Nos últimos 05 anos, tive oportunidade de respirar Universidade mais do que nunca. Aqui em casa, são 02 professores universitários como pais e 02 estudantes universitários como irmãos, apesar de um deles já ter se formado. Além disso, minha experiência com os dois cursos universitários e a bagagem de um ano de gestão de Diretório Acadêmico me fizeram compreender e incorporar este conceito mais do que nunca.
A recente notícia de um 2008 de greves nas Universidades Federais me fez tremer. Ao longo dos meus 05 anos de curso na Universidade Federal de Pernambuco enfrentei 02 greves: uma antes mesmo de iniciar o curso e uma outra quando resolvi trancá-lo para aproveitar uma oportunidade de emprego ligada à Administração. Os motivos de ambas foram os mesmos, os resultados idem. Ou seja, não serviram para absolutamente nada.
A percepção que tenho é que esta é uma estratégia furada, burra e mal arquitetada por um comando sindical de maculado pela política partidária. Partidos de posturas esquedolóides como o PSTU e P-SOL aglutinam os professores e servidores universitários mal instruídos e viciados na indústria sindical no comando destas entidades. E é bem fácil comprovar o que eu digo, basta acessar o currículo Lattes destas figuras e ver que a produção científica e contribuição para suas instituições é zero.
A declaração dos Ministros da Educação e Planejamento no último dia 04 foi a gota d’água para esta turma. Fernando Haddad e Paulo Bernardo foram a público declarar que o acordo estabelecido entre o Governo Federal e a categoria simplesmente não será cumprido. Revoltante? Sim. Motivo de greve? Não! O instrumento de greve é uma iniciativa fracassada nas IES federais desde os tempos de horror do ex-Ministro e hoje Deputado Federal Paulo Renato de Souza (PSDB). Este movimento prejudica única e exclusivamente os estudantes, que atrasam suas vidas acadêmicas e profissionais por causa de picuinhas políticas entre o governo e o sindicato. Ninguém além de quem sente na pele estes hiatos pode descrever os prejuízos acumulados pelos estudantes: descontinuidade, atraso, sucateamento, descaso. Um absurdo que deve ser combatido e que, infelizmente, não deverá contar com muitas das entidades do Movimento Estudantil, que vivem situações bem semelhantes aos sindicatos

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