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	<title>fernando de holanda &#187; 2010</title>
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		<title>Regina Duarte e o terrorismo eleitoral</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 23:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião Política]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ouvi dizer que o medo voltou a bater à porta de Regina Duarte. Isso por que, de tempos em tempos, e sempre no período da eleição, a outrora namoradinha do Brasil faz questão de vir a público manifestá-lo. Mas não é um medo assim qualquer, tipo o Brasil deixar de ser o Leblon, ou haver um outro estilo musical que não a bossa nova. É um medo muito mais perigoso, do qual toda a pobre, mal educada e mal instruída população brasileira, que a ovaciona nas novelas globais, deva prevenir-se.</p>
<p>O medo de Regina Duarte se resume, basicamente, à possibilidade de o candidato eleito por ela como o único capaz de evitar toda uma desgraça política e econômica não ganhar a eleição. Foi esse medo que a fez, em 1985, participar do programa eleitoral gratuito do então candidato à Prefeitura de São Paulo Fernando Henrique Cardoso (ainda filiado ao PMDB). Nele, a eterna Helena de Manoel Carlos convoca a população a não votar no candidato do PT, Eduardo Suplicy, para evitar que &#8220;as forças da corrupção e da ditadura voltem a se juntar e destruam nossa frágil democracia&#8221;.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_d9yz1tmWWk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/_d9yz1tmWWk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Em 2002, ela volta à cena, desta vez no guia do ex-ministro da saúde do agora presidente FHC, José Serra (PSDB). Assumindo que já &#8220;fazia tempo que não tinha este sentimento&#8221;, Regina Duarte, devidamente acompanhada por uma trilha sonora pra lá de dramática, presume categoricamente que, naquela eleição, o Brasil corria &#8220;o risco de perder toda a estabilidade&#8221; que já havia sido conquistada. E que, por isso, votava sem medo em José Serra, que lhe dava segurança de que &#8220;aquela inflação desenfreada&#8221;, &#8220;de 80% ao mês&#8221;, não voltaria, o que provavelmente aconteceria se &#8220;o outro&#8221; (que ela já não conhecia mais) vencesse a eleição.  </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DEeNSkXn5mY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/DEeNSkXn5mY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Sarcasmos à parte, as duas peças revelam uma tremenda falta de responsabilidade e inconsequência para com a democracia e, principalmente, para com o povo brasileiro. Tanto da parte da atriz, que se utiliza de sua projeção pública para coagir a população, quanto da parte dos candidatos e de suas coordenações de campanha, que se utilizam de táticas vis para desestabilizar o debate eleitoral. Vale frisar que não está em jogo aqui uma opinião política acerca do plebiscito PT X PSDB, embora ambas as situações evolvam a forma como um partido aborda o outro. O fato é que os dois casos são exemplos mais do que claros de como as forças políticas envolvidas neste embate abordam de forma descompromissada o Estado Democrático e os cidadãos os quais eles se propõem a representar.</p>
<p>Hoje, primeiro dia de campanha eleitoral, eu espero sinceramente que Regina Duarte não tenha medo. Mas não da instabilidade política e econômica do país, à qual todos nós devemos estar sempre atentos, mas sim de assumir um debate sério e eloquente, comprometido com o desenvolvimento do país e, principalmente, com a qualidade de vida das pessoas. Aí sim, Regina, você será muito benvinda ao guia eleitoral de qualquer que seja o seu candidato. </p>
<p>Oxalá, desta vez, ele tenha, ao menos, receio de lhe por no ar!</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lmVjG5uXhqc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/lmVjG5uXhqc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>As aves que aqui twittam não twittam como lá?</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 12:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[do marketingpolitico.com
Há alguns meses rendi-me ao Twitter e passei a entender a dimensão do &#8220;What are you doing? (o que você está fazendo?), pergunta que representa o espírito dessa rede social. E confesso que gostei.
Para os não iniciados, aqui vai uma pequena explicação: a palavra &#8220;twitter&#8221; pode ser traduzida como &#8220;gorjeio&#8221;, ou seja, &#8220;canto melodioso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do <a href="http://gilcastillo.wordpress.com/2009/05/26/as-aves-que-aqui-tuitam-nao-tuitam-como-la/">marketingpolitico.com</a></em></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-303" style="margin:5px 8px;" title="tour_1" src="http://gilcastillo.files.wordpress.com/2009/05/tour_1.gif?w=150&#038;h=83" alt="tour_1" width="150" height="83" />Há alguns meses rendi-me ao Twitter e passei a entender a dimensão do &#8220;What are you doing? (o que você está fazendo?), pergunta que representa o espírito dessa rede social. E confesso que gostei.<br />
Para os não iniciados, aqui vai uma pequena explicação: a palavra &#8220;twitter&#8221; pode ser traduzida como &#8220;gorjeio&#8221;, ou seja, &#8220;canto melodioso formado por notas rápidas, emitido por algumas aves&#8221;, segundo Houaiss. No mundo digital o Twitter tem sido chamado de &#8220;micro-blog&#8221;, onde pessoas publicam seus gorjeios em mensagens de até 140 caracteres, sobre o que estão fazendo naquele momento. Você segue e é seguido, recebendo apenas as mensagens de quem quer. Se não quer saber o que determinada pessoa tomou no café da manhã, basta não segui-la. Mas, se quer acompanhar o que tem feito seu astro de rock, seu amigo distante ou o que um jornal publica em tempo real, você se conecta. Afinal, somos todos um pouco <em>voyeurs</em>.</p>
<p>O que foi lançado com esse simples propósito, tem evoluído para uma poderosa ferramenta de comunicação, com diversos desdobramentos e aplicações. E isso é um ambiente perfeito para a comunicação política, como já mostram alguns casos.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo assim, resolvi colocar a mão na massa: faz um mês comecei a procurar pelos políticos &#8220;tuiteiros&#8221; do Brasil. Nas horas vagas, entre uma mensagem de 140 caracteres e outra, dava uma espiadinha pelo Twitter para tentar descobrir e entender como essa ferramenta tem sido utilizada por aqui, já que o mundo todo vive ainda a onda da Obamania&#8230; e com razão, como vamos ver mais à frente. Não foi uma pesquisa com metodologia científica, mas descobri coisas muito interessantes. Também não foi possível listar a todos os políticos tuiteiros, pois a cada dia são novas as adesões.<br />
Bem, antes de dar nomes aos bois, vou tentar quantificar esse universo: segundo últimos <a href="http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/05/06/ibope-projeta-existencia-de-62-3-milhoes-de-internautas-no-brasil-755719647.asp" target="_blank">dados divulgados pelo I<em>bope Nielsen Online</em>, sobre o mês de abril</a>, o número de brasileiros com computadores conectados à internet, em casa, chegou a 38,2 milhões. Mas a projeção é de que haja 62,3 milhões de usuários, se considerarmos o número de pessoas com linhas fixas e móveis, que podem acessar a rede em qualquer ambiente (escola, trabalho, lanhouses, etc).<br />
Dentro desse contexto, o Twitter não chega a ter uma grande base de usuários no Brasil, porém seu crescimento acelerado nos últimos meses tem rendido a atenção da mídia. Ainda segundo a pesquisa Ibope Nielsen, no mesmo mês de abril, foram feitos 326 mil logins brasileiros no serviço de &#8220;micro-blog&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><strong>Espaços paralelos ou elos de uma corrente?</strong></span><br />
O Twitter tem carcaterísticas próprias representadas pela dinâmica e a objetividade de informar. Avaliá-lo como um meio isolado, que compete com outras redes sociais, principalmente na comunicação política, é um modo simplista de ver as coisas. Na comunicação digital, os vários canais devem estar interligados, agindo como ferramentas complementares para se atingir a um determinado objetivo. Uma outra característica que me fez compreender melhor o sucesso do Twitter é a sensação de proximidade que se tem da pessoa a quem se segue, pois participa-se o tempo todo de suas ações. E, assim como no mundo real, o sucesso de quem se lança no Twitter depende de seu carisma, de sua causa, da qualidade e da forma com que publica suas informações. Não basta apenas &#8220;estar&#8221; no Twitter, é preciso &#8220;agir&#8221; com a linguagem apropriada ao seu público, como em qualquer outra mídia: você é o que você tuíta, ou que o tuítam em seu nome. O Twitter também serve como um chamamento para os outros elos da corrente: sites, blogs, outras redes sociais e para a ação no mundo real, que é onde as coisas de fato acontecem e interessam.<br />
No Brasil, quem utiliza muito bem essas ferramentas é ele: a unanimidade da tuitosfera nacional, o &#8220;cara&#8221; mais famoso da tuitolândia, Marcelo Tas (<a href="http://www.twitter.com/marcelotas" target="_blank">@marcelotas</a>). Com mais de 72 mil* seguidores, sua mensagem é gorjeada com qualidade, uniformidade, em quantidade e frequência que garantem o seu sucesso. A integração entre o que produz na TV, no blog, nas suas palestras, na imprensa e em outros meios é repercutido pelo Twitter com a informalidade que o aproxima de seu público. A mensagem é para todos, mas cada um a percebe como um bilhetinho pessoal, mesmo que saibam que não é. É muito agradável.</p>
<p>Na comunicação política, o &#8220;cara&#8221; é, e será por muito tempo, Barack Obama, que consolidou a era digital do Marketing Político, ensaiada há pouco mais de uma década por Jesse Ventura em sua experiência bem sucedida com <em>fundrasing </em>pela internet, nas eleições de 98.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#800000;">Tuiteiros made in USA</span></strong><br />
A campanha de Obama possui tanta informação para estudo, que não caberia neste texto, mas para ilustrar a integração das mídias e o caráter colaborativo instituído também no seu mandato, aqui vai pequeno, mas expressivo exemplo: em seu Twitter (<a href="http://twitter.com/BarackObama" target="_blank">@BarackObama</a>), que é seguido por mais de 1,2 milhões* de pessoas, encontramos mensagens como essa: &#8220;<em>President Obama needs you to tell Congress why health care reform can&#8217;t wait: http://bit.ly/5Ahqi #obamahealthcare</em>&#8220;, &#8220;<span style="color:#800000;"><em>Presidente Obama precisa que você diga ao Congresso porque a reforma do sistema de saúde não pode esperar</em></span>&#8221; e oferece um link (<a href="http://my.barackobama.com/page/content/healthcarestory" target="_blank">http://bit.ly/5Ahqi</a>), seguido de uma tag (#obamahealthcare). O link leva a uma página sobre o sistema de saúde, dentro da rede pessoal de Obama, criada durante sua campanha e chamada &#8220;<a href="http://my.barackobama.com" target="_blank">MyBarackObama.com</a>&#8220;. Esse espaço, agora durante o governo, tem sido utilizado para discutir propostas e &#8220;organizar&#8221; as políticas públicas (&#8221;<em>Organizing for America</em>&#8220;). No link sobre saúde, há um formulário para que a pessoa &#8220;compartilhe&#8221; a sua história e fale sobre a importância de uma reforma nessa área, como forma de pressionar o Congresso a não adiar esse debate. Já a tag #obamahealthcare permite que, dentro do Twitter, seja possível procurar por todas as mensagens publicadas sobre o assunto. Perfect!</p>
<p>A mágica não está na ferramenta em si. Está na maneira como a comunicação é colocada e integrada nos diversos meios. E, acima de tudo, em como permite a participação do cidadão. A linguagem é simples, clara e com um apelo emocional que passa longe da pieguice, porque é transparente e vai de encontro com os anseios do povo.<br />
Outro exemplo de super-star político tuiteiro é o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger (<a href="http://twitter.com/Schwarzenegger" target="_blank">@schwarzenegger</a>), seguido por mais de 190 mil* pessoas. O tom pessoal das mensagens e respostas diretas e francas compõem a imagem de herói das finanças públicas. Em resposta a um seguidor ele escreve: &#8220;<em>Thanks, @drkilzum. I paid for my trip to Washington. The state doesn&#8217;t pay for any of my travel, food, lodging or salary.</em>&#8220;, &#8220;<span style="color:#800000;"><em>Obrigado, @drkilzum. Eu paguei pela minha viagem a Washington. O Estado não paga por nenhuma das minhas viagens, alimentação, hospedagem ou salário</em></span>&#8220;. Beautful, não?</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><strong>E por aqui, quais são as nossas <em>avis raras</em>?</strong></span><br />
A mídia falou bastante sobre o pedido do Presidente Lula para a criação de um blog e de um Twitter para sua gestão, que devem estar no forno. Mas enquanto não vem o verdadeiro, a rede está repleta de contas não oficiais de Lula e de presidenciáveis: entre perfis de sátira, de apoiadores e oportunistas, há 9 Lulas, 16 Dilmas, 2 Aécios e 10 Serras falsos.</p>
<p>Serra (<a href="http://twitter.com/joseserra_" target="_blank">@joseserra_</a>) é o único desses que já aderiu ao Twitter. Com boa aceitação, seu perfil foi criado recentemente, conquistando 600 seguidores no primeiro dia. Chegou aos 2.300* com mensagens visando passar uma imagem de simplicidade e simpatia, beirando até a ingenuidade: &#8220;Madrugada de trabalho ao som dos Beatles&#8221; e &#8220;Visitei ontem o centro de reabilitação física do Estado, na Lapa. Muito bom.&#8221; Mas a relação paz e amor sofreu alguns golpes com a história do livro &#8220;Dez na área, 1 na banheira e ninguém no gol&#8221;, livro de quadrinhos para adultos que foi indicado (e adquirido) para alunos da 3ª série do ensino fundamental da rede estadual. O fato rendeu-lhe uma enxurrada de tuitadas e retuitadas indignadas e até ganhou uma tag de protesto: #deznaarea. Serra conseguiu desagradar retumbantemente a gregos, troianos e baianos e preferiu não retuitar nada sobre o assunto.<br />
Isso mostra claramente que não basta estar no Twitter, ou no Orkut, ou ter um blog. Se você ocupa um cargo público, tem um telhado de vidro imenso, precisa de uma estratégia de comunicação integrada e bem coordenada, capaz de enfrentar as crises. Caso contrário, cuidado com  esse tipo de exposição. Ataques e cobranças sempre existirão, mas é preciso estar bem preparado para administrá-las, com resultados positivos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em linhas gerais, nossos políticos tuiteiros estão experimentando, alguns com mais ou menos domínio do meio. A grande maioria ainda não acertou o seu tom e outros já estão criando seus estilos. Aqui vão alguns exemplos.<br />
<strong>Pioneiros:</strong></p>
<p>Soninha Francine (<a href="http://twitter.com/soninhafrancine" target="_blank">@soninhafrancine</a>), ex-vereadora e candidata pelo PPS à Prefeitura de São Paulo nas eleições 2008, que agora trabalha como Subprefeita da Lapa, na Capital Paulista, está tuitando desde agosto do ano passado. Há um mês, tinha quase 5 mil seguidores, que saltaram agora para mais de 8 mil*. Tuíta com boa frequência, com linguagem descontraída, franca, que é a sua imagem: entre mensagens pessoais, há críticas a problemas da cidade, comentários que são prestações de contas à população e estão sempre afinados com seu blog, onde explora alguns dos temas de maneira mais profunda.<br />
César Maia (<a href="http://twitter.com/ExBlogCesarMaia" target="_blank">@ExBlogCesarMaia</a>), 900* seguidores: o ex-prefeito do Rio de Janeiro tem feito bom uso das mídias digitais: trabalha uma newsletter diária, distribuída por e-mail para os cadastrados em seu &#8220;ex-blog&#8221;, com artigos, opiniões, denúncias e links, mantém uma página na internet também atualizada e seu Twitter possui postagens diárias. Na cartilha.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Senadores:</strong><br />
José Sarney (<a href="http://twitter.com/josesarney" target="_blank">@josesarney</a>), com 1.150* seguidores e Cristóvam Buarque (<a href="http://twitter.com/cris_buarque" target="_blank">@cris_buarque</a>), com 600*, são os senadores mais seguidos.</p>
<p>No Twitter de Sarney, que se não for falso deve ser escrito por algum assessor, as mensagens são genéricas, em forma de pensamentos e conselhos. Já o de Cristóvam Buarque possui mensagens em conformidade com a sua causa, que é a Educação, publicadas assumidamente por um assessor, em seu nome.<br />
Em ambos os casos, as mensagens nem sempre são adequadas ao meio: longas e ou não dialogam com quem os segue. Carecem de maior interação.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Deputados Federais:</strong><br />
Certamente o número de deputados tuiteiros é maior, porém, para ilustrar, vou citar apenas alguns exemplos: Magela-PT (<a href="http://twitter.com/magelapt" target="_blank">@magelapt)</a>, 600* seguidores; Caiado-DEM (<a href="http://twitter.com/deputadocaiado" target="_blank">@deputadocaiado</a>), com 380*; Paulo Pimenta-PT (<a href="http://twitter.com/deputadofederal" target="_blank">@deputadofederal)</a>, 280*, Antonio Roberto-PV (<a href="http://twitter.com/antonioroberto" target="_blank">@antonioroberto</a>), 160*; Pompeo de Matos-PDT (<a href="http://twitter.com/pompeodemattos" target="_blank">@pompeodemattos</a>), 100*, Samuel Moreira-PSDB (<a href="http://twitter.com/samuelmoreira" target="_blank">@samuelmoreira</a>), 70*. Todos fazendo suas experiências para usar bem o meio, intercalando mensagens pessoais com relatos de suas ações. Mas, às vezes derrapam um pouco no formato e no conteúdo.</p>
<p>Ao iniciar minha pesquisa, pedi a alguns dos parlamentares que me respondessem, em 140 toques, sobre como viam o uso do Twitter.  Quem me respondeu foi Samuel Moreira: &#8220;<span style="color:#800000;"><em>@gil_castillo experiencia boa, sem pretenção eleitoral, porém mais perto do eleitor. Melhora a relação eleito-eleitor.</em></span>&#8220;<br />
Vale destacar também, o caso de Gabeira (<a href="http://twitter.com/fernandogabeira" target="_blank">@fernandogabeira)</a>, que possui 470* seguidores (e aumentando), mas nunca publicou nenhuma mensagem. Se sua conta não for falsa, está desperdiçando uma boa oportunidade de se comunicar.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#800000;">Manisfesto Antropofágico Digital</span></strong><br />
&#8220;<span style="color:#800000;"><em>Só a antropofagia nos une.</em></span>&#8221; Diria Oswald de Andadre, afinadíssimo com seu tempo, se vivesse agora. A frase de abertura do Manifesto Antropofágico, escrita nos anos 20, do século passado, previa essa capacidade de absorver e reinventar, com as nossas tintas, tudo aquilo que recebemos de fora, tornando-nos parte de um todo. E com as mídias digitais não tem sido e nem será diferente, como vimos com o Orkut, uma rede social inexpressiva em outros países, que virou a cara do Brasil e onde estão presentes diversas classes sociais.<br />
Parte da falta de familiaridade com o Twitter e com os outros meios digitais na comunicação política deve-se às restrições sobre o uso da internet nas últimas eleições e ao total desconhecimento de causa sobre novas tecnologias, por parte de quem faz as nossas leis eleitorais. Porém, não há dúvidas de que essas barreiras estão no limite de uma ruptura. E o que é mais interessante, vinda de baixo para cima. É uma demanda do cidadão e há urgência em atendê-la.<br />
Muito mais do que o uso de um novo formato, de uma nova mídia, a grande revolução da campanha de Barack Obama foi marcada pela compreensão dessa demanda e pelo poder de informação transferido ao coletivo. Em um excelente artigo, intitulado &#8220;<a href="http://www.abc.net.au/news/stories/2009/02/12/2489302.htm" target="_blank"><em>The Secrets of Obama&#8217;s Success</em></a>&#8220;, Ben Self, estrategista da campanha digital de Obama, faz um resumo dos números, das ações e dos resultados obtidos com a comunicação online. O que mais chama a atenção é o seu caráter sinérgico, coeso: o voluntário, o militante, sentindo-se parte de um todo, por um objetivo comum. Não apenas como objeto, mas como sujeito, alimentado com uma carga pesada de informações exclusivas, estimulado, compelido a ampliar as mensagens, até mesmo para fora das fronteiras dos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><strong>&#8220;Admirável mundo velho&#8221;</strong></span><br />
Ben Self deixa claro que, por mais que as ferramentas tenham ajudado, tudo só foi possível graças ao carisma de Obama. E acrescento: graças também aos anseios do eleitorado, que sonhava com mudanças.<br />
Da frase de um grafite eleitoral perdido nas ruínas de Pompéia, no ano 70 d.C., até a Obamania, a comunicação polítíca nos mostra que o ser humano é movido por necessidades e desejos básicos em relação à vida social. Voto é sentimento, é a expressão desses anseios.<br />
As novas mídias vêm nos conferir maior transparência nas relações entre governos e governados, entre representantes e representados, à medida em que dá voz ao povo. Ao político cabe aprender a administrar essa relação com respeito.<br />
Seja nos Estados Unidos, com sua imensa comunidade online, seja no Brasil, onde ainda há questões sociais básicas e urgentes a serem resolvidas, a essência da comunicação política continua a mesma. E sem um planejamento de comunicação que contemple a realidade do eleitorado, que saiba integrar tanto as ações no mundo virtual, quanto no mundo real, ou sem a aplicação das boas e velhas estratégias de Propaganda Política, os palanques virtuais serão recintos vazios, com monólogos perdidos, sejam em 140 caracteres, ou em páginas inteiras.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><em>Meus parabéns aqui aos políticos brasileiros, citados ou não, que estão ousando se aventurar nesse novo espaço. E também ao povo, que tem fiscalizado, denunciado, vaiado e aplaudido.</em></span></p>
<p>• Sobre os partidos políticos tuiteiros, um novo texto está no rascunho.<br />
___________________________<br />
<em>* Números de seguidores aproximados, na data da publicação do texto.</em></p>
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		<title>Eleições 2010: Internet pode aproximar eleitor das campanhas</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 12:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[do comosereleito.com.br / O Globo
RIO – Mesmo com regras pouco claras, o uso da internet na campanha presidencial em 2010 promete se transformar em uma das principais estratégias para ganhar o eleitor. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ambos possíveis pré-candidatos, lançaram seus perfis no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do <a href="http://solpoliticos.wordpress.com/2009/06/28/eleicoes-2010-internet-pode-aproximar-eleitor-das-campanhas/">comosereleito.com.br</a> / O Globo</em></p>
<p>RIO – Mesmo com regras pouco claras, o uso da internet na campanha presidencial em 2010 promete se transformar em uma das principais estratégias para ganhar o eleitor. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ambos possíveis pré-candidatos, lançaram seus perfis no microblog Twitter. A Câmara também já discute um pacote de medidas para regular a utilização da rede. ( Leia mais: Obama distribuiu sua marca pela internet e envolveu eleitores, diz publicitário )</p>
<p>Na entrevista a seguir, Juliano Borges, cientista político da Uerj com especialização em novas tecnologias e estratégias de campanha, mostra que a internet pode atrair mais colaboradores para as campanhas do próximo pleito. Ferramentas como Twitter, Orkut, YouTube, Flickr e blogs devem ser cada vez mais usadas para que eleitores caiam na rede dos candidatos.</p>
<p>O GLOBO: Que vantagem o uso da internet traz para uma campanha eleitoral?</p>
<p>JULIANO BORGES : Primeiro a possibilidade de aproximar de forma mais direta o eleitor. Uma coisa é ter o eleitor assistindo à propaganda de um candidato, outra é convencer o eleitor a abrir o site do candidato. Se você consegue isso, já vai ter metade do sucesso que se consegue em uma campanha tradicional. O primeiro passo é conquistar o eleitor e depois integrar esse internauta, que estava apenas curioso, à própria campanha e fazer dele um militante. É esse o ponto que está se esperando para o ano que vem ser mais utilizado. Tentar trazer as pessoas, apoiadores para as campanhas. Se isso for feito pode ser uma ação bem interessante, porque tem se visto um afastamento do eleitor do processo eleitoral.</p>
<p>O GLOBO: A campanha na internet do Obama nos EUA foi muito bem sucedida. Você acha que a campanha presidencial no Brasil vai seguir o mesmo caminho?</p>
<p>BORGES: O Obama soube lançar mão da internet como arma estratégica, porque em grande medida o estilo de campanha dele estava adequado à internet. Foi um casamento feliz das características da candidatura e do meio. No Brasil, você tem menos estímulo que nos Estados Unidos, porque lá não existe horário gratuito garantido para a exibição das candidaturas. Isso faz com que seja muito conveniente a internet, que tem um custo ínfimo. Na verdade, a internet acabou servindo como forma de angariar recursos para a campanha “oficial”.</p>
<p>O GLOBO: A grande novidade da internet esse ano foi o Twitter. Por outro lado, o Orkut continua sendo mais popular no país. Como você acha que eles serão usados na campanha?</p>
<p>BORGES: O Twitter tem como característica o dinamismo, o que se adapta muito bem às campanhas eleitorais. Por ter uma interface gráfica extremamente simples ele torna a força das atualizações muito maior. Essa característica ajuda a despertar a curiosidade do usuário. No Orkut as atualizações ficam dentro dos fóruns e, alguns, ainda têm a figura do moderador. Mas pelo custo muito barato das ferramentas não há por que uma candidatura não ter pelo menos um núcleo de sua equipe de campanha voltada para a internet. Os efeitos potenciais dessa mídia são muito maiores do que os investimentos necessários. Isso deve fazer com que todos os candidatos tenham pelo menos uma comunidade oficial no Orkut.</p>
<p>O GLOBO: Na sua opinião, qual deve ser a principal ferramenta da internet usada nas campanhas no Brasil?</p>
<p>BORGES: Os blogs, pela possibilidade de manifestação, são um atrativo interessante. Eles tiveram um crescimento de popularidade, e a participação nos fóruns de discussão tem muita afinidade com a dinâmica do processo eleitoral. Mesmo aquele eleitor que não tem a iniciativa de participar com as suas opiniões, tem um interesse de saber as opiniões dos demais. A internet também opera muito com a polêmica, por isso os blogs tendem a ter um papel importante.</p>
<p>O GLOBO: Num cenário com a ministra Dilma Rousseff e o governador José Serra na disputa presidencial, como fica o uso da internet na campanha?</p>
<p>BORGES: É difícil fazer algum tipo de previsão para o ano que vem porque o próprio quadro eleitoral está bem indefinido. Até aqui, com o crescimento da Dilma nas pesquisas, o quadro aponta para uma eleição bastante polarizada entre situação e oposição. A tendência é que, se houver a polarização, os candidatos utilizem todas as ferramentas disponíveis para a atração do eleitorado. E aí a internet se torna um diferencial. No caso do Serra, a campanha pode avaliar que a internet pode ser uma estratégia interessante justamente para quebrar o perfil conservador, para aproximar uma candidatura de um outro segmento mais jovem ou atingir o público de uma outra forma. Uma candidatura de governo, de situação tem menos motivos para lançar mão de estratégias de uso da internet. A própria máquina do governo permite que os candidatos tenham uma política de comunicação. O governo leva vantagem por já ter seu aparato, não só a mídia oficial, do governo, mas também o poder de barganha que as verbas publicitárias têm. Diante deste poder da máquina, a internet se torna mais atraente para a oposição.</p>
<p>O GLOBO: Existe a chance de as campanhas usarem a internet para o ataque a adversários?</p>
<p>BORGES: O ataque sempre teve espaço na internet, principalmente pela possibilidade de anonimato e envio de mensagens apócrifas em listas de discussão. Acho que os ataques vão continuar tendo a mesma dinâmica. Mas vai ser interessante olhar nas próximas eleições para as táticas construtivas, porque essa foi justamente a inovação que a campanha do Obama trouxe. Lançar mão da internet não só como uma ferramenta de ataque, mas justamente o oposto. Permitir, através da interatividade, uma característica da internet também, a oportunidade de atrair o receptor e não deixá-lo apenas num papel passivo, fazer com que ele participe com sua opinião ou até a participação efetiva na campanha, em um segundo passo.</p>
<p>O GLOBO: No Brasil, com boa parte da população excluída digitalmente, o que é preciso ser adaptado na campanha?</p>
<p>BORGES: De cara, esse é um fator que tira um pouco da força do meio pelo fato do público sujeito à mídia internet ser menor. Mas por outro lado, o usuário da internet tem um perfil muito próximo do que chamamos dos formadores de opinião, que atuam como eventuais replicadores da informação. Eles poderiam ter o papel de influenciar outros segmentos que não têm acesso à internet ou têm um uso muito restrito, em lan houses, bibliotecas, escolas, etc.</p>
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		<title>Boas novas sobre a legislação eleitoral</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 15:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[do blog do Zé Dirceu
A Câmara dos Deputados em boa hora iniciou e está concluindo um projeto para regulamentar as campanhas eleitorais. Não é a reforma política, é todo um trabalho em cima de medidas sobre a pré-campanha &#8211;  relativo ao uso da internet, os debates, a utilização de outdoors, carros de som e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do <a href="http://www.zedirceu.com.br//index.php?option=com_content&#038;task=view&#038;id=6206&#038;Itemid=37">blog do Zé Dirceu</a></em></p>
<p>A Câmara dos Deputados em boa hora iniciou e está concluindo um projeto para regulamentar as campanhas eleitorais. Não é a reforma política, é todo um trabalho em cima de medidas sobre a pré-campanha &#8211;  relativo ao uso da internet, os debates, a utilização de outdoors, carros de som e propaganda em muros &#8211; para evitar que a justiça eleitoral substitua o parlamento como vem acontecendo, e legisle, na prática, de forma arbitrária e discricionária, muitas vezes política.</p>
<p>Outro ponto altamente positivo desse trabalho é que ele atualiza o país e nossa legislação partidário-eleitoral em termos de uso da internet &#8211; seja dos blogs, orkut e twitter; seja em termos de propaganda paga. Mas, a nova legislação, infelizmente, não está autorizando as doações via internet. Isso é um erro grave, já que seria uma medida atenuante do abuso do poder econômico e democratizaria o acesso às dotações para campanha.</p>
<p>Quanto aos debates entre candidatos, hoje praticamente inviabilizados, a Câmara dos Deputados, numa atitude muito positiva, busca uma forma de contornar essa limitação. É muito ruim continuar como estamos: atualmente, quando um dos candidatos &#8211; ou microcandidatos -, geralmente a serviço de outro, não concorda com as regras, simplesmente inviabiliza o debate. </p>
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		<title>Redes Sociais e doações nas eleições 2010</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 15:15:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[do Update or Die

A última campanha presidencial americana mudou muito a visão do marketing político no mundo. Com o uso de ferramentas de redes sociais e outros recursos da internet, assistimos a uma das campanhas mais bem sucedidas da história. Obama virou ícone pop.
Com tudo, as redes sociais cresceram, principalmente no Brasil, onde o Tribunal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do <a href="http://updateordie.com/updates/cyber/2009/06/redes-sociais-e-doacoes-nas-eleicoes-de-2010/">Update or Die</a></em></p>
<p><img alt="" src="http://www.designcomlimao.com/blog/wp-content/uploads/2008/11/obama_2.jpg" class="alignnone" width="400" height="291" /></p>
<p>A última campanha presidencial americana mudou muito a visão do marketing político no mundo. Com o uso de ferramentas de redes sociais e outros recursos da internet, assistimos a uma das campanhas mais bem sucedidas da história. Obama virou ícone pop.</p>
<p>Com tudo, as redes sociais cresceram, principalmente no Brasil, onde o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda proíbe seu uso para campanhas políticas, limitando-se apenas ao site oficial do candidato. E com toda a força que essas ferramentas representam hoje, os próprios políticos já estão se movimentando para mudar este cenário.</p>
<p>Já está em andamento na Câmara dos deputados uma coordenação para colocar em votação uma lei que libera o uso da internet de forma mais abrangente nas campanhas, e num segundo momento, a regularização do uso de e-mails, redes sociais e até doações por meio eletrônico.</p>
<p>Acredito que liberar a web e seus recursos seja uma decisão correta e evolutiva para nossa comunicação política. Sabemos também que existem ótimos profissionais nessa área por aqui. Preocupo-me apenas se no geral teremos seriedade e profissionalismo com o uso livre desses recursos. 2010 promete!</p>
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		<title>Manuela D&#8217;ávila em prol da web</title>
		<link>http://fernandodeholanda.com/manuela-davila-em-prol-da-web/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 16:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[do blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim
A deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) falou ao Conversa Afiada sobre o projeto que apresentou na Câmara para utilização da internet na campanha eleitoral.

Ouça a entrevista com Manuela D’Ávila
Ou leia a íntegra, abaixo:
Paulo Henrique Amorim &#8211; Deputada, qual é a sua idéia a respeito da liberação da internet para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do blog <a href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=11912">Conversa Afiada</a>, de Paulo Henrique Amorim</em></p>
<p>A deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) falou ao Conversa Afiada sobre o projeto que apresentou na Câmara para utilização da internet na campanha eleitoral.</p>
<p><a href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/06/manueladavila.mp3"><br />
Ouça a entrevista com Manuela D’Ávila</a></p>
<p>Ou leia a íntegra, abaixo:</p>
<p>Paulo Henrique Amorim &#8211; Deputada, qual é a sua idéia a respeito da liberação da internet para campanhas eleitorais?</p>
<p>Manuela D’Ávila – Eu acredito que a internet cumpre dois papéis muito grandes no processo eleitoral. Um deles é a democratização do acesso à informação por parte dos eleitores. Pela internet tem uma dimensão muito grande. Você tem vários mecanismos de comunicação dentro da internet, site, comunidade de relacionamento. Cada vez mais surgem ferramentas que fazem o eleitor ter acesso à informação. E o outro aspecto é o barateamento das campanhas eleitorais, que é importante para facilitar o acesso de parlamentares ligados a movimentos sociais a comunidades mais empobrecidas.</p>
<p>PHA – Agora, deputada, a senhora sabe melhor do que eu que a legislação brasileira trata a internet como se fosse rádio e televisão, portanto, concessões de serviço público. Não é um obstáculo muito grande tentar superar essa barreira?</p>
<p>MD – Eu acho que a legislação brasileira trata muito pouco sobre internet, sobre como nós vemos essa questão de internet e quando trata, trata mal. O que nó vivemos com relação às eleições, Paulo Henrique, foi no último período as decisões do Tribunal Superior Eleitoral no vazio de legislação. Então, o que nós fazemos? De um lado, nós liberamos a campanha na internet e a campanha dentro dos moldes do rádio e da televisão, ou seja, com os prazos estabelecidos para eles. Inclusive por ser uma ferramenta muito forte, também não seria correto se pudesse existir campanha na internet a qualquer momento. Mas nós vedamos a campanha paga na internet. Ou seja, nós temos o cuidado de não fazer com a internet aquilo que foi feito com os jornais. Foi permitida a propaganda em jornais e é público e notório que só podem anunciar em jornais candidatos com muito poder aquisitivo e muita relação com o setor econômico. Nós montamos uma relação dupla. A liberdade sobretudo para o eleitor ter essa informação, mas por outro lado, pegamos a propaganda paga.</p>
<p>PHA &#8211;  A senhora prevê também no seu projeto, eu li no site Vermelho, do PCdoB, que a senhora prevê financiamento de campanha através de cartão de crédito na internet. Qual é o obstáculo a fazer isso hoje?</p>
<p>MD – Hoje a legislação permite que a doação seja feita sempre presencialmente, com a emissão do recibo. Essa era a maior limitação da doação de internet. Eu defendo, e essa é a posição do meu partido, o financiamento público de campanha. Enquanto nós não conseguirmos aprovar uma mudança do sistema político brasileiro, nesse debate que estamos fazendo nessa semana e na semana que vem, sobre regras menores, nós estamos tentando incluir a doação por cartão de crédito. Por que, Paulo Henrique? Porque que acho que tu podes também democratizar a construção das campanhas eleitorais. Nós tivemos recentemente um grande caso para observar, que foi a eleição do presidente Barack Obama, nos Estados Unidos. E a grande vinculação da mobilização popular e do financiamento da campanha a partir dessa mobilização. É evidente que eu não estou dizendo que o Obama foi eleito a partir dessas contribuições, pois nós sabemos os montantes da contribuição da iniciativa privada…</p>
<p>PHA – Claro. Mas que ajudou, ajudou.</p>
<p>MD – Ajudou e também mobilizou. Agora, um deputado pode ser eleito. Mas o presidente da maior potência do mundo é difícil que seja eleito com essa participação e essa voluntária. Um deputado, um vereador, alguém ligado ao movimento social, pode sim ser eleito a partir dessa cota de contribuição, enquanto nós não mudamos o sistema de financiamento das campanhas.</p>
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		<title>Internet liberada para campanha política de 2010</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 14:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[do blog da Folha
A legislação sobre o uso da internet em eleições vai sofrer grandes modificações para a campanha de 2010. A ideia central é derrubar as proibições. Tramitam na Câmara pelo menos cinco projetos de lei que permitem o acesso virtual dos políticos aos eleitores brasileiros. Entre as propostas, destaca-se a possibilidade de os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do <a href="http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&#038;cod_publicacao=28478">blog da Folha</a></em></p>
<p>A legislação sobre o uso da internet em eleições vai sofrer grandes modificações para a campanha de 2010. A ideia central é derrubar as proibições. Tramitam na Câmara pelo menos cinco projetos de lei que permitem o acesso virtual dos políticos aos eleitores brasileiros. Entre as propostas, destaca-se a possibilidade de os candidatos arrecadarem dinheiro pela rede mundial de computadores.</p>
<p>O uso da internet está sendo discutido pela comissão formada na última quinta-feira (4) na Câmara para elaborar a reforma eleitoral (<A href="http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&#038;cod_publicacao=28451">leia mais</A>). A expectativa é de que na próxima terça-feira (9) os deputados já tenham um texto pronto. Ele irá liberar os políticos a usarem a rede para fazer campanha e conseguir doações de eleitores, no que será chamado de “financiamento cidadão”. “As duas propostas vão entrar no texto final”, antecipou ao <STRONG>Congresso em Foco</STRONG> o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), que faz parte da comissão.</p>
<p>Um dos projetos apensados à proposta é de autoria da deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS). Ele prevê a possibilidade de doar dinheiro para campanhas com pagamento por cartões de crédito pela internet, além da possibilidade de realizar propaganda eleitoral na rede mundial de computadores.<br />
Hoje, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só permite que os candidatos tenham um site oficial, com a extensão &#8220;.can&#8221;, vedando-se a possibilidade de criarem blogs ou entrarem em redes sociais como <EM>Orkut</EM> e <EM>Facebook</EM>. Também estão proibidas ferramentas como <EM>Flickr</EM> (álbum de fotos) e <EM>Twitter</EM> (microblogs).</p>
<p>Na justificativa do projeto, Manuela afirma que a divulgação de informações é “extremamente veloz por causa desse meio de comunicação”. “O sistema eleitoral se torna obsoleto à medida em que ignora os benefícios que a internet pode trazer para a divulgação de candidatos, de suas informações, de suas ideias, de suas propostas”, escreveu a deputada.</p>
<p>Ela reforça que a ideia do projeto nasceu justamente das restrições apresentadas pelo TSE na resolução que disciplinou as eleições de 2008. “Nas recentes eleições municipais, prevaleceu uma jurisprudência extremamente restritiva, baseada na equiparação da internet ao rádio e à televisão (que são concessões do poder público)”, completou.</p>
<p><strong>Prestação de contas</strong></p>
<p>Outro projeto, já aprovado no Senado e que tramita atualmente na Câmara, de autoria do ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC), obriga os candidatos a divulgarem diariamente na internet relatórios com as doações e os gastos de campanha. Também trata do tema proposta, elaborada por Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que obriga os envolvidos na disputa eleitoral a colocarem sua contabilidade na rede.</p>
<p>A matéria recebeu um texto substitutivo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O relator do projeto, Rubens Otoni (PT-GO), sustenta que colocar os dados na internet “poderia contribuir muito para a transparência do processo eleitoral tal como se dá hoje”. Entretanto, ele aponta que é preciso ampliar o prazo – “o prazo de 24 horas após o recebimento da doação é extremamente curto” – e definir melhor as responsabilidades. Como, por exemplo, a quem caberia fazer o registro da doação.</p>
<p>“A discussão está só começando, mas deveremos construir uma ampla maioria em torno de uma proposta. O projeto de revisão eleitoral estará pronto em uma semana”, afirmou o líder do PT na Câmara, Candido Vaccarezza (SP). O petista João Paulo Cunha (SP), que relatou a reforma política na CCJ, participa da comissão. Para ele, é preciso adotar mudanças urgentes. “O modelo atual deixa todos os políticos reféns do poder econômico, que banca campanhas milionárias interessado em futuras benesses junto à administração pública”, afirmou. </p>
<p><strong>Doações</strong></p>
<p>Na semana passada, Dino apresentou aos líderes partidários duas minutas com propostas para as campanhas políticas. Uma trata da atualização da lei eleitoral e a outra do financiamento público de campanha (<A href="http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&#038;cod_publicacao=28450">veja mais</A>). “O papel da Câmara é fixar o que deve ser feito. Os parlamentares querem usar mais a internet como ferramenta”, disse Dino.</p>
<p>Enquanto a Câmara discute o que pode ou não ser feito, o TSE estuda formas de transformar a doação na internet em realidade. As áreas de prestação de contas e de informática do tribunal fazem um levantamento, a pedido do presidente da corte eleitoral, Carlos Ayres Britto, para viabilizar a ideia. A exemplo do que acontece nos Estados Unidos, Britto considera que a rede pode ser uma maneira de fiscalizar com maior eficácia as prestações de contas dos políticos.</p>
<p>Entretanto, o TSE coloca que a maior dificuldade encontrada até agora é a diferença entre os sistemas bancários brasileiro e norte-americano. Por conta disso, os técnicos do tribunal ainda não fecharam uma proposta que possa dar origem a uma resolução sobre o tema. Como Ayres Britto já externou a vontade de aplicar a novidade nas eleições de 2010, os funcionários da corte trabalham em “regime de urgência”.</p>
<p>Ayres Britto, em entrevista ao <STRONG>Congresso em Foco</STRONG> em outubro do ano passado, já deixava claro sua intenção nesse sentido (<A href="http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=12&#038;cod_publicacao=26727">leia mais</A>). Mesmo não ocupando a presidência no próximo pleito, o presidente do TSE pretende dar os primeiros passos nessa direção. Ele considera que “é possível trabalhar com financiamento via internet, porém com plena identificação dos doadores, dos destinatários, o modo pelo qual a quantia foi doada e a prestação de contas”.</p>
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		<title>e-2010? Eleições e novas mídias</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 16:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[do blog Acerto de Contas
por Victor Carvalho
victor@cipecnet.com.br
Enquanto as eleições do próximo ano geram muito debate na imprensa e em alguns setores da sociedade, na cabeça de vários profissionais de comunicação campanhas já são arquitetadas. A engenharia eleitoral é complexa e exige, acima de tudo, criatividade, organização e muita, muita sinergia, além de recursos econômicos, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do blog <a href="http://acertodecontas.blog.br/artigos/e-2010-eleicoes-e-novas-midias/">Acerto de Contas</a></p>
<p>por Victor Carvalho<br />
victor@cipecnet.com.br</em></p>
<p>Enquanto as eleições do próximo ano geram muito debate na imprensa e em alguns setores da sociedade, na cabeça de vários profissionais de comunicação campanhas já são arquitetadas. A engenharia eleitoral é complexa e exige, acima de tudo, criatividade, organização e muita, muita sinergia, além de recursos econômicos, é claro. Não há dúvidas de que para 2010, as principais ferramentas não devem mudar. A televisão e o rádio permanecerão prioridades, mas qual será a atitude dos consultores políticos em relação às chamadas novas mídias?</p>
<p>As últimas campanhas para presidente e governador não foram muito além das páginas virtuais com informações básicas sobre o perfil do candidato, suas realizações, principais pontos do plano de governo e agenda (desatualizada, em muitos casos). O uso do youtube, em 2006, foi incipiente. Em geral, a página de vídeos serviu apenas para reproduzir o conteúdo elaborado para os programas de TV. Houve exceções, alguns sites disponibilizavam banneres virtuais, jingles para downloads etc, mas, no conjunto da obra, a energia e os recursos mobilizados para este segmento foram poucos.</p>
<p>Tudo bem, no Brasil, diferente do resto do mundo, existe horário político gratuito de TV e rádio, o que reforça o compromisso das campanhas com esses veículos, mas a verdade é que, em toda América Latina, há poucos registros de campanhas políticas eficientes e com firmes bases em internet. Uma série de fatores explica esta subutilização. Um deles é o limite legal para campanha on-line, que muda a cada eleição.</p>
<p>No entanto, o sucesso do uso político de novas ferramentas eletrônicas como facebook, twitter, youtube e second life na vitoriosa campanha de Barack Obama já provoca mudanças no olhar dos profissionais de campanha em relação às novas ferramentas da internet. Ano passado, nas eleições municipais brasileiras, vários sites de campanhas majoritárias possibilitavam ao internauta ver e ouvir programas produzidos para rádio e TV. Algumas equipes chegaram, inclusive, a criar conteúdos exclusivos para veiculação na rede.</p>
<p>Mas a verdade é que, no Brasil, em 2008, a internet funcionou como uma extensão das mídias tradicionais, não como um elemento estratégico. Nos Estados Unidos foi diferente. A equipe de campanha do novo presidente enxergou e conseguiu alcançar uma nova geração de eleitores, que hoje se relaciona em um ambiente diferente, “uma esfera pública emergente”, como menciona David M. Faris em artigo publicado na primeira edição da Politics and tecnology review, revista científica editada pela George Washington University. O autor não quantifica categoricamente o efeito das novas mídias em seu estudo de caso, mas vai direto ao ponto quando afirma que estas também têm um papel na formação de consenso na sociedade.</p>
<p>Para 2010, já se pode arriscar um palpite. As campanhas estaduais tratarão a internet ainda como acessório, mas em nível nacional, as mídias on-line serão mais valorizas. As principais campanhas presidenciais lidarão com as redes sociais da internet com maior interesse e cuidado. Será um momento de aprendizado e as equipes terão muita cautela na avaliação dos custos e dos benefícios do investimento.</p>
<p>Ainda em 2007, mais de um ano antes do pleito final, a campanha de Barack Obama contratou Chris Hughes, um jovem de 24 anos, graduado em Harvard e co-fundador do facebook, maior site de relacionamento do mundo. Será que as campanhas brasileiras darão a mesma importância às novas mídias?</p>
<p>* Victor Carvalho é jornalista e gerente de projetos do Centro Integrado de Pesquisa e Comunicação (Cipec</p>
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		<item>
		<title>Por que Dilma não será (ou não deve ser) candidata à Presidência</title>
		<link>http://fernandodeholanda.com/por-que-dilma-nao-sera-ou-nao-deve-ser-candidata-a-presidencia/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 12:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[dilma]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro, leia isto do blog de César Rocha
Ninguém pensa noutra coisa desde sábado (25), quando a notícia ganhou as ruas.
A descoberta do câncer no sistema linfático da ministra Dilma Rousseff (PT) acrescentou um componente dramático a esta fase de pré-campanha à sucessão do presidente Lula em 2010.
Na verdade, aturdiu quase todos, líderes e analistas políticos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro, leia isto do <a href="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/politica/?p=4840">blog de César Rocha</a></p>
<p>Ninguém pensa noutra coisa desde sábado (25), quando a notícia ganhou as ruas.</p>
<p>A descoberta do câncer no sistema linfático da ministra Dilma Rousseff (PT) acrescentou um componente dramático a esta fase de pré-campanha à sucessão do presidente Lula em 2010.</p>
<p>Na verdade, aturdiu quase todos, líderes e analistas políticos do país.<br />
O que ocorrerá nos próximos quatro meses, quando Dilma passará por sessões de quimioterapia? E depois?</p>
<p>Ela terá condições de manter a candidatura, que vem crescendo, ganhando musculatura e aglutinando apoios em toda a base do governo?</p>
<p>Como não há o que fazer em relação à doença a não ser esperar, políticos e jornalistas iniciaram imediatamente as especulações sobre o que pode ocorrer, caso a ministra deixe a disputa.</p>
<p>E, claro, quais serão as consequências de uma vitória dela sobre o câncer.</p>
<p>No primeiro caso, a situação do governo é complicada. Há dois anos Lula trabalha o nome dela para ser sua candidata.</p>
<p>Não existe plano B – principalmente porque há uma tese majoritária na base de que o governo deve ter apenas um candidato, com todas as suas forças unidas.</p>
<p>A eleição de 2010 é atípica. Será a primeira desde a redemocratização do país sem Lula concorrendo.</p>
<p>A falta de um Lula leva à seguinte situação:</p>
<p>O governo é, mesmo hoje, em plena crise, fortíssimo; Lula é cabo eleitoral de luxo; mas o líder nas pesquisas de intenção de voto é o governador José Serra (PSDB), de São Paulo, principal figura da oposição.</p>
<p>Ou seja, para superar Serra, o presidente precisa de um candidato bem construído, conhecido nacionalmente, que capitalize todo o patrimônio de aprovação do governo e consiga transformar isso em votos.</p>
<p>Dilma vinha nessa construção.</p>
<p>Mas Lula precisa de tempo, caso tenha que substituí-la. Por isso, aproveitará os próximos meses para, no mínimo, testar nomes com potencial para ser o plano B.</p>
<p>Não se surpreendam se Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, aparecer como opção.</p>
<p>Dito isso, deve-se pensar na superação.</p>
<p>Se Dilma conseguir a cura, isto, involuntariamente, poderá torná-la ainda mais forte como candidata.</p>
<p>E agora, do <a href="http://pedrodoria.com.br/2009/04/26/por-que-dilma-nao-sera-ou-nao-deve-ser-candidata-a-presidencia/">blog do Pedro Doria<br />
</a><br />
Vocês me pediram para explicar a afirmação. Não sei se devia, afinal é uma aposta. Colunas sempre fizeram apostas do tipo nos jornais. Talvez no tempo da Internet não nos sejam mais permitidas apostas assim.</p>
<p>Mas há um raciocínio por trás da aposta.</p>
<p>Na entrevista coletiva que anunciou a doença, a doutora Yana Novis informou que se trata de “um linfoma B de grande célula”, segundo o Estadão. Cânceres Linfáticos existem de vários tipos. Células B são aquelas que produzem anticorpos para combater vírus e bactérias – linfomas que atacam as células B estão entre os mais comuns dentre os cânceres linfáticos. “Linfoma B de grande célula” é provavelmente o Linfoma B de Célula Grande Difuso – DLBCL. 40% dos linfomas entre adultos são deste tipo. Que ninguém se engane. É um câncer bastante agressivo.</p>
<p>O prognóstico médio é o seguinte: 40% dos pacientes se livram do câncer. Não é uma média terrível, mas certamente não é boa.</p>
<p>O caso de Dilma é melhor.</p>
<p>Os médicos dizem que ela está no Estágio 1. Isso quer dizer que o câncer foi localizado em apenas uma localidade do corpo. Os médicos também disseram que o lugar foi um linfonodo e não um órgão. Também conta a favor da ministra. Isto quer dizer o seguinte, de acordo com um artigo publicado no British Journal of Haematology: suas chances de viver mais dois anos são de 86%. As chances de viver mais 10 anos são de 63%. Em média, pacientes diagnosticados com DLBCL em nódulos linfáticos no Estágio 1 vivem 180 meses. São 15 anos.</p>
<p>É o que a estatística colecionada por médicos ao longo dos anos diz. Do ponto de vista prático, quer dizer que Dilma não cumprirá sua promessa de “trabalhar normalmente”. Nem pode. Sua vida nos próximos meses será consumida pelo tratamento de quimioterapia. Químio cansa, derruba. Nos meses seguintes ao tratamento, ela ainda terá que esperar. Vai ser uma espera angustiada, difícil e dolorosa. Vai um mês ao hospital e vê se surgiu novo traço de tumor. Volta no mês seguinte. E no outro. Quem já conviveu com câncer próximo conhece o tormento. Engloba a vida toda.</p>
<p>Daqui a um ano e meio, dois, se nenhum outro traço de tumor for localizado, a ministra poderá respirar aliviada. Aquele se foi. Se outro surgirá, quem há de dizer?</p>
<p>Só que dois anos é muito tempo. Seu tratamento de químio inicial vai durar 4 meses. Termina em agosto. Quando dezembro chegar, nenhum médico terá condições de dizer se houve cura ou não. Só que, a essas alturas, as discussões a respeito de alianças políticas já estarão a pleno vapor para a eleição presidencial de 2010. O PT não pode se dar ao luxo de ter dúvidas a respeito de quem o representará.</p>
<p>O PT não vai lançar como candidata alguém que corre o risco de ficar dando entrada no hospital a cada dois meses durante seu mandato, em caso de ser eleita. Quando câncer exige combate continuado, coisa que neste caso só ficará claro no futuro, o tratamento ocupará a vida da ministra.</p>
<p>Ninguém pode ocupar o cargo Executivo máximo e tratar câncer ao mesmo tempo. São ambos serviços que ocupam atenção integral.</p>
<p>Mas digamos que o PT decida não fazer o responsável que é deixar Dilma se cuidar e não jogar o futuro do país numa roleta.</p>
<p>Então aí virá a eleição a discussão de alianças e a escolha do vice.</p>
<p>A praxe no Brasil é oferecer o cargo de vice-presidente para um partido que traga votos importantes em regiões específicas. A praxe brasileira é buscar vices apagados: Itamar Franco, Marco Maciel, José Alencar. Seu motivo de existência é apoio eleitoral em troca da garantia de cargos que o vice impõe.</p>
<p>Com Dilma, o PT não poderia escolher seu vice em paz. Teria que ser um nome importante, conhecido, com quem todos fiquem tranquilos. Imprensa e população observariam com atenção dois candidatos e não apenas um. São duas pessoas frágeis a qualquer pequeno escândalo em suas vidas passadas. Duas pessoas contra quem fazer insinuações. Uma dupla exposição da candidatura que produz um processo eleitoral mais difícil. Um vice forte é também alguém com quem a futura presidente Dilma teria que dividir o poder muito mais do que a praxe.</p>
<p>Então viria a campanha.</p>
<p>Se, durante a eleição, Dilma tiver que ir a um hospital uma única vez, mesmo que nada tenha a ver com a doença, ninguém acreditará. Vai criar insegurança que pode afetar seriamente sua capacidade de se eleger.</p>
<p>Do ponto de vista pragmático, não faz sentido para o PT correr esse risco quando tem outros candidatos tão capazes quanto de disputar a eleição.</p>
<p>Só há um argumento que justificaria lançar Dilma candidata perante a dúvida: ela sairia fortalecida após vencer uma doença. Tal vitória daria algum tipo de charme. O problema, aí, é o tempo que lhe falta. Câncer não se cura, câncer deixa sobreviventes. Se tivesse tido um câncer que nunca mais apareceu, dez anos atrás, Dilma seria uma vitoriosa. Enfrentou um dos mais difíceis dramas humanos e sobreviveu. Mas, em abril de 2010, nenhum médico poderá falar que a ministra está livre de qualquer risco porque ela não estará. Ela será ainda considerada uma paciente de linfoma em tratamento e observação.</p>
<p>A ministra Dilma Roussef acaba de entrar nesta viagem. Ela não sairá a tempo de pegar a eleição de 2010.</p>
<p>O Brasil já tem uma história de candidato que manobrou o quanto pode e fez de tudo para fingir que uma doença grave em nada afetaria o futuro. O resultado foi termos ganho cinco anos de José Sarney.</p>
<p>Não é questão de torcida: Dilma Roussef não sairá candidata. A partir do momento em que o linfoma foi anunciado, seu futuro foi posto em dúvida e os riscos de sua candidatura tornaram-se sérios demais.</p>
<p>Evidentemente, posso estar errado. O PT pode calcular mal seus riscos, por exemplo. Terá sido uma aposta irresponsável, que joga o futuro do país numa roleta e cria a possibilidade de haver alguém na presidência que não possa lhe dedicar a atenção necessária.</p>
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		<title>Obama e Dilma, por Bruno Hoffmann</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 12:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
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		<description><![CDATA[O TV Política é um blog mantido pelo estrategista político Bruno Hoffmann, que cursa o Mestrado em Marketing-Gerência Política pela George Washington University. Além de excelentes vídeos, o blog traz também análises interessantes, principalmente quando mescla os intercâmbios político-eleitorais EUA-Brasil, como o post abaixo. Valeu, Brunão!
do blog TV Política
Mesmo tendo visto e vivido de perto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://tvpolitica.blogspot.com/">TV Política</a> é um blog mantido pelo estrategista político Bruno Hoffmann, que cursa o Mestrado em Marketing-Gerência Política pela George Washington University. Além de excelentes vídeos, o blog traz também análises interessantes, principalmente quando mescla os intercâmbios político-eleitorais EUA-Brasil, como o post abaixo. Valeu, Brunão!</p>
<p><em>do blog <a href="http://tvpolitica.blogspot.com/2009/03/porque-serra-ou-dilma-aprendendo-com.html">TV Política</a></em></p>
<p>Mesmo tendo visto e vivido de perto a campanha do Obama, já que o vi várias vezes pessoalmente, principalmente no início da campanha, quando paro para pensar&#8230; é incrível como Obama foi eleito.</p>
<p>Talvez esse seja o principal ponto, exatamente pelo fato de ter tido a experiência de vê-lo crescer durante a campanha que ainda ache tão impressionante ele estar hoje na Casa Branca. Um &#8220;Senador Júnior&#8221; negro (único no Senado), como os estadounidenses chamam todo senador que está no seu primeiro mandato, e que é filho de um homem que veio da tão sofrida &#8220;terra mãe&#8221; para se tornar o homem com maior poder mundial para desencadear e promover mudanças.</p>
<p>Tudo bem que no nosso país, o Lula até que teve a sua história, do seu pau-de-arara até presidente da nação, com certeza um político que terá o seu próprio capítulo nos livros de história do Brasil. Mas a probabilidade do Obama eram consideravelmente mais baixas, até porque ao se candidatar, ele não era conhecido nacionalmente. Ele conquistou seu espaço e foi avaliado durante os seus 21 meses de campanha para se eleger.</p>
<p>Obama sempre foi respeitado, mas dentro da campanha, seus acontecimentos, suas consequências e então probabilidades que são tão discutidas e estudadas por especialistas, meios de comunicação e pelo público, mas nunca considerado com real possibilidade de se eleger.</p>
<p>E para falar um pouco de como ele foi eleito&#8230;</p>
<p>O vídeo abaixo mostra um trabalho excelente realizado por um estudante apoiador do Obama.</p>
<p><object width="400" height="225"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1891426&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1891426&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"></embed></object><br /><a href="http://vimeo.com/1891426">Obama &#8216;08 &#8211; Vote For Hope</a> from <a href="http://vimeo.com/mcyogi">MC Yogi</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Grande parte do sucesso de Obama surgiu de trabalhos espontâneos e voluntários como este acima, e isso com certeza teve um impacto direto no número de apoiadores e na repercussão do seu nome e inclusive dos próprios trabalhos lançados na Interet nas grandes mídias. [...]</p>
<p>Muito dificilmente Obama teria ganho a vaga democrata da Hillary se não fosse a Internet. <em>(Vencer McCain foi a parte fácil da campanha).</p>
<p></em>Enquanto agora no Brasil, tenho ouvido muito sobre a insatisfação dos então considerados &#8220;já no segundo turno&#8221; da eleição presidencial, Serra e Dilma. Até por que, até que ponto temos escolhido realmente nossos representantes, se aqueles que se &#8220;mostram&#8221; qualificados para tal são escolhidos por sua classe de apoio político ou simplesmente conseguem se impor dado ao seu poder político nos bastidores?</p>
<p>Teríamos um candidato para disputar com essas duas &#8220;máquinas&#8221;? Bom o suficiente? Com carisma, e credenciais que fossem levadas suficientemente a sério?</p>
<p>Sinceramente não sei. Mas com certeza adoraria conhecê-lo(a).</p>
<p>Talvez a parte mais difícil seria achar um candidato que realmente entenda e acredite nas possibilidades das melhores práticas da comunicação virtual atual. E indo além, como parte da sua composição, levantar e praticar bandeiras como transparência governamental e participação popular durante a campanha.</p>
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