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	<title>fernando de holanda &#187; Marketing</title>
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		<title>A campanha do PSB: Um novo caminho para um novo Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 22:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Confira abaixo os vídeos da nova campanha do Partido Socialista Brasileiro (PSB), apresentada pelo seu Presidente Nacional, o Governador do Estado de Pernambuco Eduardo Campos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confira abaixo os vídeos da nova campanha do Partido Socialista Brasileiro (PSB), apresentada pelo seu Presidente Nacional, o Governador do Estado de Pernambuco Eduardo Campos.</p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/JIOatJRkSbo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>A precampanha, segundo Cesar Maia</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 12:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Maia e a parábola da precampanha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Maia e a parábola da precampanha. </p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KUB0-HoDxn4&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/KUB0-HoDxn4&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Políticos de Pernambuco se jogam no Twitter</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 17:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[do Jornal do Commercio, por Manoel Medeiros Neto Cartas que duram dias para alcançar o destino – quando não repousam eternamente sobre a mesa das secretárias –, linhas telefônicas que nunca atendem, políticos distantes da sociedade. Foi-se, ou está a caminho da extinção, o tempo em que a comunicação política se resumia a métodos anacrônicos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do <a href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/07/05/not_337658.php">Jornal do Commercio</a>, por <a href="mailto:mmedeiros@jc.com.br">Manoel Medeiros Neto</a></em></p>
<p>Cartas que duram dias para alcançar o destino – quando não repousam eternamente sobre a mesa das secretárias –, linhas telefônicas que nunca atendem, políticos distantes da sociedade. Foi-se, ou está a caminho da extinção, o tempo em que a comunicação política se resumia a métodos anacrônicos e pouco articulados com o cidadão. No contexto das novidades da tecnologia, sobretudo na informática, surgem a toda hora sites, comunidades em páginas de relacionamento como o Orkut e blogs nos quais um deputado, por exemplo, informa sobre suas atividades e recebe “sugestões e críticas”. Do ano passado para cá, no entanto, a emergência do Twitter, rede de microblog americana baseada na comunicação instantânea e quase telegráfica, desponta como revolucionária e ganha adesões diárias em palácios, câmaras e assembleias afora.</p>
<p>Em Pernambuco, cinco deputados federais, um estadual e um ex-governador já utilizam a ferramenta que consiste, basicamente, em escrever, com até 140 caracteres, mensagens enviadas imediatamente aos conectados ao microblog, denominados “seguidores”, através da própria rede ou de mensagens telefônicas. Da bancada pernambucana na Câmara Federal, o deputado federal Raul Henry (PMDB) é o pioneiro, membro desde março de 2008, apesar de ter passado mais de um ano sem atualizar seu perfil. Na última quinta-feira, no entanto, Henry voltou a usar a ferramenta com a mensagem “Saindo de Casa!” “O grande ponto positivo do Twitter é dar mais transparências às nossas ações, além de aumentar a aproximação com as pessoas”, define o peemedebista.</p>
<p>“O objetivo é reforçar as informações, prestar contas do mandato e o Twitter é positivo porque se resume a mensagens curtas, expressas”, argumenta o deputado federal Paulo Rubem Santiago (PDT), primeiro vereador do Recife a informatizar o gabinete, em 1991. Menos habituado com a novidade, mas não menos empolgado, o também federal Carlos Eduardo Cadoca (PSC) aderiu à rede na última segunda-feira. “Estamos em fase de testes, mas a ferramenta é muito dinâmica, telegráfica e podemos dar notícias do que fazemos, para onde vamos”, define Cadoca, lembrando que já acessa o Twitter pelo celular.</p>
<p>Um dos mais curiosos “diários” é o da deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB). Incansável na postagem, Terezinha opina sobre vários fatos: do testamento de Michael Jackson à crise no Senado, sem esquecer da conjuntura política local. “Quando soube que eu estava fazendo, o coronel José Alves (deputado estadual pelo PDT) me ligou pedindo informações. O interesse é muito grande”, comemora.</p>
<p>MAGALHÃES FOCADO</p>
<p>Também muito atualizado, o Twitter do deputado federal Roberto Magalhães (DEM) se destaca pelas atualidade das informações sobre os acontecimentos em Brasília. Enquanto o Conselho de Ética da Câmara votava a cassação do deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) – o do escândalo do castelo – na última quarta, o diário de Magalhães informava cada passo do andamento do pleito. “É um excelente instrumento de comunicação”, conclui Magalhães.</p>
<p>De acordo com o diretor de marketing da Escola Superior de Publicidade e Marketing (ESPM), de São Paulo, especialista em marketing político, Emmanuel Publio Dias, a invasão dos políticos à rede de microblogs se justifica pela crescente importância da internet no cotidiano dos brasileiros. “O Brasil só perde para a China no acesso à internet”, informa ele, além de acrescentar que a população brasileira é a que mais usa as redes sociais como o Twitter. “Como o processo político é um processo de convencimento, a utilização do Twitter permite uma maior capacidade de influência da parte dos políticos”, resume.</p>
<p>Até quem ainda não está conectado já admite se render à ferramenta. O prefeito João da Costa (PT) deve utilizar o espaço em breve como estratégia para otimizar a comunicação de sua gestão. A secretária de Comunicação da PCR, Lygia Falcão, adianta que a atitude faz parte de uma série de novidades que devem ser anunciadas em breve para o setor. “Estamos estudando esse projeto”, adianta. Além dele, o deputado estadual João Fernando Coutinho (PSB) lança seu microblog ainda este mês e o senador Sérgio Guerra (PSDB) também já decidiu pela adesão, aconselhado pelo marqueteiro Antônio Lavareda. </p>
<p>Serra, um dos pioneiros, faz seguidores<br />
Publicado em 05.07.2009</p>
<p>A multiplicação de páginas de políticos no Twitter é proporcional à aproximação das eleições de 2010. Atentos às movimentações no Congresso para a aprovação da reforma eleitoral, que pode liberar a utilização da internet na campanha eleitoral, proposta pelo deputado federal Flávio Dino (PCdoB-MA), os pré-candidatos já investem na ferramenta. A principal inspiração é o microblog do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nome mais forte da oposição para a sucessão do presidente Lula (PT).</p>
<p>O Twitter de Serra contabilizava 20.442 “seguidores” – de acordo com a última atualização verificada pela reportagem, na noite de sexta-feira passada. O que chama a atenção no sucinto diário do tucano é a quantidade de atualizações realizadas na madrugada e a variedade de temas expostos. O governador paulista, conhecido pelo hábito de trabalhar durante a madrugada, comenta suas atividades no papel de chefe do Executivo estadual, como a entrega do primeiro ônibus movido a hidrogênio, mas também não deixa de dar pitacos em outros assuntos, como o cenário futebolístico, por exemplo.</p>
<p>Famoso pela torcida alviverde – Serra é palmeirense roxo –, o ex-ministro da Saúde é político até na rede. Cumprimentou os corintianos, que venceram a Copa do Brasil na última quarta-feira: “Mereceram”. Questionada pelo JC sobre o Twitter de José Serra, a Secretaria de Comunicação do governo de São Paulo respondeu que apenas o governador poderia comentar, já que o diário era pessoal. Apesar disso, comentou que o governo paulista tem investido nas redes sociais: também tem contas no Twitter e no Orkut, por exemplo. “Esses canais permitem não só levar a prestação de contas a um número maior de cidadãos, mas também aumentar a interatividade com eles”, ratificou, em nota.</p>
<p>Na planície desde que deixou o Palácio do Campo das Princesas, no final de 2006, o ex-governador Mendonça Filho (DEM) já se movimenta para a campanha de deputado federal e o Twitter é uma das ferramentas que ele utiliza para reforçar a aproximação com as pessoas. “Com o Twitter, você termina tendo um pouco o eco da sociedade”, argumenta.</p>
<p>Para o publicitário José Nivaldo Júnior, a utilização dessas ferramentas na campanha é irreversível. “Quanto mais a Justiça Eleitoral tentar controlar o uso da internet, mais vai quebrar a cara.” O especialista em marketing Emmanuel Publio Dias acha que a “badalada” campanha de Obama à Casa Branca, baseada na interatividade, vai influenciar o pleito de 2010 no Brasil, mas faz ressalvas. “A diferença deles (americanos) é que conseguiram mobilizar as pessoas através da rede. Usar o Twitter apenas para dar notícias é bobagem. O importante é a vitalidade que ele tem”, destaca. Também pré-candidatos ao Planalto, Dilma Rousseff (PT) e Ciro Gomes (PSB) têm microblogs na rede americana, mas ainda com poucos “seguidores”.</p>
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		<title>He&#8217;s Barack Obama!</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 12:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="295"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kVFdAJRVm94&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/kVFdAJRVm94&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"></embed></object></p>
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		<title>Novas batalhas eleitorais</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 12:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que o público não vê nas campanhas políticas. É assim que o consultor político Chico Santa Rita apresenta sua segunda obra, uma sequência de cases das campanhas que comandou ou chegou a participar. Responsável por grandes campanhas político-eleitorais do Brasil, da surpreendente virada do NÃO no Referendo do Desarmamento, em 2005, até conturbada eleição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www.amagnifica.com/loja2/fotos/e54e4e4a53d00294924ab237e90d56a8.jpg" class="aligncenter" width="350" height="349" /></p>
<p>O que o público não vê nas campanhas políticas. É assim que o consultor político Chico Santa Rita apresenta sua segunda obra, uma sequência de cases das campanhas que comandou ou chegou a participar. </p>
<p>Responsável por grandes campanhas político-eleitorais do Brasil, da surpreendente virada do NÃO no Referendo do Desarmamento, em 2005, até conturbada eleição da Governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crussius &#8211; que aliás, dá o que falar até hoje -, Santa rita faz de <strong>Novas batalhas eleitorais</strong> um livro leve e divertido, ideal para aqueles que curtem um bom bastidor de campanha política. </p>
<p>Em um rápido passeio pelas campanhas que vão de 98 a 2005, o autor aponta diversos erros e acertos de comunicação em importantes episódios da vida política do país, tais como as duas eleições de Lula como Presidente da República.</p>
<p>Apesar de ostentar uma clara rejeição à conduta Partido dos Trabalhadores, Chico Santa Rita mostra que a ética e o profissionalismo na atividade do marketing político se sobrepõem a qualquer preferência política, sendo a credibilidade uma premissa básica para o sustento da relação entre o político e os responsáveis pela condução de suas campanhas.</p>
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		<title>As aves que aqui twittam não twittam como lá?</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 12:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[do marketingpolitico.com Há alguns meses rendi-me ao Twitter e passei a entender a dimensão do &#8220;What are you doing? (o que você está fazendo?), pergunta que representa o espírito dessa rede social. E confesso que gostei. Para os não iniciados, aqui vai uma pequena explicação: a palavra &#8220;twitter&#8221; pode ser traduzida como &#8220;gorjeio&#8221;, ou seja, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do <a href="http://gilcastillo.wordpress.com/2009/05/26/as-aves-que-aqui-tuitam-nao-tuitam-como-la/">marketingpolitico.com</a></em></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-303" style="margin:5px 8px;" title="tour_1" src="http://gilcastillo.files.wordpress.com/2009/05/tour_1.gif?w=150&#038;h=83" alt="tour_1" width="150" height="83" />Há alguns meses rendi-me ao Twitter e passei a entender a dimensão do &#8220;What are you doing? (o que você está fazendo?), pergunta que representa o espírito dessa rede social. E confesso que gostei.<br />
Para os não iniciados, aqui vai uma pequena explicação: a palavra &#8220;twitter&#8221; pode ser traduzida como &#8220;gorjeio&#8221;, ou seja, &#8220;canto melodioso formado por notas rápidas, emitido por algumas aves&#8221;, segundo Houaiss. No mundo digital o Twitter tem sido chamado de &#8220;micro-blog&#8221;, onde pessoas publicam seus gorjeios em mensagens de até 140 caracteres, sobre o que estão fazendo naquele momento. Você segue e é seguido, recebendo apenas as mensagens de quem quer. Se não quer saber o que determinada pessoa tomou no café da manhã, basta não segui-la. Mas, se quer acompanhar o que tem feito seu astro de rock, seu amigo distante ou o que um jornal publica em tempo real, você se conecta. Afinal, somos todos um pouco <em>voyeurs</em>.</p>
<p>O que foi lançado com esse simples propósito, tem evoluído para uma poderosa ferramenta de comunicação, com diversos desdobramentos e aplicações. E isso é um ambiente perfeito para a comunicação política, como já mostram alguns casos.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo assim, resolvi colocar a mão na massa: faz um mês comecei a procurar pelos políticos &#8220;tuiteiros&#8221; do Brasil. Nas horas vagas, entre uma mensagem de 140 caracteres e outra, dava uma espiadinha pelo Twitter para tentar descobrir e entender como essa ferramenta tem sido utilizada por aqui, já que o mundo todo vive ainda a onda da Obamania&#8230; e com razão, como vamos ver mais à frente. Não foi uma pesquisa com metodologia científica, mas descobri coisas muito interessantes. Também não foi possível listar a todos os políticos tuiteiros, pois a cada dia são novas as adesões.<br />
Bem, antes de dar nomes aos bois, vou tentar quantificar esse universo: segundo últimos <a href="http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/05/06/ibope-projeta-existencia-de-62-3-milhoes-de-internautas-no-brasil-755719647.asp" target="_blank">dados divulgados pelo I<em>bope Nielsen Online</em>, sobre o mês de abril</a>, o número de brasileiros com computadores conectados à internet, em casa, chegou a 38,2 milhões. Mas a projeção é de que haja 62,3 milhões de usuários, se considerarmos o número de pessoas com linhas fixas e móveis, que podem acessar a rede em qualquer ambiente (escola, trabalho, lanhouses, etc).<br />
Dentro desse contexto, o Twitter não chega a ter uma grande base de usuários no Brasil, porém seu crescimento acelerado nos últimos meses tem rendido a atenção da mídia. Ainda segundo a pesquisa Ibope Nielsen, no mesmo mês de abril, foram feitos 326 mil logins brasileiros no serviço de &#8220;micro-blog&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><strong>Espaços paralelos ou elos de uma corrente?</strong></span><br />
O Twitter tem carcaterísticas próprias representadas pela dinâmica e a objetividade de informar. Avaliá-lo como um meio isolado, que compete com outras redes sociais, principalmente na comunicação política, é um modo simplista de ver as coisas. Na comunicação digital, os vários canais devem estar interligados, agindo como ferramentas complementares para se atingir a um determinado objetivo. Uma outra característica que me fez compreender melhor o sucesso do Twitter é a sensação de proximidade que se tem da pessoa a quem se segue, pois participa-se o tempo todo de suas ações. E, assim como no mundo real, o sucesso de quem se lança no Twitter depende de seu carisma, de sua causa, da qualidade e da forma com que publica suas informações. Não basta apenas &#8220;estar&#8221; no Twitter, é preciso &#8220;agir&#8221; com a linguagem apropriada ao seu público, como em qualquer outra mídia: você é o que você tuíta, ou que o tuítam em seu nome. O Twitter também serve como um chamamento para os outros elos da corrente: sites, blogs, outras redes sociais e para a ação no mundo real, que é onde as coisas de fato acontecem e interessam.<br />
No Brasil, quem utiliza muito bem essas ferramentas é ele: a unanimidade da tuitosfera nacional, o &#8220;cara&#8221; mais famoso da tuitolândia, Marcelo Tas (<a href="http://www.twitter.com/marcelotas" target="_blank">@marcelotas</a>). Com mais de 72 mil* seguidores, sua mensagem é gorjeada com qualidade, uniformidade, em quantidade e frequência que garantem o seu sucesso. A integração entre o que produz na TV, no blog, nas suas palestras, na imprensa e em outros meios é repercutido pelo Twitter com a informalidade que o aproxima de seu público. A mensagem é para todos, mas cada um a percebe como um bilhetinho pessoal, mesmo que saibam que não é. É muito agradável.</p>
<p>Na comunicação política, o &#8220;cara&#8221; é, e será por muito tempo, Barack Obama, que consolidou a era digital do Marketing Político, ensaiada há pouco mais de uma década por Jesse Ventura em sua experiência bem sucedida com <em>fundrasing </em>pela internet, nas eleições de 98.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#800000;">Tuiteiros made in USA</span></strong><br />
A campanha de Obama possui tanta informação para estudo, que não caberia neste texto, mas para ilustrar a integração das mídias e o caráter colaborativo instituído também no seu mandato, aqui vai pequeno, mas expressivo exemplo: em seu Twitter (<a href="http://twitter.com/BarackObama" target="_blank">@BarackObama</a>), que é seguido por mais de 1,2 milhões* de pessoas, encontramos mensagens como essa: &#8220;<em>President Obama needs you to tell Congress why health care reform can&#8217;t wait: http://bit.ly/5Ahqi #obamahealthcare</em>&#8220;, &#8220;<span style="color:#800000;"><em>Presidente Obama precisa que você diga ao Congresso porque a reforma do sistema de saúde não pode esperar</em></span>&#8221; e oferece um link (<a href="http://my.barackobama.com/page/content/healthcarestory" target="_blank">http://bit.ly/5Ahqi</a>), seguido de uma tag (#obamahealthcare). O link leva a uma página sobre o sistema de saúde, dentro da rede pessoal de Obama, criada durante sua campanha e chamada &#8220;<a href="http://my.barackobama.com" target="_blank">MyBarackObama.com</a>&#8220;. Esse espaço, agora durante o governo, tem sido utilizado para discutir propostas e &#8220;organizar&#8221; as políticas públicas (&#8221;<em>Organizing for America</em>&#8220;). No link sobre saúde, há um formulário para que a pessoa &#8220;compartilhe&#8221; a sua história e fale sobre a importância de uma reforma nessa área, como forma de pressionar o Congresso a não adiar esse debate. Já a tag #obamahealthcare permite que, dentro do Twitter, seja possível procurar por todas as mensagens publicadas sobre o assunto. Perfect!</p>
<p>A mágica não está na ferramenta em si. Está na maneira como a comunicação é colocada e integrada nos diversos meios. E, acima de tudo, em como permite a participação do cidadão. A linguagem é simples, clara e com um apelo emocional que passa longe da pieguice, porque é transparente e vai de encontro com os anseios do povo.<br />
Outro exemplo de super-star político tuiteiro é o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger (<a href="http://twitter.com/Schwarzenegger" target="_blank">@schwarzenegger</a>), seguido por mais de 190 mil* pessoas. O tom pessoal das mensagens e respostas diretas e francas compõem a imagem de herói das finanças públicas. Em resposta a um seguidor ele escreve: &#8220;<em>Thanks, @drkilzum. I paid for my trip to Washington. The state doesn&#8217;t pay for any of my travel, food, lodging or salary.</em>&#8220;, &#8220;<span style="color:#800000;"><em>Obrigado, @drkilzum. Eu paguei pela minha viagem a Washington. O Estado não paga por nenhuma das minhas viagens, alimentação, hospedagem ou salário</em></span>&#8220;. Beautful, não?</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><strong>E por aqui, quais são as nossas <em>avis raras</em>?</strong></span><br />
A mídia falou bastante sobre o pedido do Presidente Lula para a criação de um blog e de um Twitter para sua gestão, que devem estar no forno. Mas enquanto não vem o verdadeiro, a rede está repleta de contas não oficiais de Lula e de presidenciáveis: entre perfis de sátira, de apoiadores e oportunistas, há 9 Lulas, 16 Dilmas, 2 Aécios e 10 Serras falsos.</p>
<p>Serra (<a href="http://twitter.com/joseserra_" target="_blank">@joseserra_</a>) é o único desses que já aderiu ao Twitter. Com boa aceitação, seu perfil foi criado recentemente, conquistando 600 seguidores no primeiro dia. Chegou aos 2.300* com mensagens visando passar uma imagem de simplicidade e simpatia, beirando até a ingenuidade: &#8220;Madrugada de trabalho ao som dos Beatles&#8221; e &#8220;Visitei ontem o centro de reabilitação física do Estado, na Lapa. Muito bom.&#8221; Mas a relação paz e amor sofreu alguns golpes com a história do livro &#8220;Dez na área, 1 na banheira e ninguém no gol&#8221;, livro de quadrinhos para adultos que foi indicado (e adquirido) para alunos da 3ª série do ensino fundamental da rede estadual. O fato rendeu-lhe uma enxurrada de tuitadas e retuitadas indignadas e até ganhou uma tag de protesto: #deznaarea. Serra conseguiu desagradar retumbantemente a gregos, troianos e baianos e preferiu não retuitar nada sobre o assunto.<br />
Isso mostra claramente que não basta estar no Twitter, ou no Orkut, ou ter um blog. Se você ocupa um cargo público, tem um telhado de vidro imenso, precisa de uma estratégia de comunicação integrada e bem coordenada, capaz de enfrentar as crises. Caso contrário, cuidado com  esse tipo de exposição. Ataques e cobranças sempre existirão, mas é preciso estar bem preparado para administrá-las, com resultados positivos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em linhas gerais, nossos políticos tuiteiros estão experimentando, alguns com mais ou menos domínio do meio. A grande maioria ainda não acertou o seu tom e outros já estão criando seus estilos. Aqui vão alguns exemplos.<br />
<strong>Pioneiros:</strong></p>
<p>Soninha Francine (<a href="http://twitter.com/soninhafrancine" target="_blank">@soninhafrancine</a>), ex-vereadora e candidata pelo PPS à Prefeitura de São Paulo nas eleições 2008, que agora trabalha como Subprefeita da Lapa, na Capital Paulista, está tuitando desde agosto do ano passado. Há um mês, tinha quase 5 mil seguidores, que saltaram agora para mais de 8 mil*. Tuíta com boa frequência, com linguagem descontraída, franca, que é a sua imagem: entre mensagens pessoais, há críticas a problemas da cidade, comentários que são prestações de contas à população e estão sempre afinados com seu blog, onde explora alguns dos temas de maneira mais profunda.<br />
César Maia (<a href="http://twitter.com/ExBlogCesarMaia" target="_blank">@ExBlogCesarMaia</a>), 900* seguidores: o ex-prefeito do Rio de Janeiro tem feito bom uso das mídias digitais: trabalha uma newsletter diária, distribuída por e-mail para os cadastrados em seu &#8220;ex-blog&#8221;, com artigos, opiniões, denúncias e links, mantém uma página na internet também atualizada e seu Twitter possui postagens diárias. Na cartilha.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Senadores:</strong><br />
José Sarney (<a href="http://twitter.com/josesarney" target="_blank">@josesarney</a>), com 1.150* seguidores e Cristóvam Buarque (<a href="http://twitter.com/cris_buarque" target="_blank">@cris_buarque</a>), com 600*, são os senadores mais seguidos.</p>
<p>No Twitter de Sarney, que se não for falso deve ser escrito por algum assessor, as mensagens são genéricas, em forma de pensamentos e conselhos. Já o de Cristóvam Buarque possui mensagens em conformidade com a sua causa, que é a Educação, publicadas assumidamente por um assessor, em seu nome.<br />
Em ambos os casos, as mensagens nem sempre são adequadas ao meio: longas e ou não dialogam com quem os segue. Carecem de maior interação.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Deputados Federais:</strong><br />
Certamente o número de deputados tuiteiros é maior, porém, para ilustrar, vou citar apenas alguns exemplos: Magela-PT (<a href="http://twitter.com/magelapt" target="_blank">@magelapt)</a>, 600* seguidores; Caiado-DEM (<a href="http://twitter.com/deputadocaiado" target="_blank">@deputadocaiado</a>), com 380*; Paulo Pimenta-PT (<a href="http://twitter.com/deputadofederal" target="_blank">@deputadofederal)</a>, 280*, Antonio Roberto-PV (<a href="http://twitter.com/antonioroberto" target="_blank">@antonioroberto</a>), 160*; Pompeo de Matos-PDT (<a href="http://twitter.com/pompeodemattos" target="_blank">@pompeodemattos</a>), 100*, Samuel Moreira-PSDB (<a href="http://twitter.com/samuelmoreira" target="_blank">@samuelmoreira</a>), 70*. Todos fazendo suas experiências para usar bem o meio, intercalando mensagens pessoais com relatos de suas ações. Mas, às vezes derrapam um pouco no formato e no conteúdo.</p>
<p>Ao iniciar minha pesquisa, pedi a alguns dos parlamentares que me respondessem, em 140 toques, sobre como viam o uso do Twitter.  Quem me respondeu foi Samuel Moreira: &#8220;<span style="color:#800000;"><em>@gil_castillo experiencia boa, sem pretenção eleitoral, porém mais perto do eleitor. Melhora a relação eleito-eleitor.</em></span>&#8220;<br />
Vale destacar também, o caso de Gabeira (<a href="http://twitter.com/fernandogabeira" target="_blank">@fernandogabeira)</a>, que possui 470* seguidores (e aumentando), mas nunca publicou nenhuma mensagem. Se sua conta não for falsa, está desperdiçando uma boa oportunidade de se comunicar.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#800000;">Manisfesto Antropofágico Digital</span></strong><br />
&#8220;<span style="color:#800000;"><em>Só a antropofagia nos une.</em></span>&#8221; Diria Oswald de Andadre, afinadíssimo com seu tempo, se vivesse agora. A frase de abertura do Manifesto Antropofágico, escrita nos anos 20, do século passado, previa essa capacidade de absorver e reinventar, com as nossas tintas, tudo aquilo que recebemos de fora, tornando-nos parte de um todo. E com as mídias digitais não tem sido e nem será diferente, como vimos com o Orkut, uma rede social inexpressiva em outros países, que virou a cara do Brasil e onde estão presentes diversas classes sociais.<br />
Parte da falta de familiaridade com o Twitter e com os outros meios digitais na comunicação política deve-se às restrições sobre o uso da internet nas últimas eleições e ao total desconhecimento de causa sobre novas tecnologias, por parte de quem faz as nossas leis eleitorais. Porém, não há dúvidas de que essas barreiras estão no limite de uma ruptura. E o que é mais interessante, vinda de baixo para cima. É uma demanda do cidadão e há urgência em atendê-la.<br />
Muito mais do que o uso de um novo formato, de uma nova mídia, a grande revolução da campanha de Barack Obama foi marcada pela compreensão dessa demanda e pelo poder de informação transferido ao coletivo. Em um excelente artigo, intitulado &#8220;<a href="http://www.abc.net.au/news/stories/2009/02/12/2489302.htm" target="_blank"><em>The Secrets of Obama&#8217;s Success</em></a>&#8220;, Ben Self, estrategista da campanha digital de Obama, faz um resumo dos números, das ações e dos resultados obtidos com a comunicação online. O que mais chama a atenção é o seu caráter sinérgico, coeso: o voluntário, o militante, sentindo-se parte de um todo, por um objetivo comum. Não apenas como objeto, mas como sujeito, alimentado com uma carga pesada de informações exclusivas, estimulado, compelido a ampliar as mensagens, até mesmo para fora das fronteiras dos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><strong>&#8220;Admirável mundo velho&#8221;</strong></span><br />
Ben Self deixa claro que, por mais que as ferramentas tenham ajudado, tudo só foi possível graças ao carisma de Obama. E acrescento: graças também aos anseios do eleitorado, que sonhava com mudanças.<br />
Da frase de um grafite eleitoral perdido nas ruínas de Pompéia, no ano 70 d.C., até a Obamania, a comunicação polítíca nos mostra que o ser humano é movido por necessidades e desejos básicos em relação à vida social. Voto é sentimento, é a expressão desses anseios.<br />
As novas mídias vêm nos conferir maior transparência nas relações entre governos e governados, entre representantes e representados, à medida em que dá voz ao povo. Ao político cabe aprender a administrar essa relação com respeito.<br />
Seja nos Estados Unidos, com sua imensa comunidade online, seja no Brasil, onde ainda há questões sociais básicas e urgentes a serem resolvidas, a essência da comunicação política continua a mesma. E sem um planejamento de comunicação que contemple a realidade do eleitorado, que saiba integrar tanto as ações no mundo virtual, quanto no mundo real, ou sem a aplicação das boas e velhas estratégias de Propaganda Política, os palanques virtuais serão recintos vazios, com monólogos perdidos, sejam em 140 caracteres, ou em páginas inteiras.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><em>Meus parabéns aqui aos políticos brasileiros, citados ou não, que estão ousando se aventurar nesse novo espaço. E também ao povo, que tem fiscalizado, denunciado, vaiado e aplaudido.</em></span></p>
<p>• Sobre os partidos políticos tuiteiros, um novo texto está no rascunho.<br />
___________________________<br />
<em>* Números de seguidores aproximados, na data da publicação do texto.</em></p>
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		<title>Eleições 2010: Internet pode aproximar eleitor das campanhas</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 12:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[do comosereleito.com.br / O Globo RIO – Mesmo com regras pouco claras, o uso da internet na campanha presidencial em 2010 promete se transformar em uma das principais estratégias para ganhar o eleitor. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ambos possíveis pré-candidatos, lançaram seus perfis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do <a href="http://solpoliticos.wordpress.com/2009/06/28/eleicoes-2010-internet-pode-aproximar-eleitor-das-campanhas/">comosereleito.com.br</a> / O Globo</em></p>
<p>RIO – Mesmo com regras pouco claras, o uso da internet na campanha presidencial em 2010 promete se transformar em uma das principais estratégias para ganhar o eleitor. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ambos possíveis pré-candidatos, lançaram seus perfis no microblog Twitter. A Câmara também já discute um pacote de medidas para regular a utilização da rede. ( Leia mais: Obama distribuiu sua marca pela internet e envolveu eleitores, diz publicitário )</p>
<p>Na entrevista a seguir, Juliano Borges, cientista político da Uerj com especialização em novas tecnologias e estratégias de campanha, mostra que a internet pode atrair mais colaboradores para as campanhas do próximo pleito. Ferramentas como Twitter, Orkut, YouTube, Flickr e blogs devem ser cada vez mais usadas para que eleitores caiam na rede dos candidatos.</p>
<p>O GLOBO: Que vantagem o uso da internet traz para uma campanha eleitoral?</p>
<p>JULIANO BORGES : Primeiro a possibilidade de aproximar de forma mais direta o eleitor. Uma coisa é ter o eleitor assistindo à propaganda de um candidato, outra é convencer o eleitor a abrir o site do candidato. Se você consegue isso, já vai ter metade do sucesso que se consegue em uma campanha tradicional. O primeiro passo é conquistar o eleitor e depois integrar esse internauta, que estava apenas curioso, à própria campanha e fazer dele um militante. É esse o ponto que está se esperando para o ano que vem ser mais utilizado. Tentar trazer as pessoas, apoiadores para as campanhas. Se isso for feito pode ser uma ação bem interessante, porque tem se visto um afastamento do eleitor do processo eleitoral.</p>
<p>O GLOBO: A campanha na internet do Obama nos EUA foi muito bem sucedida. Você acha que a campanha presidencial no Brasil vai seguir o mesmo caminho?</p>
<p>BORGES: O Obama soube lançar mão da internet como arma estratégica, porque em grande medida o estilo de campanha dele estava adequado à internet. Foi um casamento feliz das características da candidatura e do meio. No Brasil, você tem menos estímulo que nos Estados Unidos, porque lá não existe horário gratuito garantido para a exibição das candidaturas. Isso faz com que seja muito conveniente a internet, que tem um custo ínfimo. Na verdade, a internet acabou servindo como forma de angariar recursos para a campanha “oficial”.</p>
<p>O GLOBO: A grande novidade da internet esse ano foi o Twitter. Por outro lado, o Orkut continua sendo mais popular no país. Como você acha que eles serão usados na campanha?</p>
<p>BORGES: O Twitter tem como característica o dinamismo, o que se adapta muito bem às campanhas eleitorais. Por ter uma interface gráfica extremamente simples ele torna a força das atualizações muito maior. Essa característica ajuda a despertar a curiosidade do usuário. No Orkut as atualizações ficam dentro dos fóruns e, alguns, ainda têm a figura do moderador. Mas pelo custo muito barato das ferramentas não há por que uma candidatura não ter pelo menos um núcleo de sua equipe de campanha voltada para a internet. Os efeitos potenciais dessa mídia são muito maiores do que os investimentos necessários. Isso deve fazer com que todos os candidatos tenham pelo menos uma comunidade oficial no Orkut.</p>
<p>O GLOBO: Na sua opinião, qual deve ser a principal ferramenta da internet usada nas campanhas no Brasil?</p>
<p>BORGES: Os blogs, pela possibilidade de manifestação, são um atrativo interessante. Eles tiveram um crescimento de popularidade, e a participação nos fóruns de discussão tem muita afinidade com a dinâmica do processo eleitoral. Mesmo aquele eleitor que não tem a iniciativa de participar com as suas opiniões, tem um interesse de saber as opiniões dos demais. A internet também opera muito com a polêmica, por isso os blogs tendem a ter um papel importante.</p>
<p>O GLOBO: Num cenário com a ministra Dilma Rousseff e o governador José Serra na disputa presidencial, como fica o uso da internet na campanha?</p>
<p>BORGES: É difícil fazer algum tipo de previsão para o ano que vem porque o próprio quadro eleitoral está bem indefinido. Até aqui, com o crescimento da Dilma nas pesquisas, o quadro aponta para uma eleição bastante polarizada entre situação e oposição. A tendência é que, se houver a polarização, os candidatos utilizem todas as ferramentas disponíveis para a atração do eleitorado. E aí a internet se torna um diferencial. No caso do Serra, a campanha pode avaliar que a internet pode ser uma estratégia interessante justamente para quebrar o perfil conservador, para aproximar uma candidatura de um outro segmento mais jovem ou atingir o público de uma outra forma. Uma candidatura de governo, de situação tem menos motivos para lançar mão de estratégias de uso da internet. A própria máquina do governo permite que os candidatos tenham uma política de comunicação. O governo leva vantagem por já ter seu aparato, não só a mídia oficial, do governo, mas também o poder de barganha que as verbas publicitárias têm. Diante deste poder da máquina, a internet se torna mais atraente para a oposição.</p>
<p>O GLOBO: Existe a chance de as campanhas usarem a internet para o ataque a adversários?</p>
<p>BORGES: O ataque sempre teve espaço na internet, principalmente pela possibilidade de anonimato e envio de mensagens apócrifas em listas de discussão. Acho que os ataques vão continuar tendo a mesma dinâmica. Mas vai ser interessante olhar nas próximas eleições para as táticas construtivas, porque essa foi justamente a inovação que a campanha do Obama trouxe. Lançar mão da internet não só como uma ferramenta de ataque, mas justamente o oposto. Permitir, através da interatividade, uma característica da internet também, a oportunidade de atrair o receptor e não deixá-lo apenas num papel passivo, fazer com que ele participe com sua opinião ou até a participação efetiva na campanha, em um segundo passo.</p>
<p>O GLOBO: No Brasil, com boa parte da população excluída digitalmente, o que é preciso ser adaptado na campanha?</p>
<p>BORGES: De cara, esse é um fator que tira um pouco da força do meio pelo fato do público sujeito à mídia internet ser menor. Mas por outro lado, o usuário da internet tem um perfil muito próximo do que chamamos dos formadores de opinião, que atuam como eventuais replicadores da informação. Eles poderiam ter o papel de influenciar outros segmentos que não têm acesso à internet ou têm um uso muito restrito, em lan houses, bibliotecas, escolas, etc.</p>
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		<title>Dez anos para corrigir o rumo das campanhas eleitorais on-line</title>
		<link>http://fernandodeholanda.com/dez-anos-para-corrigir-o-rumo-das-campanhas-eleitorais-on-line/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 13:15:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[do site da rbw Em 2010 completaremos 10 anos desde que as campanhas políticas foram previstas e reguladas pelo TSE. De lá pra cá, exceto pela última resolução, nunca tivemos um avanço tão significativo nos textos da proposta, como a que está sendo colocada em pauta na próxima semana, no Congresso Nacional. Caso seja aprovada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do site da <a href="http://www.rbw.com.br/site/2007/site/novosite/wordpress/?p=446">rbw</a></em></p>
<p>Em 2010 completaremos 10 anos desde que as campanhas políticas foram previstas e reguladas pelo TSE. De lá pra cá, exceto pela última resolução, nunca tivemos um avanço tão significativo nos textos da proposta, como a que está sendo colocada em pauta na próxima semana, no Congresso Nacional.  Caso seja aprovada, a próxima campanha online será muito mais interessante.</p>
<p>2000 &#8211; Internet prevista na resolução eleitoral</p>
<p>Muitos entusiastas que acreditavam no potencial da Internet como mídia de massa comemoraram quando, em 2000,  pela primeira vez não só foi previsto o uso de sites de campanha como foi disponibilizado gratuitamente o domínio can.br para uso exclusivo na campanha. Pronto. O uso da Internet estava regulamentado em resolução eleitoral. Era o início de um sonho de que a rede poderia ser usada para debater idéias diretamente com eleitores, alinhando as necessidades da população às propostas de governo dos candidatos, de forma muito mais barata e eficiente, reduzindo ao máximo o desgaste que as campanhas eleitorais tradicionais causam aos candidatos e à população.<br />
Naquele momento, por provável desconhecimento da ”nova forma de fazer campanha” a web foi encarada apenas como mais um meio de divulgação de campanha e usada de forma muito tímida pelos candidatos que insistiam na mídia tradicional &#8211; receita consagrada para garantir eleições numa época em que o financiamento de campanha era diretamente proporcional às chances de vitória nas urnas. Foram 590 domínios .can.br registrados em todo o País.</p>
<p>2004 &#8211; Web 2.0 promove ações de campanha fora do website oficial de campanha</p>
<p>Em 2004 alguns políticos já esboçavam suas primeiras experiências de campanha online fora dos limites “oficiais” de seus sites sem ser atormentados pela resolução eleitoral, já que a Justiça eleitoral não estava atenta à revolução da web colaborativa, popularizada no Brasil com o Orkut.</p>
<p>A partir daí, a Internet começava a ser melhor percebida. Candidatos desconectados sem site faziam releituras da resolução em busca de informações que pudessem desabonar as ações web de seus adversários.</p>
<p>O principal motivo de discórdia que me recordo era sobre a interpretação de alguns juízes eleitorais locais sobre a legislação, quando vetavam sites que não tinham obrigatoriamente o domínio “.can.br”. Questão que foi resolvida logo em 2006, quando ficou claro que era usar qualquer endereço web para ser o oficial do candidato, sendo o .can.br recomendado, mas não obrigatório. Mesmo assim, as regras eleitorais para a Web, seguiam as mesmas da TV.</p>
<p>2006 &#8211; a maioria dos candidatos com site, mas sem acreditar no real potencial da Internet</p>
<p>2006 foi o melhor que pudemos chegar, até hoje. Resolução bem montada, sem vetos à redes sociais e outros ambientes fora do site oficial e ótimo momento para acreditar que a web faria a diferença naquela eleição. Não fez.</p>
<p>Era difícil convencer os candidatos que um meio tão barato pudesse ser tão eficiente a ponto de fazer a diferença em relação aos candidatos.</p>
<p>A penetração da banda larga e da Internet nas classes D e E ainda eram tímidas apesar de crescentes e por mais que a grande maioria dos candidatos tivesse montado seu site de campanha todos encararam a web como “mais um meio de fazer campanha.”.</p>
<p>A promessa ficou para 2008.</p>
<p>2008 &#8211; Na contramão do mundo<br />
2008 veio a grande decepção. Enquanto o mundo inteiro tendia para a sociedade em rede, web 2.0, transparência, etc, o TSE, órgão brasileiro responsável pela melhor tecnologia eleitoral do mundo, numa infeliz decisão que buscava claramente coibir o SPAM, acabou por vetar todo e qualquer tipo de propaganda eleitoral feita fora do ambiente oficial do candidato.</p>
<p>Enquanto Obama nadava de braçadas nos mares da web americana, crescendo com a mesma velocidade do twitter sobre seus adversários, quebrando recordes de arrecadação e consolidando a Internet como mídia de massa principal responsável por sua eleição, aqui no Brasil foi um verdadeiro desastre!</p>
<p>Com tamanha rigidez, a maioria dos candidatos, com medo de fazer propaganda irregular sequer instituíram seus sites oficias, desistindo de usar a Internet.</p>
<p>2010 &#8211; Correções de rumos</p>
<p>A eleição de Obama deve ter finalmente aberto os olhos do TSE.  O texto da nova reforma eleitoral prevê o uso de redes sociais e arrecadação de campanha online, algo inédito e fantástico pois permitirá não só uma aproximação maior do candidato com a sociedade como potencializa o financiamento de campanha por pequenos doadores.</p>
<p>Se for aprovada, teremos uma campanha muito mais transparente, ecológica, democrática, auto-sustentável e barata.</p>
<p>A Internet pode enfim se consolidar como a mídia capaz de fazer a diferença numa eleição.</p>
<p>A democracia agradece!</p>
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		<title>O Irã, as marcas e a Ciberpolítica</title>
		<link>http://fernandodeholanda.com/o-ira-as-marcas-e-a-ciberpolitica/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 22:15:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apesar de não ser possível prever o fechamento da crise democrática no Irã, é certo que, naquele país, a chamada Ciberpolítica nunca mais será a mesma a partir de então. Os recursos digitais foram largamente utilizados na recente campanha, tendo os quatro candidatos utilizado largamente seus websites, mensagens de texto e vídeos no Youtube, sendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de não ser possível prever o fechamento da crise democrática no Irã, é certo que, naquele país, a chamada Ciberpolítica nunca mais será a mesma a partir de então. </p>
<p>Os recursos digitais foram largamente utilizados na recente campanha, tendo os quatro candidatos utilizado largamente seus websites, mensagens de texto e vídeos no Youtube, sendo o candidato Moussavi quem melhor utilizou os recursos das redes sociais. Por sua vez, o atual presidente Ahmadinejad utilizou o controle dos meios tradicionais, como TV, rádio, jornal e até sermões nas mesquitas aliando-o a sofisticados sistema de censura de mensagens transmitidas por novas tecnologias. O perfil de Mussavi no Twitter atingiu 17 mil seguidores e mais de 70 mil fãs no Facebook, o que não se pode considerar grandes coisas em um país onde, dos 70 milhões de habitantes, 47 milhões possuem telefones celulares e 21 milhões acessam regularmente a web.</p>
<p>O que realmente impressiona é a utilização dos recursos digitais para o anúncio dos resultados. O Twitter se converteu em uma espécie de ventro de informações a partir do momento em que passou a ser utilizado pelos estudante iranianos como meio de informação e convocação para as mobilizações. Com as censuras impostas à imprensa tradicional, o ciberjornalismo através do Twitter e do Youtube se converteu na principal fonte informativa de milhões de pessoas de todo o mundo.</p>
<p>Ao lado da China, o Irã é um dos países mais sofisticados quando o assunto é cibercontrole (ou cibercensura). Basta observar a rápida reação oficial na noite das eleições, quando o acesso à Internet foi cortado em todo o país, assim como a troca de mensagens por celular. Até os servidores do Facebook e do Youtube foram &#8220;derrubados&#8221; naquele dia.</p>
<p>A demanda por uma democracia mais &#8220;ampla e irrestrita&#8221; parece estar se globalizando. MAs será que as grandes corporações ocidentais vêm ajudando as autocracias? A recente notícia sobre a suposta utilização da tecnologia da Nokia como instumento de apoio à censura e repressão do governo iraniano faz com que esta pergunta seja relevante, pelo menos em relação a dois aspectos:</p>
<p>1. Como a tecnologia ocidental foi útil à sofisticação das autocracias;<br />
2. Como ciberatibismo pode ajudar a mobilizar a opinião pública contra certas indústrias que mantêm práticas declaradamente contrárias aos direitos humanos fundamentais.</p>
<p>No mundo corporativo do século XXI, a marca é o bem de maior valor de qualquer empresa. É um bem intangível e de alta sensibilidade, cujo valor pode cair a níveis mínimos por causa das retaliações de consumidores globais sensibilizados e comprometivos com a democracia. O Google, por exemplo, sabe bem disso. Por isso, talvez tenha ele incluído em sua Ferramenta de Idiomas a o idioma iraniano no intuito de ajudar a difundir os protestos ocorridos ali. Talvez não o Yahoo, que precisou instalar um comitê global de apoio aos direitos democráticos logo após ter sido julgado pela opinião pública como colaborador da censura digital chinesa.</p>
<p>É, filhos, é uma coisa a se pensar.</p>
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		<title>Obama for America: o vídeo-case</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 21:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este é o vídeo-case da vitoriosa campanha de Barack Obama à Presidência dos EUA, que está concorrendo a diversos Leões no Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Obama For America &#124; Case Study Dukah. PS: Agradeço ao Brainstorm#9 a postagem do vídeo em HD no Videolog.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é o vídeo-case da vitoriosa campanha de Barack Obama à Presidência dos EUA, que está concorrendo a diversos Leões no Festival Internacional de Publicidade de Cannes.</p>
<p><embed src='http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=450975&#038;relacionados=S&#038;default=S&#038;lang=PT_BR&#038;cor_fundo=000000&#038;swf=1&#038;width=424&#038;height=318' width='424' height='318' type='application/x-shockwave-flash' allowFullScreen='true' AllowScriptAccess='always'></embed>
<p style='display:none'><a href='http://www.videolog.tv/video.php?id=450975'>Obama For America | Case Study</a></p>
<p>Dukah.</p>
<p>PS: Agradeço ao Brainstorm#9 a postagem do vídeo em HD no Videolog.</p>
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