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A exoneração de Sílvio Costa Filho (PTB-PE) da Secretaria de Turismo de Pernambuco é um dos primeiros resultados do mata-mata político que antecede um ano eleitoral. Não obstante a veracidade das denúncias – que, diga-se de passagem, até agora não foram esclarecidas pelo ex-secretário e por seus assessores (incluindo o ex-presidente da EMPETUR, Prof. José Ricardo Diniz) -, o fato é que o Governo de Eduardo Campos perde um dos seus principais sujeitos políticos.
À frente da SETUR, Silvinho vinha fazendo um excelente trabalho. Digo isso por que tive a oportunidade de observar de perto as ações promocionais de Pernambuco em duas das principais feiras do Turismo do Brasil: a da AVIRRP, em Ribeirão Preto (SP), e a Feira das Américas, a maior delas, promovida anualmente pela ABAV no Rio de Janeiro. A meu ver, há muito que Pernambuco não se posicionava como destino turístico perante o mercado nacional, internacional e mesmo para a demanda local como vinha fazendo nos últimos dois anos. Neste período, observei um aumento significativo na verba destinada à comunicação dos atrativos e equipamentos turístico do Estado, a articulação com as grandes operadoras turísticas e companhias aéreas, bem como a realização de diversos eventos e campanhas junto ao trade turístico, que, finalmente, pareceu perceber os impactos de uma boa gestão pública em seus resultados.
Muito provavelmente, a habilidade política e o potencial eleitoral do então secretário, aliada à vitrine política que é o Turismo em um estado como Pernambuco, fizeram dele um alvo fácil à ação predatória da oposição local, encabeçada pelos Deputados Estaduais Augusto Coutinho (DEM-PE) e Terezinha Nunes (PSDB-PE). Não duvido muito de que boa parte das acusações sejam fundamentadas, porém, acho difícil que os gestores tivessem algum tipo de participação ou cooptação.
A grande verdade é que há um vício de fraude em licitações nas entranhas da administração pública nacional e que há um risco enorme ao gestor que decidir encará-la de vez, visto que seus reflexos atingem diversos níveis hirárquicos e relacionais. Combater os vícios de um sistema político pode comprometer não só uma boa gestão, como também um futuro político promissor.
Talvez tenha faltado a Sílvio Costa Filho o senso de urgência para curar velhas feridas que se abriram há anos na EMPETUR e que se estendem por diversos outros órgãos públicos do Estado de Pernambuco. É, de fato, uma pena que as acusações tenham um perfil tão irrefutável. Além do próprio patrimônio público, saem extremamente prejudicados de toda esta história tanto o futuro político de Silvinho, que terá que adiar por alguns anos seus vôos mais altos, quanto a sustentabilidade do Turismo do Estado.

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