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	<title>fernando de holanda &#187; juventude</title>
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		<title>Um novo perfil para a Juventude Partidária</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>

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		<description><![CDATA[A Juventude Partidária como instância participativa da mobilização política precisa ser repaginada. Precisa por que, está mais do que claro que, se antes sua influência se dava essencialmente sobre os movimentos sociais – mais especificamente, no estudantil universitário –, hoje esta se dá diretamente sobre o indivíduo, sem necessariamente estar vinculado a um outro movimento. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Juventude Partidária como instância participativa da mobilização política precisa ser repaginada. Precisa por que, está mais do que claro que, se antes sua influência se dava essencialmente sobre os movimentos sociais – mais especificamente, no estudantil universitário –, hoje esta se dá diretamente sobre o indivíduo, sem necessariamente estar vinculado a um outro movimento. </p>
<p>Isto se dá, basicamente pelo fato de que, agora, comunicar-se é uma tarefa bem menos árdua do que há 10 anos atrás, por exemplo. A revolução tecnológica-comunicacional permite a qualquer tipo de movimento ou grupamento de indivíduos difundir suas idéias e ideiais através de formatos que atingem diretamente aqueles potenciais participantes. </p>
<p>Vamos exemplificar? Você, estudante universitário da década de 90, identifica-se plenamente com ideias tipo “Fora FMI”. Na barzinho da faculdade, articula-se com alguns amigos, convence outros colegas e, juntos, reativam aquele velho Diretório Acadêmico, que estava destivado desde a queda do Muro de Berlim. A partir daí, amigo, a jornada foi longa, até que, finalmente, você chegou onde queria: o Partido Político. </p>
<p>E hoje? Como se faz? Essencialmente, via Internet. Simples, não? Eu me interesso, busco, encontro, me inscrevo e, já na outra semana, estou me articulando com pessoas que têm ideais bem parecidos com os meus. E nem preciso necessariamente me encontrar com elas semanalmente, basta que o fluxo de nossas discussões (e, principalmente, decisões) se dêem via canais a que todos os integrantes tenham acesso.</p>
<p>É neste sentido que a tal repaginação da Juventude Partidária se daria. Não só a juventude, é verdade, mas qualquer outro movimento, sindicato, associação classista ou qualquer coisa que o valha. Falo especificamente da Juventude  por que, primeiro, me identifico com ela e, segundo, por que, em teoria, tem a base mais “conectada” dentre as citadas.</p>
<p>No entanto, o que se vê hoje não é bem por aí. Parece que alguns segmentos da jovem classe política ainda não atentaram que há um caminho alternativo ao movimento estudantil e às lideranças comunitárias. Um perfil que teoricamente tanto se revoluciona, ainda não percebeu que a revolução da comunicação atinge diretamente sua mobilização.</p>
<p>Para mim, está mais do que claro que a Juventude Partidária é uma instância que, ao comunicar-se diretamente com seus potenciais filiados, perceberia os resultados sociais de suas articulações muito mais imediatamente do que através de suas influências nos demais movimentos sociais. Neste sentido, além de permitir a sobrevivência e independência de movimentos essencialmente representativos, como é o caso do estudantil, estaria elevando seu respaldo junto a sociedade. Bonito, né? Mas como fazer isso?</p>
<p>Bom, elenquei, abaixo, algumas alternativas, que podem ou não ser eficazes. Lembro que, quando presidi o Diretório Acadêmico da FCAP/UPE, boa parte destas idéias tiveram suas maiores complicações justamente no momento mais crucial: o da execução.</p>
<p><strong>1. Identifique-se. </strong></p>
<p>Que tipo de Juventude Partidária é você? Certifique-se de que todos os atuais integrantes compreendem o sentido de estar ali e, principalmente, não a entendam como uma porta de entrada ao mundo do Poder.</p>
<p><strong>2. Divulgue-se. </strong></p>
<p>Diga à sociedade que você existe. Promova-se, tal qual um produto. Publique, promova, articule. Nada melhor do que a Internet para fazer isso. Um bom website é um excelente início. A reboque, comunidades de relacionamento, listas de discussão, fóruns, eventos, publicações, artigos em veículos de comunicação.</p>
<p><strong>3. Convide. </strong></p>
<p>Algo é forte quando tem o tal respaldo social. Para isso, é preciso atingir quantidade e qualidade. Dois bons pensadores sozinhos fazem pouco barulho. </p>
<p><strong>4. Estabeleça metas. </strong></p>
<p>Quantos participam hoje? Quantos podem participar? O que se deve fazer para “chegar lá”? Aonde se quer chegar? Transforme os objetivos da entidade em atitudes concretas, cronograme-as e acompanhe o seu desempenho.</p>
<p><strong>5. Desenvolva. </strong></p>
<p>Um bom planejamento sem execução é apenas um lindo pedaço de papel. Atribua e distribua as responsabilidades entre os participantes. Cobre, estabeleça prioridades, tenha sempre um grande tema em voga. Ah, e vale lembrar que este grande tema deve ter a ver com a entidade, não com outros movimentos.</p>
<p><strong>6. Comunique-se. </strong></p>
<p>Faça com que todos os acontecimentos cheguem ao mais remoto dos participantes ou potenciais participantes. Se suas reuniões acontecem no meio da tarde de um dia de semana, na casa de um dos integrantes e tem, em média, 5 participantes, amigo, algum problema há por aí.</p>
<p><strong>7. Avalie, avalie e avalie. </strong></p>
<p>A última etapa do ciclo (qualquer semelhança com PDCA é pura inveja sua) é avaliar antes de fazer de novo, para não fazer errado. Meça a participação, consulte a opinião, solicite que sugestões sejam desenvolvidas. Várias cabeças pensam melhor do que uma.</p>
<p>Enfim, faça com que o respaldo do Partido Político estenda-se à Juventude. Desta forma, tanto a sociedade quanto a própria instituição política hão de encarar a entidade de uma forma “nunca antes vista neste país”.</p>
<p>Ah, vale lembrar que tudo isso é teoria. Na prática eu não, mas deduzo, que a coisa não é tão simples assim. Mas toda prática que começa na teoria tende a ter um indíce de refação menor, <strong>não é?</strong></p>
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		<title>Vivendo o outro lado da moeda</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 05:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso que nos últimos dias andei com náuseas da política. Àqueles que não sabem, sou filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) há pouco menos de um ano. Do ato da minha filiação pra cá, confesso que pouquíssima ou quase nula foi a minha colaboração para com o partido. Também pudera: duas faculdades na reta final [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que nos últimos dias andei com náuseas da política. Àqueles que não sabem, sou filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) há pouco menos de um ano. Do ato da minha filiação pra cá, confesso que pouquíssima ou quase nula foi a minha colaboração para com o partido. Também pudera: duas faculdades na reta final aliadas a uma jornada de trabalho mínima de 10 horas por dia fizeram de mim neste período um companheiro com o qual não se podia contar, em hipótese alguma. Exemplo claro foi a tentativa de me engajar na vitoriosa campanha da então candidata à Vereadora do Recife, Marília Arraes, que não passou de algumas conversas, alguns e-mails e uma reunião na qual prometi um engajamento e não pude cumprir. Paciência.</p>
<p>Mês novo, vida nova. Depois de fritar alguns neurônios decidi pedir minha demissão e viver um período de desempregado convicto. Por opção, escolhi os dois próximos meses do ano (novembro e dezembro) para pensar a e na vida, concluir (finalmente) meus cursos universitários e analisar meu futuro profissional com calma e serenidade. Ah, vale ressaltar que neste ínterim há também umas 3 semanas (no mínimo) programadas para umas merecidas férias.</p>
<p>Particularidades à parte, voltemos a minha náusea. Coincidentemente (ou não), na mesma primeira semana de novembro estão acontecendo dois importantes processos eleitorais no Movimento Estudantil de Pernambuco. A Universidade de Pernambuco (instituição da qual ainda sou aluno) e a UFRPE (instituição com a qual tenho ligações genéticas, se é que você me entende) estão elegendo seus diretórios centrais de estudantes. Para quem não é familiarizado, o DCE é a entidade que aglomera as principais instâncias representativas dos alunos de graduação das universidades, os chamados Diretórios Acadêmicos, ou simplesmente, os Dê-ás. </p>
<p>Como bom militante partidário em falta, venho acompanhando as movimentações da Juventude Socialista Brasileira (a JSB), instância representativa da juventude do PSB, em torno do tema através de uma lista de e-mails. E é daí que vem a minha náusea. </p>
<p>Apesar de não criticar a atuação da entidade, que busca o diáologo com os movimentos sociais a fim de ganhar musculatura e representatividade dentro da sociedade, as práticas adotadas por esta e pelas demais “Juventudes” citadas nos e-mails aos quais tive acesso vão de encontro a tudo (exatamente tudo) o que sempre preguei como militante político universitário. </p>
<p>Apesar de ter tido uma carreira meteórica como Coordenador Geral (o nome que se dá ao presidente de uma “gestão horizontal”) do Diretório Acadêmico da FCAP/UPE, a gestão que propus junto com alguns bons amigos tinha em sua essência abortar o partidarismo e o apartidarismo para adotar o supra-partidarismo político. Isto por que havia 4 anos que a entidade estava sendo dirigida por “militantes históricos” da Universidade, que já rezavam de acordo com a cartilha do Partido desde os primeiros minutos da primeira aula do primeiro período. Esta é uma filosofia que pus em prática (incoscientemente) desde os tempos de Colégio, quando participei por 3 gestões consecutivas da Diretoria do Grêmio Estudantil, e que agora, já barbado, levava à gestão do DA FCAP.</p>
<p>Quando assumimos, a percepção da entidade junto aos estudantes &#8211; a quem ela originalmente se propunha a representar &#8211; estava em frangalhos. Ninguém mais agüentava “aquela galera do DA”, que mais pareciam alienígenas dentro da Faculdade. Não falavam, nem cantavam (nem punham pra cantar) o que os alunos se interessavam em ouvir e nem mesmo se manifestavam em prol de suas ânsias. Em contrapartida, estavam altamente sintonizados com a direção do DCE, da UNE, da CUT, do MST, da UEP e da ponte que os partiu. Mas base que é bom, nada. Isso provocou um afastamento natural do interesse do aluno e, quando concorremos, tivemos uma expressiva vitória como chapa única.</p>
<p>Minha percepção é que a influência partidária acabara por influenciar a gestão daquela chapa de tal maneira que, apesar de todas as boas intenções e a competência inegável de seus integrantes, o movimento acabou inócuo. Inócuo por que não cumpria o seu papel fundamental, que dá ao movimento estudantil sua razão de existir: o de representar a classe estudantil. </p>
<p>Dois anos depois, estou eu do outro lado da moeda. Filiado, formando e bem menos antenado às questões do ME, me deparo com algumas afirmações na lista sobre “a chapa que iremos eleger” ou “os delegados que iremos levar ao congresso”. Como tenho mais dúvidas do que certezas neste processo, prefiro encerrar este post com alguns pontos de interrogação:</p>
<p>Afinal de contas, quem faz o movimento estudantil? Os estudantes ou os partidos políticos? Qual é a parte que cabe neste latifúndio a cada um destes personagens? </p>
<p>Não seria o caso de o partido garantir e instigar a sobrevivência democrática das entidades representativas para que os estudantes os conduzam? </p>
<p>Até onde vai a tenuidade da linha que separa o líder estudantil do militante político-partidário? </p>
<p>É possível acreditar nas boas intenções do partido junto aos movimentos sociais? Posso excluir a teoria conspiratória da massa de manobra estudantil?</p>
<p>Bom, deixo as questões para vocês, pois eu vou indo nessa tomar o meu Dramin.</p>
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		<title>O PDT Jovem no Recife</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 16:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[O PDT sempre foi um partido com figuras expressivas na política nacional. Pautado nos princípios trabalhistas, o partido tem nas figuras de Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola e o senador pernambucano Cristovam Buarque figuras-chave na construção da sua ideologia. Sua participação no cenário político nacional no Governo Lula é incontestável. Na semana passada, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/03/pdt_bandeira_p.gif" rel="lightbox[pics-1205772686]" title="pdt_bandeira_p.gif"><img src="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/03/pdt_bandeira_p.thumbnail.gif" width="160" height="103" alt="pdt_bandeira_p.gif" class="imageframe imgalignleft" /></a>O PDT sempre foi um partido com figuras expressivas na política nacional. Pautado nos princípios trabalhistas, o partido tem nas figuras de Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola e o senador pernambucano Cristovam Buarque figuras-chave na construção da sua ideologia. Sua participação no cenário político nacional no Governo Lula é incontestável. Na semana passada, a Senadora Ideli Salvatti (PT) chegou a afirmar que o Presidente irá agir pessoalmente na reaproximação do partido na base governista. </p>
<p><a href="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/03/imagemver.jpg" rel="lightbox[pics-1205772686]" title="imagemver.jpg"><img src="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/03/imagemver.jpg" width="114" height="152" alt="imagemver.jpg" class="imageframe imgalignleft" /></a>Em Pernambuco, a situação não é diferente. Tendo como principal expoente o ex-Prefeito de Caruaru, Deputado José Queiroz, o partido agora se articula para as eleições municipais de outubro. No Recife, as naturais alianças com partido com o PTB e o PMN deverão ser respeitadas na aliança proporcional para a Câmara dos Vereadores. Neste cenário, a juventude do partido se articula para lançar quatro candidatos na disputa. Este é, talvez, o maior número de candidatos da juventude política a ser lançado por um único partido. </p>
<p>Com 21 anos recém-completos, o estudante de Ciências Sociais da UFPE, Pedro Leão, é pré-candidato ao cargo de Vereador do Recife pelo PDT. Apesar da pouca idade, seu dia-a-dia político é bem agitado. Além das atividades da Juventude Socialista do PDT em Pernambuco, entidade na qual ocupa a Presidência, Pedro é também Presidente da Juventude Socialista do Recife, Líder da Juventude da Igreja Católica e Membro do Conselho do Orçamento. Tantas atividades foram pré-requisitos fundamentais para a construção da candidatura, que tem como slogan “Construindo um novo caminho”. Não sei por que, mas tenho a impressão de que já ouvi este bordão antes. </p>
<p>Durante as duas últimas semanas, tive a oportunidade de lidar mais diretamente com o pensamento do pré-candidato, através de uma rápida troca de e-mails. O que acontece é que, no escopo das propostas apresentadas, há instâncias que apresentam fugas às competências do Poder Legislativo, esfera à qual pertence o cargo ao qual Leão concorre. A mescla de propostas executivas nas candidaturas ao legislativo não pode ser considerada um erro, afinal, as leis municipais estão aí para isso. No entanto, é importante que se estabeleçam bem as competências, a fim de que as campanhas dos vereadores não se tornem ainda mais inconsistentes. </p>
<p>Alguns pontos importantes da campanha do pré-candidato:</p>
<p>- IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA &#8220;NÃO DÊ ESMOLA, TRANSFORME VIDAS&#8221;,<br />
- INCENTIVO À ESCOLA ABERTA INTINERANTE;<br />
- IMPLANTAÇÃO DO PROMAES &#8211; PROGRAMA DE ACESSO AO ENSINO SUPERIOR;<br />
- DEFESA DA ESCOLA INTEGRAL.</p>
<p>Além de Pedro Leão, o PDT apresenta ainda outros nomes ao pleito: Samuel Salazar (filho do ex-Presidente da EMLUBR, Alberto Salazar), Nélio Fonseca e Thiago Costa, todos jovens, em busca de um projeto político que se inicie cada vez mais cedo e, se Deus quiser, mais eficiente. Boa sorte a todos.</p>
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		<title>A farra jovem nas eleições de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 16:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[recife 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[No não tão distante ano de 2002, meus domingos eram agitados pelas baladas do então candidato a Senador Sérgio Guerra (PSDB). Era meu ano de vestibular e, após algumas horinhas de estudo, eu me mandava com os amigos para o Comitê, que ninguém era (nem é) de ferro. Como todo bom político sério deste país, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No não tão distante ano de 2002, meus domingos eram agitados pelas baladas do então candidato a Senador Sérgio Guerra (PSDB). Era meu ano de vestibular e, após algumas horinhas de estudo, eu me mandava com os amigos para o Comitê, que ninguém era (nem é) de ferro. Como todo bom político sério deste país, Sérgio empunhava seus óculos de lentes amarelas e se punha ao lado do DJ que comandava a balada no primeiro jardim de Boa Viagem. Ao som de muito trance, house, dance, funk regados a uma boa cerveja, a juventude engajada na balada do Guerra discutia uma política danada com o som aquelas alturas. Até que ponto a juventude influenciou no resultado de Guerra nas urnas eu não sei. O fato é que o debate zerado daqueles domingos pareciam ser uma tradução da forma como o candidato-DJ encarava a juventude. </p>
<p>No entanto, sem dúvida, há um exemplo melhor que o de Sérgio Guerra. Não só o comitê, como todas as atividades ligadas ao então candidato pelo PMDB à Prefeitura da Cidade do Recife, Carlos Eduardo Cadoca (aquele, do sorriso), contavam com um batalhão de moças e rapazes, todos devidamente uniformizados com o abadá laranja que marcou a campanha de 2004. Comitês ao som de muito forró, casas com equipamentos de som no pátio de eventos de Gravatá durante a Semana Santa, bloco de Carnaval, tudo fez parte da estratégia do atual pré-candidato socialista-cristão, que, ao que tudo indica, manterá sua estratégia para .</p>
<p>Como 2ª vereadora mais votada nas eleições de 2004, a hoje presidente da FUNDARPE, Luciana Azevedo (PT), encontrou seu nicho em uma programação jovem um pouco mais cult. Ao invés da balada da direita, Luciana promovia farras homéricas às margens do Rio Capibaribe, em uma casa totalmente pintada de cor-de-rosa, cor que adorna seu antigo gabinete na Câmara dos Vereadores, atualmente ocupada pelo vereador Fernando Nascimento (PT). Bandas bacanas como Forró Rabecado e apresentações de grupos culturais faziam a programação do palco do comitê, hoje derrubado para a ampliação da avenida Beira-Rio. Uma pena é que, em momento algum, a coordenação da campanha se preocupou em fazer com que a multidão que se aglutinava na rua pouco movimentada prestasse atenção às apresentações, já que aquela cerveja bem gelada vendida nas bicicletas enfileiradas na calçada faziam muito mais sucesso. Confesso que cheguei a freqüentar a baladinha, que acontecia às quintas-feiras, e, em muitas oportunidades, senti um cheiro esquisito e familiar de coisa queimando que vinham das ervas-daninhas que crescem nas margens do rio. Devia ser estes micro-incêndios que acontecem em dia de festa no Recife&#8230;</p>
<p>A péssima notícia é que a farra continua e, este ano, começou mais cedo. Assim como o carnaval, as eleições já marcaram suas primeiras prévias festeiras faltando ainda um bom tempo para a abertura oficial do período de campanha. Melhor para os candidatos que levam a juventude a sério. Tem aí uma oportunidade de trabalhar com uma parcela crescente da população da cidade, através de propostas e programas de alto reflexo social. Difícil mesmo é encontrá-los e, mais difícil ainda, votar neles.</p>
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		<title>Democratas apresenta seu candidato da juventude</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Feb 2008 01:13:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que impede um jovem de 19 anos de se candidatar a um mandato público? Nada, desde que ele esteja pretendendo fazer isso nas próximas eleições. De acordo com a lei eleitoral brasileira, o único cargo eletivo público que permite ser ocupado por jovens menores de 21 anos é o de Vereador. Para ser eleito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que impede um jovem de 19 anos de se candidatar a um mandato público? Nada, desde que ele esteja pretendendo fazer isso nas próximas eleições. De acordo com a lei eleitoral brasileira, o único cargo eletivo público que permite ser ocupado por jovens menores de 21 anos é o de Vereador. Para ser eleito Prefeito, Vice-Prefeito ou Deputado, o cidadão precisa de, no mínimo, 21 anos de vida. Àqueles que pretendem ocupar o cargo de Governador ou Vice-Governador, 30 e, por fim, 35 anos para o Presidente ou Vice-Presidente da República.</p>
<p>Há um tempo, escrevi <a href="http://fernandodeholanda.com/juventude-politica-1/">aqui </a>um breve resumo sobre os pré-candidatos da juventude ao cargo de Vereador do Recife. De fato, este artigo já me rendeu alguns contatos, seja das pessoas citadas, seja de quem busca informações sobre o tema. Ao encerrá-lo, convidei novas propostas a se colocarem. De fato, passei um tempo se nenhuma resposta, quando, por fim, recebi o contato de um representante da categoria no Democratas, partido do pré-candidato a Prefeitura do Recife, Mendonça Filho. </p>
<p><a href="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/02/atcaaabyr56va-yxhje_d37pinsaiqpide6vrnohj2vktiahtbs5ghqnrhl2g9o6yzr3cnu4pguolcxay0g2n3j61wmwajtu9vbjyj5lchenos7eafp49qqjc2acxg.jpg" rel="lightbox[pics-1203728847]" title="atcaaabyr56va-yxhje_d37pinsaiqpide6vrnohj2vktiahtbs5ghqnrhl2g9o6yzr3cnu4pguolcxay0g2n3j61wmwajtu9vbjyj5lchenos7eafp49qqjc2acxg.jpg"><img src="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/02/atcaaabyr56va-yxhje_d37pinsaiqpide6vrnohj2vktiahtbs5ghqnrhl2g9o6yzr3cnu4pguolcxay0g2n3j61wmwajtu9vbjyj5lchenos7eafp49qqjc2acxg.thumbnail.jpg" width="160" height="119" alt="atcaaabyr56va-yxhje_d37pinsaiqpide6vrnohj2vktiahtbs5ghqnrhl2g9o6yzr3cnu4pguolcxay0g2n3j61wmwajtu9vbjyj5lchenos7eafp49qqjc2acxg.jpg" class="imageframe imgalignleft" /></a>O estudante Edmar Lyra, de 19 anos, é Secretário-Geral da Juventude Democratas e pré-candidato da legenda a Vereador do Recife. Filho e neto de políticos da cidade – o pai, Edmar Lyra Cavalcanti (PFL), foi Vereador do Recife e o avô, Edgar Lins Cavalcanti, Deputado Estadual até 1983 –,  Edmar Lyra se apresenta como alternativa de Juventude e Competência para mudar o Recife, a partir de temas como emprego e assistência social. </p>
<p>Dentre as propostas apresentadas, a Ação Integrada Pela Juventude é uma das principais bandeiras de sua candidatura. A idéia é criar oportunidades para os jovens que estão fora do mercado de trabalho, criando centros de capacitação profissional e estimulando a firmação de parcerias público-privadas, um tema bastante polêmico, abordado com objetividade pela proposta. </p>
<p>Procurei o website da candidatura para saber exatamente como isso pode acontecer. Infelizmente, parece que o tema tratado no artigo <a href="http://fernandodeholanda.com/website-candidato/">Website Candidato</a> ainda não contagiou o jovem candidato. No endereço <a href="http://edmarllyra2008.blogspot.com">edmarllyra2008.blogspot.com</a>, uma clippagem política anda recheando as páginas e as poucas opiniões manifestadas pelo pré-candidato ainda se encontram no rodapé dos artigos. Nem mesmo um perfil completo ou um rascunho de plataforma de propostas foi possível acessar.</p>
<p>Bom, fica a dica para o pré-candidato e meus parabéns por, ao menos, ter a coragem de se apresentar à população.</p>
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		<title>Juventude Política 1</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Dec 2007 01:23:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[recife 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom, já há um tempo que a idade média da Câmara Municipal do Recife é uma coisa que me intriga. Desde a última eleição, quando a casa se tornou o berçário político de herdeiros das figurinhas carimbadas nas urnas da cidade, algo vem me chamando a atenção neste movimento. No aquecimento para as eleições municipais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, já há um tempo que a idade média da Câmara Municipal do Recife é uma coisa que me intriga. Desde a última eleição, quando a casa se tornou o berçário político de herdeiros das figurinhas carimbadas nas urnas da cidade, algo vem me chamando a atenção neste movimento.</p>
<p>No aquecimento para as eleições municipais de 2008, já pude constatar que a tendência é que este &#8220;fenômeno&#8221; se mantenha. Não que ele esteja restrito às candidaturas de filhos, netos e sobrinhos políticos: o que pude observar é que, cada vez mais a juventude se dedica a esta &#8220;roubada&#8221; (como &#8220;a galera&#8221; costuma dizer) que é a política.</p>
<p>Andei fuçando a <strong>i</strong>nternet sobre o assunto e garimpei algumas pré-candidaturas com este perfil:</p>
<p><strong>Fernanda Dubeux (PMN)</strong></p>
<p>A primeira vez que vi o nome seguido de &#8220;2008&#8243; foi em um adesivo de carro, no estacionamento da UFPE. Hoje à noite, navegando na <strong>i</strong>nternet (com letra minúscula, segundo fontes seguras), dei de cara com a surpresa: Fernanda Dubeux, 22 anos, estudante de direito, com quem tive a oportunidade de trabalhar no Grêmio Estudantil Herbert de Souza é pré-candidata a vereadora da Cidade do Recife. Confesso que fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, feliz. Entre seus apoiadores, meu colega Athur Falcão me pareceu ser um dos maiores entusiastas da empreitada. O slogan está bonito de se ver: &#8220;A VIDA É REPLETA DE DESAFIOS, MAS O NOSSO SÓ ESTÁ COMEÇANDO!!&#8221;. Com menos exclamações pode ficar ainda melhor.</p>
<p><strong>Marília Arraes (PSB)</strong></p>
<p><a href="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2007/12/mariliaarraes.jpg" rel="lightbox[pics-1198715897]" title="mariliaarraes.jpg"><img src="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2007/12/mariliaarraes.thumbnail.jpg" width="160" height="120" alt="mariliaarraes.jpg" class="imageframe imgalignleft" /></a>O sobrenome Arraes de Alencar pesa um bocado na candidatura desta militante feminista formada em Direito pela UFPE. Neta do Ex-Governador de Pernambuco, Miguel Arraes, sobrinha da Deputada Federal Ana Arraes e prima do atual Governador do Estado, Eduardo Campos, Marília, 23 anos, parece ter sido contagiada pelo &#8220;vício&#8221; famíliar. Já em 2005, o então Deputado Federal Miguel Arraes teve que responder algumas vezes à imprensa que era ainda muito cedo para que os rumores de sua candidatura à Assembléia Legislativa se tornassem realidade. Como membro da Secretaria Especial de Juventude e Emprego, já vem consolidando seu nome à uma vaga na Câmara, onde pretende, segundo suas próprias palvras, &#8220;representar as idéias que o meu grupo representa&#8221;. Um nome (e sobrenome) de peso, vale a pena conferir.</p>
<p><strong>Diogo Catão (?)</strong></p>
<p><a href="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2007/12/diogocatao.jpg" rel="lightbox[pics-1198715897]" title="diogocatao.jpg"><img src="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2007/12/diogocatao.jpg" width="128" height="157" alt="diogocatao.jpg" class="imageframe imgalignleft" /></a>Apesar de não conhecer a figura, já ouvi este nome em alguns bate-papos que tive recentemente. Já o sobrenome não me deixa não lembrar de um importante grupo de comerciantes da Região Nordeste. Navegando, tudo o que encontrei sobre este pré-candidato foi a descrição de sua comunidade no site de relacionamento <a href="http://orkut.com">Orkut</a>, que diz, entre oustras coisas, estas duas frases gigantescas: &#8220;Diogo Catão em 2008 &#8211; Por um Recife acessível a todos.Tanto a nível social como financeiro, investir na acessibilidade é considerado importante, pois além do fato da justiça social e uma adequação às nossas leis, que muitas vezes não cumpridas, como nesse caso, estamos ampliando o acesso de pessoas deficientes a todos os recifenses que por sua vez seria um atrativo turístico e com certeza teríamos um retorno de investimento satisfatório, visto que a pesquisa do IBGE comprovou que cerca de 1/7 da população brasileira tem algum tipo de deficiência. No que se refere a acessibilidade digital, devemos trabalhar forte no sentido de agregar estes projetos ao setor de comunicação e tecnologia das empresas governamentais, para que o material produzido esteja com selo digital de acessibilidade com leitores de ecrã para deficientes visuais, teclados virtuais para portadores de deficiência motora ou com dificuldades de coordenação motora, e sintetizadores de voz para pessoas com problemas de fala.&#8221; Me parece uma proposta segmentada. Tomara que no Guia Eleitoral o texto tenha frases um pouco mais curtas. </p>
<p><strong>Carlinhos é candidato?</strong></p>
<p>Tentei buscar ainda alguma referência sobre uma possível candidatura de Carlos Costa, segundo filho do Deputado Federal Sílvio Costa (PMN) e irmão do Sercretário de Turismo do Estado de Pernambuco Sílvio Costa Filho (PMN), mas não encontrei nada. Se alguém puder me ajudar, fico agradecido.</p>
<p><strong>E minhas propostas?</strong></p>
<p>Àqueles que se interessarem em divulgar suas idéias e ideais políticos para 2008 no fernandodeholanda.com, fiquem à vontade. É só entrar em <a href="http://fernandodeholanda.com/contato">contato </a> e encaminhar sua ficha. Ah, de preferência, com alguma &#8211; nem que seja uma única &#8211; proposta.</p>
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