O mercado de jovens profissionais está cheio de grandes promessas (e de grandes decepções também). Não é novidade nenhuma a existência de processos seletivos de grandes empresas que demandam tempo e dinheiro e, no final das contas, selecionam candidatos que não estavam de acordo com o perfil desejado e acabam dando um prejuízo danado. No mercado pernambucano de Publicidade não é diferente. Apesar de boa parte das contratações serem realizadas a partir do Q.I. (Quem Indica), os processos de seleção ainda contam com uma estrutura cara e penosa para as agências.
Há um tempo atrás, tive a oportunidade de conhecer Dudu Fialho, na minha opinião, uma das grandes promessas da publicidade local. Com apenas 21 anos de idade, seu portfolio de direção de arte já apresenta uma linha criativa bem estabelecida e, conversando com a figura, é possível identificar um profissional com uma excelente visão de mercado. Com passagens po agência e veículos, seu currículo acumula uma experiência que comprova uma das milhares de teorias que tenho em mente: investir em um profissional jovem é mais barato e dá um retorno mais imediato para qualquer tipo de empresa.
Entre um e-mail e outro, tive a oportunidade de entrevistá-lo, para tentar compreender, em poucas palavras o que passa por este tipo de cabeça. O cara já começa com um “Não sei se me enquadro no perfil de profissional promissor, mas tudo bem ” bem modesto.
- Qual é sua formação?
Graduando do curso de Publicidade e Propaganda – UFPE .
- Como avalia o curso de Com. Social / Publicidade e Propaganda na UFPE?
Defasado, sucateado e desorganizado. Precisa de uma reforma curricular com urgência.
- Qual é sua impressão sobre o mercado publicitário local? Você acredita na utilização plena da criatividade pelas agências locais?
Somente algumas poucas agências tem uma visão vanguardista para o mercado. A maioria faz apenas o feijão-com-arroz.
- Como você avalia a inserção de jovens profissionais neste mercado?
Está em pleno vapor, mas ocorrendo da maneira errada, como alternativa de mão-de-obra barata para as agências.
- O que você indicaria a um amigo em início de curso universitário e que estivesse interessado no mercado?
Buscar o máximo de referências culturais possíveis. Isso é imprescindível. Não se alienar, buscar também experiências em áreas diferentes e se preparar adequadamente, fazendo cursos de computação, línguas, etc.
- Quais são seus objetivos profissionais?
Adquirir o máximo de experiência no mercado, fazer pós-graduação fora do país, lecionar e abrir uma empresa de consultoria em comunicação.
- E depois da faculdade?
Trabalhar, trabalhar e trabalhar. Sem empecilhos.
Esta é a primeira de uma série de entrevistas que pretendo publicar por aqui. No final de tudo, vamos fazer um brainstorming sobre estes ”perfis promissores”, ok?

Nesse eu acredito, nesse eu confio.
Decola dukih!
Olá Fernando,
Conheço pouco o Eduardo, mas já vi a pasta dele. Concordo que ele é uma grande promessa do nosso mercado.
Parabéns pelo blog.
vc tem o mesmo nome do meu primo
ola fernando gostaria de saber se o termo concorrência le atrapalhava na hora de querer escolher o curso da faculdade,bom isso tem me incomodado gostaria de uma palavra sua q pudesse me ajudar desde ja gradeço o fato de voçê ter lido minha mensagem abraço e q voçê tenha ótimos resltados em sua vida.