Os novos [?] rumos da propaganda
Desde que ingressei no seleto mundo dos aspirantes a bons profissionais de marketing e comunicação, escuto um **bê-a-blá inacabável sobre os novos rumos da propaganda. Convergência das mídias, mídia alternativa e no-media são novidades que já se tornaram velhas conhecidas em todos os eventos nos quais estive presente.
Recentemente, tive a oportunidade de ouvir um pouco sobre o que a Adriana Cury, Chairwoman e Diretora Executiva de Criação da McCann Erickson, tem a dizer sobre o assunto. Finalmente, pude observar alguém afirmando um caminho para se pensar os tais novos rumos da propaganda e não apenas constatá-lo.
Cury propôs a necessidade do pensamento multidisciplinar como ponto de equilíbrio entre a compreensão e a atuação de um profissional, a partir das tais constatações de que a comunicação transcende o que costumávamos rotular como propaganda.
Pensar a comunicação de forma multidisciplinar seria [simplesmente] mixar o arcabouço de conhecimentos mercadológicos sobre um cliente a uma extensa gama de conhecimentos que devem povoar a mente de um profissional de marketing e comunicação.
É fato que, desde sempre, a demanda por conhecimentos extracurriculares é uma constante na construção destes profissionais. No entanto, esta premissa se faz cada dia mais verossímil quando tais conhecimentos são decisivos sobre os tais Media Impressions beyond Rating Points.
Em Cannes, o Titanium Lions premia fundamentalmente cases que tenham partido desta premissa, transformado-a não só em uma boa ação ou boas peças publicitárias, mas em campanhas com TRI bem acima do esperado.
Atualmente, grandes empresas, como o Google, dedicam parte do tempo de seus funcionários ao que Domenico de Masi denominou de ócio criativo: a transformação absoluta do que antes costumava se chamar de emprego em um grande hiato produtivo pautado na inovação e na criatividade. Para os profissionais de comunicação, este hiato, do Mídia ao Gerente de Contas, deve ser permeado por conhecimentos que vão da fotografia à política, da história à pop art.
Buscar a fonte deste conhecimento não é nada fácil. Não está em nenhuma apostila, ou não é nenhum seminário que irá dá-lo este know-how de bandeja. É preciso pensar de forma multidisciplinar até mesmo para buscar este conhecimento.

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