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Senado proíbe duas matrículas em universidades públicas: já era hora!

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A notícia li hoje, no blog do Jamildo (e uma noites). Posso dizer, com propriedade de causa, que é uma das medidas mais sensatas que o legislativo brasileiro podia tomar nos últimos tempos. Medida sim, por que se trata de uma ação simples, que gera frutos imediatos para uma questão urgente.

Falo com propriedade de cusa por que cursei duas universidades públicas e sei que a imensa, gigantesca maioria dos alunos que se matriculam em dois cursos raramente (muito raramente mesmo) chegam a concluir os dois. Isso significa que estes alunos tiraram a vaga de outros, diminuindo a produtividade das instituições e desperdiçando dinheiro público.

Para vocês terem uma ideia (sem acento, mas ainda não me acostumei), dos 40 alunos aprovados no curso de Comunicação Social / Publicidade e Propaganda da Universidade Federal de Pernambuco em 2003, 10 também foram admitidos (e se matricularam) no curso de Administração da Universidade de Pernambuco. Destes, apenas 4 se formaram (pelo menos até agora) nas duas faculdades. Lembro ainda que no ano seguinte o número de aprovados e desistências foi ainda maior, ficando quase sempre a batata quente para o lado da UFPE.

No curso de Administração na UPE isso é o que mais vemos. São engenheiros, arquitetos, economistas, turismólogos e comunicólogos que se matriculam e nunca chegam a concluir o curso. Lembro de ter lido uma matéria no Jornal do Commercio (PE) há tempos atrás, onde havia até comentários de colegas meus de faculdade sobre o caso.

Contra fato não há argumentos. Se o histórico mostra que não é proveitoso, coibir ou proibir é mesmo a melhor forma de evitar tal prática. Se as dúvidas em relação ao futuro profissional tiram o sono de tanta gente, que às vezes se vê numa enrascada de muitas aulas, provas, concursos e estágios, nada melhor do que uma boa lei para nos dar uma melhor orientação. Ponto para o Congresso.

4 comentários

  1. Eu não concordo com o excesso de intervenção estatal. Há outros temas bem mais relevantes os quais deviam ser o centro de sua discussão no tocante à produção legislativa.
    Realmente é uma pena que as pessoas não tratem com seriedade esse tema, que no momento da matrícula não considerem que há tantas outras pessoas esperando por aquelas vagas às quais ele está tratando com descaso.
    Mas se for seguindo essa linha de raciocínio, quantas pessoas realmente se formam nas faculdades públicas? Não tenho aqui acesso a números, mas sei que há certos cursos, como engenharia, em que o número de aprovados é mínimo. Sendo assim, será que caberia ao Estado legislar sobre o tema, diminuindo a quantidade de vagas, ou sei-lá-qual-critério exigir durante a matrícula? Óbvio que não, isso soa ridículo.
    Não há como desvincular a sociedade de seus vícios, se não há liberdade e responsabilidade, se o Estado agir como um pai disciplinador, que impões regras de conduta das mais básicas.

  2. Vinicius comentou em 08.10.2009 às 7:34 pm

    Discordo totalmente. Se um aluno conquistou duas vagas na universidade é fruto do esforço dele. Ele tirou a vaga de alguem que se dedicou menos e obteve notas menores, então, se quer uma vaga na universidade publisa SE ESFORCE para isso, e não culpe os que o fizeram e conseguiram melhores oportunidades ( não me refiro a você e sim a quem não conquistou vaga e justifica dessa maneira). Enfim, vaga na universidade pública é conquista, esforço.

  3. Magno Roza comentou em 20.10.2009 às 9:53 pm

    Olá,alguém sabe me informar onde posso encontrar esta lei ou quais artigos tratam do assunto?Obrigado.

  4. Bernardo comentou em 18.01.2010 às 4:04 pm

    Também considero altamente antidemocrática esta medida. Me formei médico em uma universidade pública para o qual passei trabalhando, e trabalhando me formei médico, com um filho pequeno morando em uma favela. Passei no vestibular usando livros de sebo totalmente desatualizados. Esta medida do sr.Rands fere a excelência e o argumento é pífio. Ele poderia ter exigido maiores garantias por parte do aluno. Demonstra ter uma visão utilitária do conhecimento. O que é mais preocupante é que não há protestos visíveis até agora. Inflará o setor privado de ensino e negará aos mais esforçados e/ou inteligentes a possibilidade de aumentar e potencializar o patrimônio intelectual desta nação. Por que ele não prevê o aumento de vagas nas universidades? Inclusão social sempre, mas nunca em detrimento da excelência. Se, hoje, houver algum Leonardo da Vinci, coitado dele e do país que o aborta.

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Sobre

fernando de holanda, 25 anos, também conhecido como dukah, é um profissional de marketing antenado na tortuosa relação entre a política e a comunicação.

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