Este texto é uma livre adaptação da explicação do conceito disponibilizada pela Wikipedia.
A política 2.0 é o resultado da reorganização proposta pelos meios colaborativos de comunicação à forma de se fazer política. Da campanha eleitoral ao cotidiano da gestão pública, os novos mecanismos de interface com os cidadãos tendenciam os sujeitos políticos a reverem suas posturas, fazendo do eleitor um sujeito ativo em todas as etapas do processo político.
A partir deste conceito, escolher, seguir, sugerir e influenciar os chamados homens do poder ganham amplitude exponencial, a partir de mecanismos como as redes sociais e a participação on-line. Os primeiros registros da tal política open-source, como também é conhecida, se dá nas eleições americanas de 2004, quando o governador do estado de Vermont, Howard Dean, utilizou as ferramentas virtuais na condução de sua campanha.
A tendência é que este novo formato político não só permita a participação do cidadão no planejamento e implementação de ações da gestão pública nas comunidades, como também colabore com a melhoria dos projetos. A tal reorganização tiraria o ator político do centro do processo e o focaria em círculos sociais amplos e heterogêneos.
Desde as eleições americanas de 2004, a Internet vem se tornando cada vez mais participativa e interativa, com o advento das ferramentas da chamada Web 2.0, como o Myspace, o youtube e a Wikipedia. São ferramentas como estas que permitem que as idéias e atitudes ganhem novos rumos, permitindo uma reprogramação da política por parte dos cidadãos.
Se antes o sujeito político deveria ter cuidado com sua imagem pública, agora esta esta mais acessível e, consequentemente, mais passível de críticas. Um bom exemplo disso é o vídeo do ex-governador cassado da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), sobre o qual comentamos aqui. O momento de descontração do ex-governador, filmado em um celular e disponibilizado no Youtube, causou bastante dor de cabeça aos tucanos paraibanos.
A idéia básica da política open-source é que o cidadão possa reescrever os antigos códigos que regiam as relações políticas e político-eleitorais, utilizando as novas tecnologias para promover a mudança. Sua aplicação prática na gestão pública daria origem à governança open-source, ou ao Governo 2.0 (sobre este último, falamos recentemente aqui). O Governo 2.0 teria dentre suas características, alterações significativas nas instituições governamentais, no intuito de permitir a influência direta dos cidadãos.
Os high-techs mais xiitas rechaçam o termo open-source pelo fato de a tal política 2.0 não estar efetivamente baseada em ferramentas deste tipo, nas quais o próprio usuário pode promover a reprogramação. É fato as ferramentas mais populares, como o Facebook ou o Flickr, não são efetivamente open-source, porém, o conceito deve ser compreendido como uma aplicação à ciência política, no sentido participativo, e não à tecnológia, no sentido classificatório. Ainda segundo os tais webroots, o termo poderia ser substituído por “open politics”, ou política livre, que evitaria confusões (coisa que eu, particularmente, discordo).
Dentre aqueles que acreditam que a política open-source terá um amis impacto nas eleições e no governo, incluem-se diversos assessores de figuras como Howard Dean e o próprio Presidente Barack Obama, além de diversos blogueiros e cidadãos que participam de diversos institutos que estudam o fenômeno, como o New Politics Institute, o Personal Democracy Forum, e o Center for Politics, Democracy and the Internet. Além, é claro, deste que vos fala.

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