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Quem financia as campanhas para Vereador do Recife?

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Esta é, freqüentemente, uma pergunta que não quer calar. Não quer calar por que o sistema eleitoral brasileiro ainda deixa muito a desejar quando o assunto é transparência. Quando o tema do financiamento público de campanha entrou na pauta de votações do Congresso, a mídia voltou seus holofotes para os doadores de campanha. No entanto, como quase toda informação transmitida pela mídia de massa do país, o nível de profundidade das notícias pode ser considerado insuficiente.

Em Recife, a situação não é diferente. Andei fuçando sobre o assunto e descobri um site interessante, mantido pelo responsabilíssimo Instituto Transparência Brasil, a partir dos dados do TER-PE. Nele, constam informações sobre as campanhas de vereador da cidade no ano de 2004. Vamos ver o que o site diz.

De acordo com os dados oficiais, os 730 candidatos, juntos, investiram um total de R$ 2.581.308,00 na campanha de 2004. Isso significa que a média de investimento por campanha é de, aproximadamente, R$ 3.500,00. Por partido, a média é de R$ 95.604,00 investidos. Mas, afinal de contas, quem é que financia as campanhas?

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O quadro acima mostra quem foram os maiores doadores de 2004. Encabeçando a lista, a Votorantim Participações Ltda, que destinou R$ 60.000 à campanha da vereadora Priscila Krause (DEM), R$ 40.000,00 à campanha do suplente Heráclito Cavalcanti (DEM), R$ 10.000 aos também suplentes Marco Aurélio (PMDB), João Henrique Glasner (PSDB), Paulo Roberto (DEM) e R$ 10.000 ao vereador Romildo Gomes (DEM), totalizando R$ 160.000,00 em investimentos em campanha. Este total representou para a empresa, apenas 6,23% do total investido em campanhas políticas no referido ano. É uma boa grana investida na política nacional: mais de 2 milhões de reais.

Nos demais, pessoas físicas e jurídicas dos próprios candidatos, que, em sua grande maioria, são os principais financiadores de suas campanhas políticas. De acordo com os dados da última campanha, os eleitos demandaram um volume médio de investimentos da ordem de R$ 35.000,00.

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A verdade é que, para se eleger, o camarada tem que investir. Desconsiderando os desvios-padrão (candidatos que investem muito, ou aqueles que investem pouco), ser vereador, no Recife, custa algum dinheiro. Um dinheiro, que, se bem empregado, trará ao Estado, um bom gestor. Se mal, um bom pilantra. Vejamos as candidaturas que mais investiram em 2004. A avaliação gestor/pilantra, eu deixo para você.

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