pelas urnas, Eduardo terá a oportunidade (e a obrigação) de desmontrar os resultados e, quem sabe, convencer a população de que sua continuidade é a melhor opção. Se depender de aprovação, o Governador pode se preparar para encarar mais e mais desafios até 2014.

Saravá!