Da byke e até do sebo nas canelas. É que desde ‘97 convencionou-se adotar o 22 de setembro como o Dia Mundial Sem Carro. Na verdade, no Brasil, essa já é a realidade da maioria da população, que não precisa de dia mundial para se espremer nos transportes coletivos da vida e ainda comungar da fumaça dos escapes particulares.
Radicalismos à parte, a iniciativa busca inserir no cotidiano do povão uma reflexão sobre qualidade de vida, poluição e viabilidade urbana. Um povão que muitas vezes esquece que o melhor mesmo é dar uma andada a pé, para estimular a saúde, ou mesmo que pegar um metrô pode ser muito mais rápido e mais barato do que ligar a caranga. Em diversas cidades do país, acontecem ações, inserções e campanhas de diversas ONGs, tudo para lembrar a rapazeada que hoje é o dia de Henry Ford se remexer no túmulo.

O Ministro das Cidades, Marcio Fortes, deu o exemplo. Pedalou agora há pouco com uma comitiva pelo Eixo Monumental para chamar a atenção da sociedade para o Dia Mundial Sem Carro e das ações da Política Nacional de Mobilidade Urbana. A bicicleata, como chamou o próprio Ministro, se dirigiu ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde está rolando o 10º Congresso Brasileiro de Municípios.
Segundo Fortes, a bicicleta é mais barata, menos poluente e deve sim ser adotada com seriedade pelas Prefeituras das grandes cidades do país. E, para isso, o Governo Federal garantiria os recursos para as construções e reformas.
Como o trânsito aqui em Maragogi, onde estou hoje, só tem engarrafamento mesmo de jangada e de redes de pescador, consegui aderir bem ao tal Dia Mundial. Resta saber se, na volta, meu carrinho não vai dar aquela esquentada na estrada e cuspir um fumaceiro preto feito o da semana passada. Agora, é esperar pra ver.

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