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	<title>fernando de holanda &#187; Política</title>
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	<description>comunicação + política</description>
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		<title>Observador Político vs. Instituto da Cidania: o ativismo digital dos ex-presidentes Lula e FHC</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jul 2011 15:26:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião Política]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Lançados praticamente na mesma semana, os portais web liderados pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva guardam peculiaridades interessantes. O liderado pelo primeiro, batizado de Observador Político, tem um caráter de rede social e estimula o debate sobre temas diversos, propostos pelos próprios usuários, que podem gerenciar seus perfis e interagir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lançados praticamente na mesma semana, os portais web liderados pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva guardam peculiaridades interessantes.</p>
<p>O liderado pelo primeiro, batizado de <a href="http://www.obsevadorpolitico.org">Observador Político</a>, tem um caráter de rede social e estimula o debate sobre temas diversos, propostos pelos próprios usuários, que podem gerenciar seus perfis e interagir com a opinião de outras pessoas. Nas palavras de FHC, a web &#8220;joga um papel grande&#8221; quando se propõe a ser um fórum de circulação de ideias e ideais políticos. Neste sentido, a qualidade da iniciativa e da tecnologia em questão é indiscutível. Vale a pena acessá-la.</p>
<p><iframe width="448" height="279" src="http://www.youtube.com/embed/jGnTe7JKRQ8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Já <a href="http://www.icidadania.org">o website do Instituto da Cidadania</a>, do ex-presidente Lula, não disse exatamente para que veio. O conteúdo da home até aponta que aquilo se trata do embrião do instituto que deve levar o nome do petista, mas não apresenta um caráter colaborativo, sendo mais uma clipagem das suas atividades políticas (o que não é totalmente descartável) do que um convite à interatividade.</p>
<p><iframe width="448" height="279" src="http://www.youtube.com/embed/yOydO2o9YIc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Tenho lá minhas dúvidas sobre a relevância destes canais, uma vez que ambos tendem a ser instrumentos de capitalização política. No entanto, é gratificante ver que figuras tão expressivas da política nacional parecem, finalmente, ter compreendido o ambiente web como fórum de interatividade e não como mais uma mídia política-eleitoral.</p>
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		<title>O futuro do Recife é hoje!</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 19:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[recife]]></category>

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		<description><![CDATA[O vertiginoso crescimento econômico vivido por Pernambuco traz consigo uma grande expectativa. Expectativa de que, para nós, o Brasil deixe de ser o país do futuro e se torne, de fato, um país de futuro. No Recife, esse clima é bem representado pelos projetos de construção civil que darão uma nova cara à cidade nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O vertiginoso crescimento econômico vivido por Pernambuco traz consigo uma grande expectativa. Expectativa de que, para nós, o Brasil deixe de ser o país do futuro e se torne, de fato, um país de futuro. </p>
<p>No Recife, esse clima é bem representado pelos projetos de construção civil que darão uma nova cara à cidade nos próximos anos. Sabe-se que os problemas são muitos e as críticas, contundentes. Mas há de se convir que a hora de se animar é agora. Para mim, pelo menos, ânimo é o que me dão os vídeos abaixo. </p>
<p>Vale a pena assisti-los.</p>
<p><strong>Via Mangue</strong></p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/zlwuR0-x-Rc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Projeto Porto Novo</strong></p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/lAz9gaLNLL0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Arena Sport</strong></p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/sEmOZT-FGjw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>O Recife não pode parar</title>
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		<pubDate>Sun, 22 May 2011 18:31:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado originalmente no blog de Jamildo. Os problemas de infraestrutura urbana ameaçam seriamente o desenvolvimento econômico do Recife. Basta uma chuva mais forte ou um acidente em uma de suas principais avenidas para a cidade literalmente travar. Para que possamos impulsionar o atual ciclo de crescimento econômico que vivemos e garantir nossa própria qualidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado originalmente no <a href="http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/05/19/o_recife_nao_pode_parar_101280.php">blog de Jamildo</a>.</p>
<p>Os problemas de infraestrutura urbana ameaçam seriamente o desenvolvimento econômico do Recife. Basta uma chuva mais forte ou um acidente em uma de suas principais avenidas para a cidade literalmente travar. Para que possamos impulsionar o atual ciclo de crescimento econômico que vivemos e garantir nossa própria qualidade de vida, é preciso desatar os nós da cidade. E esta não me parece ser a postura adotada pela Prefeitura do Recife nos últimos dois anos.</p>
<p>Como não poderia deixar de ser, o trânsito é o melhor (ou pior?) exemplo dos nossos gargalos. Ainda que a viabilidade logística da cidade não se resuma a sua malha viária, todos sabemos o quanto ela atualmente nos penaliza. Apesar de vivermos uma incompatibilidade entre as atuais oferta e demanda rodoviária da cidade, a impressão que temos é que a Prefeitura vive de projetos milionários que nunca saem do papel, como são a Via Mangue e os corredores Norte-Sul e Leste-Oeste. Enquanto isso, as concessionárias derramam quatro mil novos carros por mês nas ruas da cidade, que permanecem estreitas, limitadas, esburacadas, mal sinalizadas e mal fiscalizadas. Isso sem falar no absurdo sistema de transporte público municipal, que desfila diariamente veículos abarrotados, desconfortáveis, poluentes e com tarifas que beiram a extorsão do trabalhador.</p>
<p>No Recife, não se ouve falar de planejamento urbano, muito menos de planejamento de trânsito. As ações que deveriam ser racionalizadas e executadas em conjunto, parecem ser um apanhado de ideias desconexas, que visam atender a redutos eleitorais através de obras cujos processos licitatórios são, no mínimo, questionáveis. A Prefeitura parece agir como uma criança que, sem saber como lidar com o alvoroço de uma festa de aniversário, cruza os braços e chora no canto da sala. Enquanto isso, o cidadão perde diariamente horas da vida pessoal e profissional, preso a um trânsito interminável, que se concentra sempre nos mesmos locais e nos mesmos horários.</p>
<p>Precisamos cobrar da Prefeitura a correta execução do Plano Diretor da cidade. Uma melhor fiscalização do trânsito, um aumento e recuperação da malha viária e uma completa revisão do sistema de transporte público da cidade, idem. Só assim garantiremos que nosso crescimento econômico e nossa qualidade de vida não sejam solapados por este estúpido e lamentável entrave urbano, fruto de má fé ou da mais pura incompetência administrativa e política.</p>
<p>É fato que estamos falando de problemas que não são um mérito exclusivo da atual gestão municipal. No entanto, é preciso reconhecer que, em tempos de guerra, não se pode parar de lutar. E parar é o hoje o maior risco que corre o cidadão do Recife.</p>
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		<title>A despolitização das chuvas no Recife</title>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 13:25:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[É preciso despolitizar o efeito das chuvas que vem castigando o Recife nas últimas semanas. Creditar todo o mérito dos seus transtornos à Prefeitura da Cidade é algo, no mínimo, inconsequente. Inconsequente por que a intensificação das críticas à atual gestão é tão improdutiva quanto a postura defensiva adotada por seus representantes. Como todos sabemos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso despolitizar o efeito das chuvas que vem castigando o Recife nas últimas semanas. Creditar todo o mérito dos seus transtornos à Prefeitura da Cidade é algo, no mínimo, inconsequente. Inconsequente por que a intensificação das críticas à atual gestão é tão improdutiva quanto a postura defensiva adotada por seus representantes. Como todos sabemos, nem uma nem a outra fará com que chova menos ou resolverá o problema dos mais atingidos. E, neste momento, resolver o problema dos mais atingidos pelas chuvas é uma responsabilidade da classe política, esteja ela na situação ou na oposição.</p>
<p>Da parte da PCR, é preciso fazer muito mais. Se as obras de prevenção não foram realizadas, este não é um problema exclusivo dos últimos dois anos. Portanto, é preciso agir de forma emergencial. Informar os cidadãos sobre a previsão do tempo e sobre o que vem sendo feito é um bom início. Remover os moradores de áreas de risco, providenciar mutirões de limpeza urbana e intensificar a patrulha do trânsito, melhor ainda.</p>
<p>Da oposição, espera-se a intensificação da fiscalização. Espera-se que seus representantes troquem a saliva dos discursos por um par de botas e visitem as comunidades. O recifense precisa ter a certeza de que estas pessoas estão mais preocupadas com a preservação da qualidade de vida de quem os elegeu do que com a próxima notinha que irão emplacar no jornal. Nesta hora, é preciso sim exigir e informar ainda mais, desde que o objetivo não seja uma mera colheita de dividendos políticos.</p>
<p>Marx já dizia que há tarefas cuja solução exige apenas um meio: a prática. Seria bom que os políticos recifenses, concordando ou não com sua teoria, o dessem ouvidos, agissem mais e discutissem menos. Tenho certeza de que, desta maneira, a cidade lidaria melhor com as chuvas de um inverno que está só começando.</p>
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		<title>A campanha do PSB: Um novo caminho para um novo Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 22:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Confira abaixo os vídeos da nova campanha do Partido Socialista Brasileiro (PSB), apresentada pelo seu Presidente Nacional, o Governador do Estado de Pernambuco Eduardo Campos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confira abaixo os vídeos da nova campanha do Partido Socialista Brasileiro (PSB), apresentada pelo seu Presidente Nacional, o Governador do Estado de Pernambuco Eduardo Campos.</p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/JIOatJRkSbo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/XaMS7RmgRuo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/Md8eI4ROyG0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/uiGgxEIWqv4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/YqxKHLUXctY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>A gota d&#8217;água da má gestão pública do Recife</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 18:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente no Blog de Jamildo Por Fernando de Holanda A manhã desta terça-feira, 19 de abril, sacramentou toda a incompetência e falta de compromisso da atual gestão da Prefeitura do Recife. Enquanto o trânsito e a segurança pública da cidade enfrentavam o maior caos dos últimos vinte anos, o prefeito João da Costa desfrutava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado originalmente no <a href="http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/04/19/a_gota_dagua_da_ma_gestao_publica_do_recife_98403.php">Blog de Jamildo</a></p>
<p>Por Fernando de Holanda</p>
<p>A manhã desta terça-feira, 19 de abril, sacramentou toda a incompetência e falta de compromisso da atual gestão da Prefeitura do Recife. Enquanto o trânsito e a segurança pública da cidade enfrentavam o maior caos dos últimos vinte anos, o prefeito João da Costa desfrutava da bela primavera de Madrid ao lado de sua família. Uma viagem não anunciada, que deixou políticos, funcionários públicos e cidadãos ainda mais insatisfeitos com a (falta de) liderança do chefe do Executivo municipal.</p>
<p>Os reflexos desta irresponsabilidade se fizeram sentir nos quatro cantos da cidade, onde a chuva provocou alagamentos em vias cujas canaletas permaneciam entupidas, árvores centenárias desabaram por falta de supervisão e motoristas eram assaltados em avenidas congestionadas. Para percorrer o trecho entre minha casa e o escritório onde trabalho, compreendido entre o bairro das Graças e o início do bairro de Boa Viagem, levei exatas três horas e meia, quando, normalmente, o faço em vinte minutos.</p>
<p>No caminho entre a Av. Agamenom Magalhães e a Ponte do Pina, percebi pessoas descendo dos ônibus, caminhando no meio dos carros e até mesmo desistindo de ir ao trabalho. Na rádio, os ouvintes, desesperados, relatavam os diversos casos de assaltos que aconteceram no viaduto Capitão Temudo, no bairro de Joana Bezerra, e na própria Ponte do Pina (estive exatamente ali quando ouvi as notícias). Curioso é que, neste caminho, não avistei um único agente da Companhia de Trânsito e Tranporte Urbano da cidade ou mesmo da Polícia Militar. A ROCAM &#8211; patrulha da PM que circula de motocicletas &#8211; estava ilhada, pois sua garagem fica na Rua Imperial, mais uma das vias tomadas pelas águas. Ao chegar ao escritório, constatei que os elevadores não estavam funcionando, pois o fosso havia sido inundado pela eternamente alagada Rua José Aderval Chaves.</p>
<p>Enquanto isso, o Sol brilha forte na Plaza Mayor de Madrid. No Twitter, os aspones do ex-Prefeito João Paulo Lima e Silva, responsável direto pela eleição do então afilhado e hoje desafeto João da Costa, reclamavam das picuinhas políticas envolvendo o atual Deputado Federal e seu partido. A oposição, ouriçada com a proximidade das próximas eleições, lança campanha de hastags (#) nas redes sociais e se preocupa se está ou não dentre os tópicos mais comentados naquela manhã. Ou seja, pelo visto, ninguém está nem aí para o cidadão.</p>
<p>Não é novidade que, no Recife, quando o inverno aperta, os problemas de infraestrutura da cidade se evidenciam. Foi assim na gestão do Prefeito Roberto Magalhães, que convivia diariamente com o desbamento de encostas nos dias de chuva, e do próprio João Paulo, que via obras já atrasadas serem ainda mais retardadas por causa das águas. No caso do atual Prefeito, o buraco é mais embaixo. O trânsito da cidade já deu um nó há bastante tempo e obras como o próprio viaduto Capitão Temudo já estouraram e muito o cronograma e o orçamento. A estratégia de viajar com a família enquanto as campanhas publicitárias da Prefeitura e do PT permanecem no ar não parece ter sido a melhor escolha de João da Costa, principalmente quando este inverno se anuncia tão rigoroso.</p>
<p>A manhã de hoje não foi fácil para o cidadão do Recife, Sr. Prefeito. A falta de competência e compromisso da sua gestão estão, como se diz, na boca do povo. Talvez seja a hora de fazer mais, se não, não vai ter o que mostrar depois. Isso por que, se for para mostrar o que vi hoje entre as Graças e Boa Viagem, é melhor se preparar para uma enxurrada de insatisfação, que inundará sua carreira política para todo o sempre. Hoje já foi a gota d&#8217;água!</p>
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		<title>É preciso repensar o Carnaval do Recife</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 23:34:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Originalmente publicado no Blog do Jamildo. Prezado Jamildo, Há dois questionamentos pertinentes sobre o modelo de Carnaval Multicultural adotado pela Prefeitura do Recife há onze anos. O primeiro deles é sobre a descentralização dos pólos: por que não há polo descentralizado em Boa Viagem ou Casa Forte? A ideia é, de fato, democratizar o acesso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Originalmente publicado no <a href="http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/03/10/e_preciso_repensar_o_carnaval_do_recife_94496.php">Blog do Jamildo</a>.</p>
<p>Prezado Jamildo,</p>
<p>Há dois questionamentos pertinentes sobre o modelo de Carnaval Multicultural adotado pela Prefeitura do Recife há onze anos.</p>
<p>O primeiro deles é sobre a descentralização dos pólos: por que não há polo descentralizado em Boa Viagem ou Casa Forte?</p>
<p>A ideia é, de fato, democratizar o acesso à programação para quem não tem condições de se deslocar ao centro da cidade ou segregar, mantendo o pobre isolado na sua comunidade?</p>
<p>O segundo é sobre o conceito de multiculturalidade: em algum momento se pergunta ao cidadão se ele concorda com aquela tal atração multicultural?</p>
<p>O objetivo é realmente fazer com que estilos musicais variados colaborem para um Carnaval melhor ou empurrar goela abaixo o conceito de qualidade artística do gestor público?</p>
<p>Não discordo dos dois aspectos centrais do modelo, mas acredito que ele deve ser repensado, melhorado e, principalmente, democratizado.</p>
<p>É preciso esquecer esta história de “espetáculos gratuitos”, afinal, é o dinheiro do contribuinte que custeia todo o evento. E é este contribuinte e cidadão quem precisa estar em primeiro lugar, sempre.</p>
<p>Acredito que convidá-lo a participar da definição da programação seria um bom início. Instalar linhas de ônibus especiais para o Recife Antigo durante os dias de folia, idem.</p>
<p>Com um pouco de boa vontade e inteligência, a Prefeitura poderá oferecer um Carnaval ainda melhor ao povo do Recife. Afinal, para uma cidade como a nossa, Carnaval é coisa séria!</p>
<p>Fernando de Holanda</p>
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		<title>Pernambuco mais verde</title>
		<link>http://fernandodeholanda.com/pernambuco-mais-verde-sergio-xavier-assume-a-secretaria-de-meio-ambiente-e-sustentabilidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Jan 2011 22:32:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Originalmente publicado no blog de Jamildo A adesão do Partido Verde ao Governo do Estado é uma excelente notícia para a gestão pública de Pernambuco. O convite feito pelo Governador Eduardo Campos para que o presidente do partido Sérgio Xavier assuma a recém-criada Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade é um indicativo de que nós [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Originalmente publicado no <a href="http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/01/17/pernambuco_mais_verde_89336.php">blog de Jamildo</a></p>
<p>A adesão do Partido Verde ao Governo do Estado é uma excelente notícia para a gestão pública de Pernambuco. O convite feito pelo Governador Eduardo Campos para que o presidente do partido Sérgio Xavier assuma a recém-criada Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade é um indicativo de que nós pernambucanos poderemos contar, nos próximos anos, com a busca por um desenvolvimento mais sustentável, pautado em uma agenda pragmática de políticas ambientais.</p>
<p>A postura de Xavier, que submeteu a decisão a um conjunto de compromissos programáticos construídos pelo PV a partir de diálogos com a sociedade civil, aponta que seu objetivo vai além de um simples aliancismo político. A participação estratégica desta Secretaria no Governo do Estado poderá conferir à gestão de Eduardo Campos um perfil ainda mais promissor e ao PV a chance de comprovar na prática suas diretrizes ideológicas. E me parecem ser essas as intenções do novo Secretário.</p>
<p>Politicamente, não acredito que esta participação do PV no Governo signifique sua adesão à chamada Frente Popular. É perfeitamente possível e até louvável que o partido colabore com a gestão executiva mantendo sua postura crítica na Assembleia Legislativa. Seria esta uma excelente oportunidade de experimentarmos a participação de um partido em um governo com objetivos mais práticos e menos políticos.</p>
<p>Do ponto de vista prático, o desmembramento da então Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente em uma pasta exclusivamente voltada ao Meio Ambiente e à Sustentabilidade poderá trazer-nos benefícios perceptíveis em um curto espaço de tempo. Não só por que traz à tona o debate sobre Desenvolvimento Sustentável &#8211; um passo importante para nossa promissora economia &#8211; mas também por que confere uma maior importância às políticas ambientais do Governo do Estado.</p>
<p>Com a nova Secretaria, atividades como monitoramento, fiscalização e licenciamento ambiental ganham uma outra dimensão e, se aliadas à regulamentação de leis ambientais até então engavetadas na ALEPE, poderão apresentar resultados significativos, como menores níveis de poluição, mudança do perfil da reciclagem de lixo urbano, maior utilização de energias renováveis na atividade industrial, entre tantas outras.</p>
<p>Para além disso, caberá a Sérgio Xavier conduzir uma influência estratégica em pastas como Transportes, Desenvolvimento Econômico, Educação e Cidades a fim de que a busca por um desenvolvimento sustentável em Pernambuco seja uma atribuição compartilhada por diversos atores do cenário político. Uma missão árdua, que demandará compromisso, competência, espaço político e disponibilidade orçamentária para a nova Secretaria. Ficará sob a responsabilidade dele o atingimento de resultados práticos, que reorientem a forma como o estado encara a Sustentabilidade. Oxalá a participação do PV no Governo se torne uma realidade condizente com o potencial ideológico do partido e, ao fim de quatro anos, possamos observar um Pernambuco mais verde.</p>
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		<title>Minha opinião sobre este segundo turno</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Oct 2010 11:54:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Meus queridos amigos e familiares, Como a maioria de vocês já sabe, a política é um assunto que me interessa um bocado. Sendo assim, tomo a liberdade de compartilhar com vocês algumas opiniões minhas sobre as eleições presidenciais deste ano, que também estão disponibilizadas no meu blog < www.fernandodeholanda.com >. Neste segundo turno, nós brasileiros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meus queridos amigos e familiares,</p>
<p>Como a maioria de vocês já sabe, a política é um assunto que me interessa um bocado. Sendo assim, tomo a liberdade de compartilhar com vocês algumas opiniões minhas sobre as eleições presidenciais deste ano, que também estão disponibilizadas no meu blog < www.fernandodeholanda.com >.</p>
<p>Neste segundo turno, nós brasileiros temos dois grandes desafios. O primeiro deles diz respeito ao processo eleitoral em si. Desde o início do ano, vinha dizendo que o Brasil precisava de um segundo turno, apesar de desconfiar que um dos candidatos teria a preferência da maioria dos eleitores. Dizia isso não por que gostaria de ver os ânimos entre os candidatos se acirrarem, ou mesmo constatar que as campanhas poderiam ter um nível de qualidade ainda mais sofrível. O segundo turno é uma oportunidade para o país comparar conteúdos programáticos, debater melhor propostas e refletir um pouco mais antes de decidir quem há de conduzir o Poder Executivo nos próximos quatro anos. É uma chance que temos para deixar de encarar a política como algo &#8220;chato&#8221; ou &#8220;que não tem nada a ver comigo&#8221; e de trazer o debate para dentro das nossas casas, para a conversa com os amigos. É o momento certo para encarar as eleições como um ato de cidadania e não como uma grande piada ou mesmo uma disputa entre times de futebol. </p>
<p>Sei que este conceito ainda passa longe da consciência política da maioria dos brasileiros, que, pelo seu baixo nível de instrução e interesse, passa a ser alvo de factóides e joguetes eleitorais, sendo estes os mais atingidos pelos desmandos e absurdos protagonizados pela classe política e pela administração pública brasileira. Entretanto, creio que é compartilhando opiniões e debatendo pontos de vista que vamos construir uma democracia mais sólida e um país melhor para cada um de nós vivermos. Portanto, convido vocês a toparem este primeiro desafio e lerem esta mensagem até o final! <img src='http://fernandodeholanda.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Já o segundo desafio diz respeito ao conteúdo destas eleições, àquilo que está verdadeiramente em jogo. E, neste momento, peço a licença de vocês para defender o meu ponto de vista, respeitando sempre as opiniões daqueles que divergirem de mim, afinal, vivemos uma Democracia.  </p>
<p>Primeiramente, acredito que é necessário enxergarmos estas eleições para além da <em>persona</em> dos candidatos. A <em>persona</em> é aquela entidade que povoa os veículos de comunicação, à qual, muitas vezes, tentamos resumir todo o processo político desviando a discussão para o sexo, a religião, a família, as convicções pessoais e até o time de futebol do candidato. Portanto, quando nos depararmos com um debate acerca do conteúdo destas eleições, é preciso que estejamos focados em discutir aquilo que verdadeiramente irá determinar os rumos do país e não se o candidato abriu ou não uma loja de R$ 1,99, ou se jogaram ou não uma bolinha de papel na cabeça dele.</p>
<p>Na minha opinião, se olharmos para além da <em>persona</em> dos candidatos, iremos enxergar dois modelos de Estado que convergem e divergem significativamente entre si. Convergem por que ambos propõem a manutenção de um <em>status quo</em> macroeconômico que não é mérito deste ou daquele governo e, sim, de uma conjuntura internacional predominante, à qual um país de 193 milhões de consumidores potenciais fatalmente haveria de se alinhar. Neste sentido, independentemente da nossa escolha, continuaremos a viver em um país cujas bases produtivas e formação social permanecerão as mesmas. Nenhum dos candidatos propõe uma ruptura significativa, que ponha em risco o pão de cada dia de nossas famílias &#8211; ainda que as rupturas tenham sido relevantes em momentos cruciais da nossa história.  </p>
<p>No entanto, acredito que aquilo que faz com que estes dois modelos sejam em grande parte divergentes seja de extrema importância para o futuro do nosso país. Vivemos hoje um Brasil muito diferente, que precisa sim reconhecer as conquistas econômicas da socialdemocracia da década de 90, mas, principalmente, precisa se projetar a partir das conquistas sociais viabilizadas pela estabilidade econômica.</p>
<p>Nos últimos sete anos, 24 milhões de pessoas saíram da pobreza absoluta. Isto significa que pessoas como nós, que tem suas alegrias e tristezas, seus problemas e suas conquistas, puderam, como nós, fazer três refeições a cada dia e deixaram de viver na imundície de uma condição sub-humana. Nossa força de trabalho ganhou 13 novos milhões de postos formais de trabalho, contribuindo para uma mobilidade social que inseriu 31 milhões de brasileiros na classe média, por mais achatada que ela esteja.</p>
<p>O Brasil liquidou aquela dívida com o FMI que parecia ser interminável e passou a ser considerado pelos fundos de investimento internacionais como um país seguro para a injeção de capital. Passamos até pela maior crise financeira internacional pós-Segunda Guerra Mundial praticamente ilesos, se compararmos seus reflexos na nossa economia aos que se abatem até hoje sobre países com Portugal e Espanha. A crise não nos impediu nosso PIB de crescer a uma média superior a 5% ao ano nos últimos cinco anos. Não nos impediu de produzir e de consumir mais e melhor. Não nos impediu até de continuar a distribuir renda e minimizar a vergonhosa discrepância social que impera no nosso país.</p>
<p>E tudo isso, na minha opinião, tem um porquê fundamentado no modelo de Estado adotado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um modelo que adaptou o que há de mais sensato na teoria de John Maynard Keynes, fazendo com que o Estado brasileiro, ao se deparar com tantos desafios humanos a serem urgentemente sanados, encontrou no intervencionismo social o melhor caminho para conduzir o desenvolvimento econômico. O que o diverge de forma crucial do novo liberalismo econômico sustentado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e arraigado na ideologia política do PSDB é que, sob uma liderança política forte, o Estado brasileiro voltou a investir, a intervir e a se estruturar para atender às demandas sociais da nação brasileira. </p>
<p>Não acredito que continuaremos a registrar conquistas tão expressivas como as que vimos observando se optarmos por uma corrente ideológica que prega a minimização do Estado e transfere a responsabilidade de equacionar a sociedade e a economia exclusivamente ao capital privado. A formação histórica da nossa economia demanda um intervencionismo estatal forte e proativo, que tenha a busca da melhoria da eficiência e eficácia do aparelho governamental um caminho para demandas tão urgentes da nossa sociedade. Na minha opinião, este é o melhor caminho para mantermos o ritmo de crescimento do Brasil. E este caminho é hoje melhor representado pela candidatura de Dilma Roussef.</p>
<p>Dilma foi a responsável pela execução e coordenação dos investimentos em infraestrutura do Governo Lula, uma experiência que lhe credita a manter este tal modelo de Estado que comento acima. Isso por que é possível constatarmos reflexos econômicos e sociais significativos de programas como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, que contribuíram bastante para fenômenos como o boom da construção civil no país. Sob o comando de Dilma, o Ministério da Casa Civil executou aquilo que Lula, como líder político, proporcionou. E isso a gabarita para dar continuidade à obra que vemos em curso no nosso país.</p>
<p>Meus amigos, há ainda muitos pontos e contrapontos a serem observados no julgamento que nos é imposto no próximo dia 31. Sabemos sim que há ainda há muito a se cobrar do Estado brasileiro, mas, neste momento, a avaliação que faço é que precisamos dar continuidade aquilo que vem produzindo bons resultados. A alternância de Poder é algo que acredito ser extremamente são a uma Democracia adolescente como a nossa, no entanto, creio que agora é hora de elegermos Dilma Roussef Presidente do Brasil. Para que possamos continuar avançando com um Estado forte, para que tenhamos que cobrar ainda muito mais dos nossos sujeitos políticos.</p>
<p>Convido todos a refletirem um pouco mais sobre suas opiniões acerca destes dois grandes desafios, sejam elas iguais ou diferentes das minhas. Aproveitem esta última semana para acessar as páginas dos candidatos na Internet e assistirem aos debates na televisão, sem os filtros da imprensa e a influência das pesquisas. Acredito que, desta maneira, estaremos contribuindo, à nossa maneira, para fazermos um Brasil cada dia melhor para vivermos. </p>
<p>Eu fiz a minha parte e escolhi dar o meu voto à Dilma Roussef. E você?</p>
<p>Abraços a todos daqui de longe,</p>
<p>Dukah (vulgo Fernando de Holanda).</p>
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		<title>André Regis candidato a Deputado Estadual</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 02:05:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último domingo, ao sairmos da Livraria Cultura, fomos abordados pelo Professor André Régis, que divulga sua campanha a Deputado Estadual pelo PSDB. Ficamos bastante satisfeitos com a argumentação do candidato, coisa que já havia acompanhado em 2008, quando André candidatou-se a uma vaga na Câmara dos Vereadores do Recife, e nos vídeos disponibilizados no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último domingo, ao sairmos da Livraria Cultura, fomos abordados pelo Professor André Régis, que divulga sua campanha a Deputado Estadual pelo PSDB. Ficamos bastante satisfeitos com a argumentação do candidato, coisa que já havia acompanhado em 2008, quando André candidatou-se a uma vaga na Câmara dos Vereadores do Recife, e nos vídeos disponibilizados no site da atual campanha.</p>
<p>Sua proposta é se posicionar junto à classe média formadora de opinião, aproveitando seu respaldo como cientista político, advogado e professor universitário. A candidatura está dissociada de bases eleitorais sindicalistas, classistas, assistencialistas, &#8220;genéticas&#8221; ou religiosas, a exemplo do que se faz valer a grande maioria dos parlamentares de Pernambuco.</p>
<p>São dois os motivos que fazem desta uma candidatura extremamente valiosa para os pernambucanos. O primeiro diz respeito à capacidade, competência e formação de André Régis. O cara possui dois bacharelados (Direito na UFPE e Administração na UNICAP), dois mestrados (Ciência Política na UFPE e na New School for Social Research, de Nova Iorque) e dois doutorados (nas mesmas universidades). Como se já não bastasse tamanha competência para habilitar-lhe a um mandato legislativo, André ainda propõe uma completa renovação na forma de pensar e fazer política. Sua campanha deixa claro que nenhum voto é comprado, ou seja, não há aquela boa e velha estrutura de assistencialismo e compra de apoio de vereadores e líderes comunitários e sindicais. </p>
<p>Particularmente, identifico-me bastante com esta postura. Acredito que, guardada a devida representatividade dos diversos segmentos que compõem uma sociedade tão heterogênea como a nossa, a classe média, a juventude e o formador de opinião precisam também estar representados nas casas legislativas, coisa que extremamente rara hoje em dia, infelizmente. É preciso que tenhamos candidatos dissociados das tradicionais oligarquias e estruturas eleitoreiras, que agreguem o nível de instruções de cidadãos com este perfil à vontade de renovar a forma como se faz política. Por isso, acredito que a candidatura de André Régis é algo extremamente válido para nós pernambucanos, como pode ser observado no vídeo de lançamento de sua candidatura.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GjWd4PuyH48?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/GjWd4PuyH48?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>No entanto, na minha opinião, há dois grandes poréns nesta candidatura. O primeiro deles é um contrasenso que invariavelmente se abateria sobre a sua postura de fazer uma campanha limpa. É que ao pedir que o eleitor não vote em quem compra voto, André põe o dedo na ferida de muitas outras candidaturas, inclusive do seu próprio partido, o PSDB. E sendo a eleição proporcional brasileira a balbúrdia que é, este tiro acaba saindo pela colatra. Isso por que, diferentemente das eleições majoritárias, onde os votos beneficiam diretamente o candidato escolhido pelo eleitor antes do Confirma, as proporcionais se fazem valer do tal quociente eleitoral, um mecanismo que acaba sobrevalorizando a coligação partidária em detrimento do próprio candidato. Sendo assim, ao votar em André Régis, o eleitor beneficia não somente a sua candidatura mas as de outros políticos de seu partido, as quais ele não pode propriamente garantir que seguem seus mesmos princípios.</p>
<p>Poderíamos até considerar que isto se aplica não só a sua candidatura, mas a toda e qualquer candidatura proporcional no Brasil. No entanto, na minha opinião, isso se agrava pelo fato de André Régis ser filiado ao PSDB, sendo este o segundo porém de sua candidatura. Não cito isso pelo fato de claramente discordar do modelo de desenvolvimento pensado e demonstrado pelo partido para o Brasil &#8211; até por que aí estaríamos ingressando num extenso debate ideológico &#8211; mas sim pela postura eleitoral adotada pelos tucanos nos últimos anos, especialmente em Pernambuco. É que nestas eleições o PSDB optou por não se coligar com nenhum outro partido, atribuindo exclusivamente a seus 20 candidatos a responsabilidade de manter ou aumentar sua bancada de 7 parlamentares, estando todos eles concorrendo à reeleição ou apadrinhando um herdeiro político.</p>
<p>Sendo assim, caso André Régis não obtenha os cerca de 50 mil votos que meus cálculos cabalísticos apontam serem suficientes para garantir-lhe uma vaga na Assembleia, seus votos beneficiariam unicamente figuras como Terezinha Nunes, Pedro Eurico e Antônio Moraes. Neste cenário, o ônus de invariavelmente colaborar para eleger estes sujeitos, que compartilham do mesmo quociente eleitoral de André, não seria compensado pelo bônus de podermos contar com o seu mandato parlamentar. E sendo esta uma candidatura direcionada a um público formador de opinião, concentrada na RMR e que não compartilha de grandes currais eleitorais, tenho cá minhas dúvidas se esta é uma meta factível.</p>
<p>Portanto, acho provável que André Régis sofra do mesmo mal que sofreu em 2008, quando concorreu a uma vaga na Câmara dos Vereadores do Recife. Naquelas eleições, o PSDB novamente não só concorria isoladamente, sem coligações, como estava mal articulado na majoritária. Isso fez com que o partido atingisse uma soma de votos que lhe garaniu apenas uma vaga na casa, que ficou com a atual vereadora Aline Mariano, cuja candidatura obteve 5.905 votos, apenas 600 a mais (aproximadamente) que a excelente votação de André.</p>
<p>Sendo assim, avalio que André Régis precisaria que a conjuntura partidária lhe fosse mais favorável para assegurar uma vaga na Assembleia, já que, ao que me parece, trocar de partido com uma justificativa eleitoral vai de encontro às suas convicções políticas. Talvez tivesse sido mais válido atribuir a ele a segunda candidatura ao Senado na chapa da oposição &#8211; assumida de forma quase que olímpica pelo atual Deputado Federal Raul Jungmann (PPS) &#8211; o que lhe garantiria visibilidade suficiente para eleger-se tranquilamente à Câmara do Recife daqui a dois anos, tal qual fez Luciano Siqueira em 2006. No entanto, ou esta opção não fora cogitada por André ou lá estava a questionável articulação eleitoral do PSDB novamente confabulando contra suas aspirações políticas.</p>
<p>Suposições à parte, não tenho dúvidas de que André Régis é uma das melhores opções apresentadas aos pernambucanos para a renovação da Assembleia Legislativa do estado. Acredito que sua competência e preparo demonstrados no mundo acadêmico são mais do que suficientes para habilitar-lhe de forma consistente a este pleito. Não terá o meu voto unicamente por uma questão partidária de cunho ideológico (e não eleitoral), ainda que colaborem para esta decisão os poréns que cito neste post. </p>
<p>Torço muito para que um dia possamos contar com sua atuação parlamentar no Recife ou em Pernambuco. Tenho certeza de que a política, se encarada por nossos representantes tal qual o faz André Régis, seria bem mais produtiva e respeitada por todos nós. </p>
<p>PS: Sim, uma reforma política e eleitoral no Brasil é mais do que urgente.</p>
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