Foi com muita alegria que recebi esta semana um e-mail do meu amigo Leo Lacca, diretor, cinéfilo, empresário e cafeologista, falando um pouco sobre a carreira do seu último curta-metragem, Décimo Segundo (Trincheira Filmes, 2007), com o qual tive o prazer imenso de colaborar.
Leo e a galera megapop da Trincheira estão provando por há mais bê que é possível fazer coisa boa e de qualidade técnica indiscutível numa metrópolis como Recife. Além de Décimo Segundo, curtas já consagrados na terrinha como Ventilador e Eisenstein fazem parte da trajetória do proprietário da Castigliani Cafés Especiais.
O filme estreou no 40º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e, de cara, ganhou o prêmio de Melhor Direção. Depois, seguiu para além=mar, no 11° Festival Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, onde recebeu uma menção honrosa no júri dos cineclubes. Além disso, o filme também está no páreo para a 11ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontece em no início de janeiro, em Minas.
“No Décimo Segundo, o silêncio passa a ser ensurdecedor” é uma das melhores descrições que vi até hoje sobre o roteiro denso de Lacca e a fotografia ousada de Marcelo Lordello. Um diálogo simples e objetivo, que mostra ao espectador o poder que as lentes têm de contar histórias sem precisar de muitas palavras, faz de Décimo Segundo uma obra madura, de quem sabe o quê e sobre o que está falando.
Segue a Bicha Técnica do filme. Em breve, em um cinema próximo de você.
Décimo Segundo
20min30, 35mm, PE
Um filme de Leonardo Lacca.
Com Irandhir Santos e Rita Carelli.
Fotografia de Marcello Lordello, com assistência de Alexandre Souto
Produção de Alexandre Nogueira, Kika Latache e Leonardo Lacca
Montagem: João Maria
Direção de Arte: Diogo Balbino (Pupillo)
Produção: Maria Lira, Laurinha Proto e Ritinha Angeiras
Som: Dukah de Holanda [hein?] e Moabe Filho

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