Parece brincadeira, mas a possibilidade de o Brasil se tornar uma economia atrativa à injeção de capitais estrangeiros está amedrontando o empresariado. Ao invés de ser enxergada como uma grande oportunidade de investimentos, a enxurrada de dólares oriunda de uma classificação como Investment Grade conferida ao país pelas agências internacionais de Ratings faz com que a indústria vislumbre perda de competitividade e um provável déficit na balança comercial.
Só para nivelarmos o conhecimento sobre o assunto, o Investment Grade classifica as economias nacionais a partir do seu grau de estabilidade e confiança ao retorno de investimento. Esta classificação orienta os grandes investidores internacionais, que, em sua maioria, têm a obrigação estatutária de concentrar seus investimentos em países com classificações a partir de BBB-. Com a estabilidade da moeda e os sucessivos superávits fiscais conquistados a ferro e fogo pelo Governo, o Brasil está cada vez mais próximo de se tornar um Investment Grade internacional. Atualmente, nossas maiores instituições financeiras já contam com classificação é BBB+. Para os capitais nacionais, este índice já é positivo.
No início, dei a este post o título de Superátiv Fiscal e Investment Grade. Porém, decidi enxugá-lo para continuar este raciocínio mais tarde. Entendendo o superávit fiscal como produto da política fiscal nacional, vou buscar entender melhor a relação que há entre gastos e despesas públicas e o ganho de competitividade dos produtos brasileiros nos mercados nacional e internacional. Amanhã, após a aula de Francisco Saboya.

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