O TV Política é um blog mantido pelo estrategista político Bruno Hoffmann, que cursa o Mestrado em Marketing-Gerência Política pela George Washington University. Além de excelentes vídeos, o blog traz também análises interessantes, principalmente quando mescla os intercâmbios político-eleitorais EUA-Brasil, como o post abaixo. Valeu, Brunão!
do blog TV Política
Mesmo tendo visto e vivido de perto a campanha do Obama, já que o vi várias vezes pessoalmente, principalmente no início da campanha, quando paro para pensar… é incrível como Obama foi eleito.
Talvez esse seja o principal ponto, exatamente pelo fato de ter tido a experiência de vê-lo crescer durante a campanha que ainda ache tão impressionante ele estar hoje na Casa Branca. Um “Senador Júnior” negro (único no Senado), como os estadounidenses chamam todo senador que está no seu primeiro mandato, e que é filho de um homem que veio da tão sofrida “terra mãe” para se tornar o homem com maior poder mundial para desencadear e promover mudanças.
Tudo bem que no nosso país, o Lula até que teve a sua história, do seu pau-de-arara até presidente da nação, com certeza um político que terá o seu próprio capítulo nos livros de história do Brasil. Mas a probabilidade do Obama eram consideravelmente mais baixas, até porque ao se candidatar, ele não era conhecido nacionalmente. Ele conquistou seu espaço e foi avaliado durante os seus 21 meses de campanha para se eleger.
Obama sempre foi respeitado, mas dentro da campanha, seus acontecimentos, suas consequências e então probabilidades que são tão discutidas e estudadas por especialistas, meios de comunicação e pelo público, mas nunca considerado com real possibilidade de se eleger.
E para falar um pouco de como ele foi eleito…
O vídeo abaixo mostra um trabalho excelente realizado por um estudante apoiador do Obama.
Obama ’08 – Vote For Hope from MC Yogi on Vimeo.
Grande parte do sucesso de Obama surgiu de trabalhos espontâneos e voluntários como este acima, e isso com certeza teve um impacto direto no número de apoiadores e na repercussão do seu nome e inclusive dos próprios trabalhos lançados na Interet nas grandes mídias. [...]
Muito dificilmente Obama teria ganho a vaga democrata da Hillary se não fosse a Internet. (Vencer McCain foi a parte fácil da campanha).
Enquanto agora no Brasil, tenho ouvido muito sobre a insatisfação dos então considerados “já no segundo turno” da eleição presidencial, Serra e Dilma. Até por que, até que ponto temos escolhido realmente nossos representantes, se aqueles que se “mostram” qualificados para tal são escolhidos por sua classe de apoio político ou simplesmente conseguem se impor dado ao seu poder político nos bastidores?
Teríamos um candidato para disputar com essas duas “máquinas”? Bom o suficiente? Com carisma, e credenciais que fossem levadas suficientemente a sério?
Sinceramente não sei. Mas com certeza adoraria conhecê-lo(a).
Talvez a parte mais difícil seria achar um candidato que realmente entenda e acredite nas possibilidades das melhores práticas da comunicação virtual atual. E indo além, como parte da sua composição, levantar e praticar bandeiras como transparência governamental e participação popular durante a campanha.

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