Quem responde a pergunta é o excelente estudo publicado pelo Projeto Excelências, do Instituto Transparência Brasil. Dentre outras informações, o documento – que também analisa os corpos legislativos de Fortaleza (CE) e Florianópolis (CE) – analise histórico, gestão de verbas de gabinete e (in)fidelidade partidária da Casa José Mariano. O download do documento na íntegra pode ser feito aqui.
Vale ressaltar que os dados são de 2008, ou seja, a nova legislatura ainda (enfatize-se, ainda) não foi analisada pelo Projeto. Porém, como uma significativa parte dos então vereadores conseguiram renovar seus mandatos, algumas informações são bem relevantes.
Selecionei alguns trechos interessantes abaixo:
A Câmara Municipal do Recife
[...] cada mandato de vereador custa R$ 1,9 milhão. [por ano]
Dividindo-se o total dos gastos com a Câmara pela população da cidade, verifica-se que o montante que cada morador de Recife desembolsa para manter a sua Casa Legislativa é R$ 45,07.
Recursos recebidos pelos Vereadores
Todas as tentativas de conseguir esses dados foram infrutíferas. Foram feitas solicitações a
funcionários da Secretaria de Coordenação Geral e da Assessoria Especial de Imprensa, que afirmaram
desconhecer tais informações e indicaram como órgão competente para fornecê-las o Departamento de
Administração.
Afinidades com grupos de interesses
Em 2008, dos 36 vereadores, 8 foram identificados como sindicalistas; 7 eram ou haviam sido policiais; 4 eram evangélicos; 1 era ligado a uma ONG e 1 era ruralista.
Evolução patrimonial e doações eleitorais
Segundo sua declaração à Justiça, o então vereador Severino Ramos triplicou seu patrimônio entre os anos de 2006 e 2008. Em 2006, Ramos doou quase um terço do seu patrimônio total a campanhas políticas. Enquanto isso, Vicente André Gomes manteve exatamente o mesmo montante.

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