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	<title>fernando de holanda &#187; Gabeira</title>
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		<title>Gabeira 2.0, segundo o e-leicao.com</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 12:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Conteúdo bom merece ser difundido.
do blog e-eleicao.com
Direto do Observatório: A campanha de Gabeira na Web 2.0

Written by Bruno César on September 10, 2008 – 10:44 pm -
Uma observação sobre o uso da Web 2.0 em campanhas até agora mostrou que a web aparece com uma ferramenta importante para muitos candidatos, tanto a prefeituras quanto a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conteúdo bom merece ser difundido.</p>
<p>do blog <a href="http://www.e-leicao.com/">e-eleicao.com</a></p>
<p><strong>Direto do Observatório: A campanha de Gabeira na Web 2.0<br />
</strong></p>
<p>Written by Bruno César on September 10, 2008 – 10:44 pm -</p>
<p>Uma observação sobre o uso da Web 2.0 em campanhas até agora mostrou que a web aparece com uma ferramenta importante para muitos candidatos, tanto a prefeituras quanto a câmaras municipais, nas eleições brasileiras de 2008. Uma análise, por mais precoce que seja, já nos permite inferir diferentes razões pelas quais os candidatos utilizam, ou não utilizam, as ferramentas on-line clássicas e a web 2.0. </p>
<p>Grande parte dos políticos não utiliza a internet porque seu público não se conecta à rede, ou não a atribui importância, ou simplesmente por não reconhecerem e enxergarem o potencial dessa ferramenta em uma disputa eleitoral. </p>
<p>Há candidatos que utilizam sites simples com conteúdo totalmente estático ou, no máximo, diários não interativos de campanha, com os quais expõem suas propostas e críticas. Alguns candidatos recorrem à internet como complemento, por não possuírem tempo suficiente no horário eleitoral gratuito da televisão. </p>
<p>E, finalmente, há os candidatos que exploram bem a internet e possuem um avançado aparato on-line, pelos quais se comunicam com o leitor de uma forma diferente dos outros meios, e até se aproveitando das ferramentas da web 2.0 para interagir com o internauta e avaliar o feedback. Uma campanha já chamou a atenção do grupo pela riqueza de ferramentas da web 2.0 e a exploração da internet como meio de campanha eleitoral, trata-se do candidato Fernando Gabeira, à prefeitura do Rio de Janeiro.</p>
<p>No site de campanha de Gabeira, o internauta depara-se com um visual colorido, com predominância do verde, em função do partido de mesmo nome da cor, e com muitos movimentos na tela. Na parte superior do site, há a silhueta da cidade do Rio. O corpo da página simula o mapa de uma cidade, com carros, helicópteros e aviões se movimentado. </p>
<p>Em meio a tudo isso, dezenas de links convidam o internauta a ler a proposta de governo, ouvir programas radiofônicos e televisivos, sobre diferentes temas. Além disso, há uma newsletter, uma sessão dedicada a download de material (tais como wallpapers, botons, adesivos, músicas, santinhos, entre outros), e ainda um blog clássico com sessão de comentários. Apesar de todas essas possibilidades que oferece o menu principal do site, nosso interesse de pesquisa reside na lateral e no rodapé da página. </p>
<p>Na lateral, encontra-se um link para o canal do candidato no Youtube, um canal customizado e organizado, que revela a existência de uma assessoria bem preparada por trás da campanha de Gabeira na internet. No rodapé do site encontram-se links para o perfil do candidato no MySpace, no Flickr, no Facebook, no Orkut e no Twitter, além do próprio Youtube. É a marcação de presença nas principais redes de relacionamento on-line, a tentativa de se ampliar o contato com o eleitor através de um caminho ainda pouco explorado no Brasil. </p>
<p>Mesmo com todas essas possibilidades, uma rápida navegação por essas redes de relacionamento revelou que não há realmente alguém da campanha sempre cuidando dos perfis do candidato, fato que pode ser comprovado pela demora para a aceitação de novos “amigos” nas redes. No site, ainda é possível encontrar um canal de doação, pelo qual o internauta pode ajudar a campanha de Gabeira. Ferramenta também pouco utilizada, senão inédita, no Brasil por meio da internet. A ferramenta mais criativa e interessante vista por nós na página do candidato foi o “O Rio como você vê!”. Uma ferramenta desenvolvida para funcionar com cojunto com o Google Maps, na qual os moradores do Rio de Janeiro colocam sinalizações exatamente nos locais para os quais querem apontar um problema, dar uma solução ou demonstrar apoio à candidatura de Gabeira. Pode-se ver essa ferramenta em forma de mapa ou imagem de satélite, sendo possível conhecer perfeitamente a localização dos itens apontados pelos próprios internautas. É uma forma de interação possivelmente não inédita, mas até então desconhecida por mim, a qual se mostra com um recurso no mínimo interessante de interação entre candidato e eleitores e entre os próprios eleitores.</p>
<p>Devido à riqueza ferramentas encontradas no site da candidatura de Gabeira esse é o melhor exemplo de web 2.0 em campanhas eleitorais brasileiras, até agora. Abro espaço para comentários e possíveis complementações que os outros componentes de nosso grupo de pesquisa, ou nossos leitores, tenham a fazer.</p>
<p>Site da candidatura de Fernando Gabeira: www.gabeira43.com.br</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LzwSht6eAi8&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LzwSht6eAi8&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>Marketing Viral &#038; Campanha Eleitoral &#8211; Como, no tempo da web 2.0, se faz marketing viral na campanha eleitoral à luz de legislação brasileira</p>
<p></strong></p>
<p>Written by Gabriel de Azevedo on November 12, 2008 – 8:58 pm -</p>
<p>Dizia o latim que: Dura Lex, Sed Lex. De fato, a lei é dura, mas nem sempre é seguida de maneira tão rígida. A prova ficou registrada em algumas campanhas do País. Em São Paulo, as determinações do TSE proibindo qualquer tipo de ação na internet que extrapolasse os limites das páginas oficiais dos candidatos foi cumprida sem questionamentos. Marta Suplicy, do PT, lançou um site sem grandes apelos de interatividade. O atual prefeito e candidato eleito Gilberto Kassab (DEM) tentou inovar sem sair dos limites da legislação, que levou Geraldo Alckmin (PSDB) a suspender a veiculação de vídeos do Youtube em sua página por determinação do TRE paulista.</p>
<p>Tudo foi muito diferente no Rio de Janeiro. Na eleição carioca ambientes como Youtube, Orkut, Twitter, MySpace e Flickr fizeram parte da estratégia dos postulantes à cadeira do ex-blogueiro e atual prefeito Cesar Maia. Eduardo Paes (PSDB), Solange Amaral (DEM) e Fernando Gabeira (PV) colocaram a sua campanha sem rodeios dentro da internet. Os três candidatos fizeram o que muitos colegas de outros estados gostariam de tentar, mas se sentiram impedidos diante da Resolução 22.278 do TSE.</p>
<p>Gabeira, Paes e Solange postaram fotos no Flick, vídeos no Youtube e comunidades no Orkut. O candidato do partido verde foi, sem dúvidas, o mais arrojado. Divulgou suas andanças pelo serviço de microblog Twitter, o software que permite atualizações por meio de telefones celulares. Solange Amaral fez na sua página um mashup, termo comum no mundo da web 2.0 que representa a união de dois serviços com o objetivo de gerar informação para os usuários. No caso da candidata democrata, ela resolveu localizar dentro do Google Maps onde moram os eleitores que visitaram seu site. Eduardo Paes montou sua galeria de fotos no Flickr, a rede social de imagens do Yahoo!.</p>
<p>Essas campanhas municipais de São Paulo e Rio de Janeiro são exemplos claros de que o uso da internet não pode ser regulado como tentou o TSE. Não há como impedir que os políticos dialoguem com os seus simpatizantes, e que estes utilizem as comunidades ou serviços on-line para passar as mensagens certas. Outro fato importante em relação à rede é que ela não é uma concessão pública, como rádio ou televisão e diante deste fato não pode ser submetida às mesmas regras. As pessoas pagam para ter banda larga em casa, mandar emails e freqüentar a rede. É assim que funciona o mundo 2.0</p>
<p>Na contramão de toda a interatividade 2.0 seguiu Marta Suplicy. Ao considerar a legislação, ela optou por ignorar a web 2.0, enquanto Kassab optou por incluí-la nos limites do seu site, como determinava a lei.</p>
<p>Na internet não havia espaço para o discurso dos políticos, e sim conversa com o eleitor. Para que o marketing eleitoral se transforme em Marketing Viral é necessário que haja uma interação entre a vontade do eleitor e o que serve à campanha.</p>
<p>Gabeira virou o nosso Obama nacional no âmbito na internet por construir uma campanha que oferecia algo que se multiplicava na rede: interação e participação do eleitor. Gabeira utilizou inúmeros recursos da web 2.0. Uma campanha bonita.</p>
<p>Entretanto, no campo da política, não é só de beleza que vive o marketing viral político. No segundo turno das eleições em Belo Horizonte, a internet foi um dos campos de batalha onde lutaram os dois candidatos. Na TV, no rádio e nos jornais, as alfinetadas foram, na maioria das vezes, irônicas ou veladas. Mesmo nos sites dos candidatos, os ataques foram civilizados. Mas, como na internet a autoria e a veracidade são difíceis de provar, uma onda de ataques, de ambos os lados, via e-mail, nas redes sociais e blogs, proliferam diariamente. O maior fenômeno viral ficou por conta da equipe de Márcio Lacerda, que conseguiu carregar um vídeo no youtube, com a participação do ator Tom Cavalcante imitando Leonardo Quintão. Foram quase um milhão de visualizações em pouco menos de duas semanas. Somado ao vídeo, um canal chamado Paredão do Quintão, foi criado de modo a ironizar o candidato com vídeos que apelavam para o humor e a ironia. E-mails, Twitter, blog anti-Quintão…um verdadeiro arsenal foi montado no segundo turno, na campanha do candidato do PSB, usou-se tudo aquilo que não havia sido utilizado.</p>
<p>Do lado do Quintão: dois blogs comunidades no Orkut, correntes de e-mail atacaram o adversário…</p>
<p>Já por parte dos eleitores… dois blogs “anti” cada candidato foram criados: o anti-Lacerda e o anti-Quintão. Basicamente, repassavam (não criavam) os conteúdos dos e-mails disparados diariamente pelas equipes de cada candidato. Isso sem falar nos inúmeros posts “off-topic” &#8211; fora do tema geral &#8211; postados por blogueiros comentando sobre os candidatos em seus blogs pessoais.</p>
<p>Também no YouTube, vídeos prós e contras para Quintão e Lacerda. Vários deles, inclusive, amadores ou de debates em universidades de BH.</p>
<p>Todo esse marketing virou viral, se espalhando pela rede. Na campanha do segundo turno, o tom mudou… E a campanha na internet, em ambos os lados sentiu isso. Por exemplo, o site oficial de Quintão passou a exibir, em destaque, mensagens dos eleitores-internautas.</p>
<p>Em suma, marketing viral na eleição resumi-se em abolir a postura de discurso em cima de palanque para uma tentativa de diálogo com o eleitor.</p>
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		<title>Onda verde: a estratégia</title>
		<link>http://fernandodeholanda.com/653/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 12:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Gabeira]]></category>
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		<description><![CDATA[do blog da eztiva
Graças a um acordo entre os candidatos a Prefeito do Rio de Janeiro junto ao TRE-RJ, a campanha política na Internet na cidade do Rio de Janeiro foi a que apresentou menos restrições em todo o Brasil. Isto possibilitou uma ação utilizando grande parte das ferramentas de mídias sociais disponíveis no momento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>do blog da <a href="http://www.eztiva.com">eztiva</a></p>
<p>Graças a um acordo entre os candidatos a Prefeito do Rio de Janeiro junto ao TRE-RJ, a campanha política na Internet na cidade do Rio de Janeiro foi a que apresentou menos restrições em todo o Brasil. Isto possibilitou uma ação utilizando grande parte das ferramentas de mídias sociais disponíveis no momento e que estavam sendo utilizadas a todo vapor na campanha das prévias de Barack Obama nos Estados Unidos. A exemplo do que estava acontecendo lá, três linhas de ação prioritárias foram definidas, dentro da realidade orçamentária da campanha: 1) Interatividade; 2) Conteúdo multimídia; 3) Atualização em tempo real.</p>
<p>Para que isto funcionasse corretamente, a estratégia foi criar um site num conceito de mash-up integrando as diferentes ferramentas da Web 2.0 através de feeds RSS, e estimular que a própria equipe de apoio ao candidato realizasse os posts e atualizações de conteúdo o mais rapidamente possível após o acontecimento dos fatos. Desta forma, tanto o cinegrafista quanto o fotógrafo realizavam, em tempo (quase) real, desde a captura, a edição e o upload do material. Sendo assim, toda vez que um novo post era realizado num dos sites da Web 2.0 onde a campanha estava presente, o conteúdo aparecia instantaneamente no site oficial da campanha, tornando-o o concentrador de todas as informações disponíveis sobre a campanha na Internet, sempre atualizado e com novidades.</p>
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		<title>Gabeira junta Internet e política</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 12:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Gabeira]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[do blog do Deputado Federal Fernando Gabeira (RJ)
O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) quer utilizar a internet para agilizar a política e impulsionar idéias, causas e projetos que não estão no topo da agenda em Brasília.
&#8220;A internet é muito mais veloz do que o meio onde estou. Mas, como investi tanto da minha vida até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do <a href="http://www.gabeira.com.br/blog">blog do Deputado Federal Fernando Gabeira (RJ)</a></p>
<p></em>O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) quer utilizar a internet para agilizar a política e impulsionar idéias, causas e projetos que não estão no topo da agenda em Brasília.</p>
<p>&#8220;A internet é muito mais veloz do que o meio onde estou. Mas, como investi tanto da minha vida até aqui na política e sou uma pessoa que tenho uma voz, quero unir as duas coisas. Juntas, a internet e a política podem ser um instrumento maravilhoso&#8221;, disse ao Link durante entrevista em seu escritório no Rio, aos pés do Corcovado.</p>
<p>Com esse objetivo, ele acaba de dar um upgrade no seu site pessoal, que já existe desde 1994, transformando-o em um portal, que reúne um blog, atualizado diariamente pelo próprio deputado, notícias que têm a ver com as suas áreas de atuação (ecologia, direitos humanos, combate à corrupção e relações internacionais, entre outras) e informações sobre suas atividades na Câmara.</p>
<p>O portal abriga também dois subsites, o Cidade Sustentável, que divulga iniciativas de desenvolvimento sustentável em cidades de todo o mundo, e o E-legalize, que discute a legalização da maconha, uma das propostas polêmicas de Gabeira. Em breve, será criado um site dedicado à alimentação orgânica.</p>
<p>&#8220;Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder&#8230;&#8221; Meio desiludido com a política nacional, após ter apoiado e rompido com o Governo Lula, Gabeira canta a famosa música dos Titãs para descrever seu estado de espírito atual.</p>
<p>&#8220;Estou cansado da luta política. Gostaria de concentrar o que resta da minha vida para fazer coisas. Quero saber mais daquilo com o qual posso contribuir efetivamente&#8221;, diz.</p>
<p>Gabeira quer participar de projetos de desenvolvimento em regiões como a Serra da Canastra (MG), a cidade histórica de Tiradentes (MG) e a Ilha do Bananal(TO). Luta pela criação do Território Federal do Pantanal, região hoje dividida entre dois Estados, o que dificulta a implementação de uma política de proteção ambiental unificada e eficiente.</p>
<p>No plano das cidades, como o Rio de Janeiro, sua base eleitoral, Gabeira está voltado para questões bem concretas, como o saneamento básico. &#8220;A minha geração não conseguiu nem resolver algo tão essencial&#8221;, diz.</p>
<p>Por fim, ele cita também um projeto global, que está sendo tocado junto com parlamentares de todo o mundo reunidos em uma iniciativa chamada E-Parliament. A idéia é criar leis que limitem a 1 watt o consumo de eletricidade por aparelhos eletroeletrônicos em modo de espera (&#8217;standby&#8217;). &#8220;Para isso, será necessária uma adaptação tecnológica&#8221;, afirma.</p>
<p>Para Gabeira, projetos como os citados acima são &#8220;uma maneira de tentar escapar da aridez do cenário político nacional&#8221;. E ele acha que a internet é o instrumento ideal para impulsioná-los, em colaboração com empresas, empreendedores locais, ONGs e as autoridades nos diversos níveis de governo. &#8220;Só não me dedico integralmente à internet porque o mundo real tem um peso. Preciso encontrar as pessoas diretamente, falar com elas. Mas a internet é o principal instrumento&#8221;, diz.</p>
<p>Com um passado ligado a movimentos de esquerda e a ideais revolucionários, Gabeira tem hoje uma visão diferente do que é uma revolução. &#8220;Antigamente, o termo revolução implicava uma mudança das classes no poder. Mas a coisa mais parecida com uma revolução que já vi na minha vida foi o surgimento da internet&#8221;, afirma.</p>
<p>&#8220;Nunca houve tanta informação disponível e tanta democracia no acesso e na produção de informação. Também nunca houve tanto potencial técnico que permitisse levar essas possibilidades ao extremo&#8221;, diz.</p>
<p>&#8220;Acredito realmente que estamos vivendo uma revolução caracterizada pela capacidade de digitalizar e transmitir dados com rapidez. É uma revolução com potencial ilimitado e grande capacidade de transformação. Estamos apenas no princípio dela&#8221;, diz o deputado.</p>
<p>O próprio Gabeira faz questão de praticar, pessoalmente, suas habilidades multimídia. Quando realiza viagens a trabalho ou a passeio, sempre carrega consigo pelo menos três máquinas fotográficas &#8211; uma digital profissional, uma digital compacta e uma analógica &#8211; e um notebook.</p>
<p>Tira fotos, faz o tratamento em programas como o Photoshop e as envia para seu blog, acompanhadas de textos descritivos ou opinativos. Ele lembra, por exemplo, a visita que fez a Anapu, no Pará, imediatamente após o assassinato da irmã Dorothy, missionária americana, no início de 2005.</p>
<p>&#8220;Fui lá como deputado, mas me sentei ao lado dos jornalistas e mandei fotos e textos para o meu site. Não é uma reportagem como a deles, é o meu olhar. Mas essa possibilidade de ver as coisas e transmiti-las rapidamente para os freqüentadores do meu site é importante para mim&#8221;, diz.</p>
<p>Durante a campanha de Gabeira à reeleição para a Câmara dos Deputados, o portal na internet terá um papel central. Segundo sua assessoria, o site tem cerca de 100 mil hits (cliques no site) diários. No auge da crise que levou à renúncia do ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti por denúncias de corrupção, o site teve até 300 mil hits diários. Gabeira teve uma atuação importante na derrubada de Severino.</p>
<p>&#8220;Do ponto de vista político, o site possibilita uma comunicação direta com os eleitores. Do ponto de vista tecnológico, é um meio de comunicação que concentra todos os outros. Lá, posso apresentar textos, fotos, vídeos, boletins de rádio, etc. E os internautas podem comentar, dar sugestões, cobrar&#8221;, afirma.</p>
<p>O site é tocado por funcionários pagos com sua verba de gabinete. E as despesas são custeadas, em parte, com o dinheiro que os deputados recebem para correspondência. &#8220;Para a maioria deles, correspondência é sinônimo de selo. Para mim, é sinônimo de e-mail&#8221;, diz.</p>
<p>Em breve, ele incluirá em sua parafernália tecnológica uma câmera de vídeo digital, com a qual pretende fazer e divulgar vídeos diários durante a campanha eleitoral.</p>
<p>Em seu site, muitos visitantes deixam mensagens estimulando Gabeira a se lançar candidato à Presidência (ele já disputou o cargo, numa candidatura alternativa, em 1989). Mas Gabeira não se ilude: &#8220;Defendo causas e posições que não são clássicas de um candidato majoritário. Não poderia me comportar de forma diferente&#8221;, diz, dando como exemplo suas posições a favor da descriminalização da maconha e da profissionalização da prostituição.</p>
<p>Além disso, segundo ele, é difícil montar uma equipe brilhante para tocar um governo porque os salários são baixos e a máquina pública é lenta. &#8220;As pessoas mais brilhantes e capazes querem trabalhar e ver resultados com rapidez&#8221;, afirma.</p>
<p>Portanto, ele já decidiu que será novamente candidato a deputado, pelo Partido Verde do Rio de Janeiro. &#8220;Quero esgotar as possibilidades de meu mandato de deputado. Mas minha idéia é deixar de ser político em breve. Aí poderei me dedicar a outras coisas. Com a internet e a equipe que temos aqui, cuidando do portal, estamos prontos para voar&#8221;, afirma</p>
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		<title>Gabeira no Gordo Chic Show</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 17:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Gabeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista de Fernando Gabeira no programa de verão da MTV comandado por João Gordo. Vale a pena.



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			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista de Fernando Gabeira no programa de verão da MTV comandado por João Gordo. Vale a pena.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yyFUqj5TnbA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/yyFUqj5TnbA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WBXdlbfF71M&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/WBXdlbfF71M&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eqrkU54K5KY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/eqrkU54K5KY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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