As eleições municipais do recife vêm aí. No primeiro domingo de outubro, os mais de 1 milhão de eleitores da cidade irão às urnas para escolher o novo Prefeito, seu Vice-Prefeito e os 41 vereadores que o acompanharão no legislativo durante o seu mandato. Como já é tradicional, as articulações políticas em torno das eleições começam a se fortalecer ainda durante a queima de fogos do Réveillon. E, neste ano, não foi diferente. A única diferença é que o tal aquecimento já está pegando fogo faltando ainda seis meses para o pleito oficial.
Esta semana, acompanhei no Blog do Jamildo os primeiros bate-bocas oficiais destas eleições. Toda sexta-feira, a série “Debate com os Prefeituráveis” traz as opiniões dos pré-candidatos sobre a cidade, no entanto, neste 29 de fevereiro, a “onda” de dois primeiros pré-candidatos foi criticar ao próximo.
O primeiro dos artigos, de autoria do pré-candidato Edílson Silva (P-SOL), ataca a atuação do atual secretário de Planejamento Participativo, Obras e Desenvolvimento Urbano e Ambiental, João da Costa, provável escolhido do PT à sucessão do atual Prefeito João Paulo Lima e Silva. Se um dos grandes motivos para as críticas quanto à escolha do Secretário para a indicação era seu aparente desconhecimento junto à população, devido à sua discreta atuação na Secretaria, Silva acabou de pô-lo nos holofotes de todas as mazelas da administração petista. De uma hora para outra, Costa foi o responsável por todos os “descasos” e “ilusões” (sic) promovidos pela Prefeitura junto à população, da qual seu falso Orçamento Participativo teria destinado verbas a Sandy & Junior, Mangueira e Fat Boy Slim, em detrimento das melhorias apontadas pelas comunidades.
Já o Deputado Federal Raul Henry (PMDB), pré-candidato do ex-governador Jarbas Vasconcelos, apresentou uma tentativa de defesa a comentários que teriam sido realizados (Henry não aponta as fontes) pelo Secretário a partir de um bombardeio de críticas e propostas. O discurso adotado é o de defesa a partir de propostas. Antes de atacar de volta o petista, pedindo ao mesmo par não “espernear, fugindo da responsabilidade”, Raul Henry aproveita a oportunidade para sugerir diversas propostas, sem, no entanto, ter o trabalho de defendê-las ou explicar à população como pô-las em prática.
Parece que teremos uma eleição acirrada, com diversos candidatos, que, mais uma vez, ficará restrita ao campo da picuinha política. Oxalá nas próximas sextas-feiras encontremos algo um pouco mais construtivo naquelas linhas.

Sem comentários ainda
Deixe um comentário
Para sua imagem aparecer nos comentários, cadastre-se no Gravatar com o mesmo e-mail com o qual comentou