Brand activation. Brended Entertainment. Nada disso faz parte do verdadeiro vocabulário de construção de marcas do Nordeste do Brasil. Se sua agência um dia falou sobre isso em relação a sua marca, esqueça.
Uma região que detêm menos de 12% dos investimentos de mídia do país concentra um PIB maior que países como Chile ou Venezuela, no entanto, detêm os maiores índices de concentração de renda, onde aproximadamente 70% da população se encontra abaixo da classe C (e não sabemos em que letra do alfabeto podemos parar com esta classificação). Este é o universo de potenciais consumidores da Região Nordeste.
O trabalho de posicionamento e construção de marcas de empresas que têm sua identidade ligada à região é eterno. Não é possível evoluir com tais conceitos quando se trata de produtos de massa. É preciso construir, construir e construir identidades de marca que estarão sempre em sua fase embrionária de ativação em um público carente de educação básica e raciocínio lógico.
A médio prazo, mesmo como uma crescimento acumulado de aproximadamente 15% em relação ao PIB do país, vamos continuar falando em inserções de merchandising em programas policiais, rouba-página no jornal do domingo e ações promocionais nas rádios. Isto é uma constante para uma região que, sim tem um potencial de crescimento fantástico, mas uma perspectiva de desenvolvimento muito aquém deste potencial.
Trabalhar branding no Nordeste é uma faca onde os dois gumes estão cegos. Infelizmente, ainda é preciso apelar para a peixeira.

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