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	<title>fernando de holanda &#187; Marketing Político</title>
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	<description>comunicação + política</description>
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		<title>O verdadeiro marketing político</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 17:21:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>

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		<description><![CDATA[Pare e pense. Qual é a primeira coisa que lhe vem a cabeça quando escuta o termo Marketing Político? Inevitável não pensar naquele sujeito experiente, quase um bruxo, que, por trás das campanhas eleitorais, utiliza técnicas avançadíssimas para fazer com que mais e mais pessoas votem no seu candidato. E a eleição do atual presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pare e pense. Qual é a primeira coisa que lhe vem a cabeça quando escuta o termo Marketing Político? Inevitável não pensar naquele sujeito experiente, quase um bruxo, que, por trás das campanhas eleitorais, utiliza técnicas avançadíssimas para fazer com que mais e mais pessoas votem no seu candidato. E a eleição do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, então? Aquilo sim foi um verdadeiro show de marketing político! O marqueteiro dele deve ter ganho uns milhões e, quem sabe, viabilizado aquele bom e velho Caixa Dois, não é verdade?</p>
<p>Primeiramente, não. </p>
<p>A tradicional abordagem deturpada do marketing político parece estar bem arraigada no Brasil e no mundo. Parte logo do princípio que diz que esta é uma disciplina do processo eleitoral. Depois, atribui a ela um aspecto nebuloso, de bastidores, bruxarias e coisas das quais nem todas as pessoas devem entender. Pesquisas, análises, peças publicitárias, discursos, esses parecem ser os grandes componentes deste tal marketing político do qual todos nós ouvimos falar e até aprendemos a repudiar. Por que, enquanto ferramenta de convencimento de sujeitos muitas vezes não lá muito confiáveis, ele tornou-se um verdadeiro cúmplice dos atos de ludibriar que são tantas campanhas eleitorais. </p>
<p>Digo ser esta uma abordagem deturpada por que o próprio conceito do marketing perpassa e muito o objetivo da conversão, seja ela o voto ou a venda. Uma vez encarado como uma abordagem sistêmica de uma organização ou entidade, o marketing é a filosofia que irá orientá-la a pôr o foco no seu cliente direto ou indireto e fazer com que suas mais diversas necessidades sejam atendidas pela sua oferta. Sendo assim, apesar de ser decisivo no processo eleitoral, um bom marketing político é aquele que, na verdade, ajuda o sujeito político a se relacionar não com o eleitor, mas com o cidadão. Isso por que, uma vez presentes no decorrer de um mandato eletivo, seus princípios farão não só com que um candidato seja bem quisto e bem votado, mas também com que sua atuação, seja ela executiva ou legislativa, seja produtiva e respaldada na sociedade. E, atenção: não estamos, então, falando de um trabalho de relações públicas, que mostre ao povo a atuação do seu parlamentar ou gestor público. Estamos falando de algo que o ajudará a definir e conduzir sua estratégia de atuação a partir de um diagnóstico situacional pautado nas impressões dos cidadãos. </p>
<p>Portanto, meus amigos, esqueçamos o tal marqueiteiro político. Podemos até atribuir-lhe um vocativo técnico, desde que não seja pejorativo (daí o correto marquetólogo). Mas o bom mesmo é que tenhamos mandatos orientados pelo marketing, que trabalhem a partir de seus princípios para fazer daquela uma atividade que traga benefícios ao cidadão, que, em um determinado período e de dois em dois anos, é também um eleitor.  </p>
<p>Aí sim, poderemos xingar o tal marketing político, por seus erros e abordagens que distoem das nossas, afinal, vivemos uma democracia. Mas só quando soubermos que o verdadeiro marketing político não é aquele que elege, é aquele que nos ajuda a ter sujeitos políticos mais conscientes e eficientes.</p>
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		<title>Novas batalhas eleitorais</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 12:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[O que o público não vê nas campanhas políticas. É assim que o consultor político Chico Santa Rita apresenta sua segunda obra, uma sequência de cases das campanhas que comandou ou chegou a participar. Responsável por grandes campanhas político-eleitorais do Brasil, da surpreendente virada do NÃO no Referendo do Desarmamento, em 2005, até conturbada eleição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www.amagnifica.com/loja2/fotos/e54e4e4a53d00294924ab237e90d56a8.jpg" class="aligncenter" width="350" height="349" /></p>
<p>O que o público não vê nas campanhas políticas. É assim que o consultor político Chico Santa Rita apresenta sua segunda obra, uma sequência de cases das campanhas que comandou ou chegou a participar. </p>
<p>Responsável por grandes campanhas político-eleitorais do Brasil, da surpreendente virada do NÃO no Referendo do Desarmamento, em 2005, até conturbada eleição da Governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crussius &#8211; que aliás, dá o que falar até hoje -, Santa rita faz de <strong>Novas batalhas eleitorais</strong> um livro leve e divertido, ideal para aqueles que curtem um bom bastidor de campanha política. </p>
<p>Em um rápido passeio pelas campanhas que vão de 98 a 2005, o autor aponta diversos erros e acertos de comunicação em importantes episódios da vida política do país, tais como as duas eleições de Lula como Presidente da República.</p>
<p>Apesar de ostentar uma clara rejeição à conduta Partido dos Trabalhadores, Chico Santa Rita mostra que a ética e o profissionalismo na atividade do marketing político se sobrepõem a qualquer preferência política, sendo a credibilidade uma premissa básica para o sustento da relação entre o político e os responsáveis pela condução de suas campanhas.</p>
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		<title>As aves que aqui twittam não twittam como lá?</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 12:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
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		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[do marketingpolitico.com Há alguns meses rendi-me ao Twitter e passei a entender a dimensão do &#8220;What are you doing? (o que você está fazendo?), pergunta que representa o espírito dessa rede social. E confesso que gostei. Para os não iniciados, aqui vai uma pequena explicação: a palavra &#8220;twitter&#8221; pode ser traduzida como &#8220;gorjeio&#8221;, ou seja, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do <a href="http://gilcastillo.wordpress.com/2009/05/26/as-aves-que-aqui-tuitam-nao-tuitam-como-la/">marketingpolitico.com</a></em></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-303" style="margin:5px 8px;" title="tour_1" src="http://gilcastillo.files.wordpress.com/2009/05/tour_1.gif?w=150&#038;h=83" alt="tour_1" width="150" height="83" />Há alguns meses rendi-me ao Twitter e passei a entender a dimensão do &#8220;What are you doing? (o que você está fazendo?), pergunta que representa o espírito dessa rede social. E confesso que gostei.<br />
Para os não iniciados, aqui vai uma pequena explicação: a palavra &#8220;twitter&#8221; pode ser traduzida como &#8220;gorjeio&#8221;, ou seja, &#8220;canto melodioso formado por notas rápidas, emitido por algumas aves&#8221;, segundo Houaiss. No mundo digital o Twitter tem sido chamado de &#8220;micro-blog&#8221;, onde pessoas publicam seus gorjeios em mensagens de até 140 caracteres, sobre o que estão fazendo naquele momento. Você segue e é seguido, recebendo apenas as mensagens de quem quer. Se não quer saber o que determinada pessoa tomou no café da manhã, basta não segui-la. Mas, se quer acompanhar o que tem feito seu astro de rock, seu amigo distante ou o que um jornal publica em tempo real, você se conecta. Afinal, somos todos um pouco <em>voyeurs</em>.</p>
<p>O que foi lançado com esse simples propósito, tem evoluído para uma poderosa ferramenta de comunicação, com diversos desdobramentos e aplicações. E isso é um ambiente perfeito para a comunicação política, como já mostram alguns casos.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo assim, resolvi colocar a mão na massa: faz um mês comecei a procurar pelos políticos &#8220;tuiteiros&#8221; do Brasil. Nas horas vagas, entre uma mensagem de 140 caracteres e outra, dava uma espiadinha pelo Twitter para tentar descobrir e entender como essa ferramenta tem sido utilizada por aqui, já que o mundo todo vive ainda a onda da Obamania&#8230; e com razão, como vamos ver mais à frente. Não foi uma pesquisa com metodologia científica, mas descobri coisas muito interessantes. Também não foi possível listar a todos os políticos tuiteiros, pois a cada dia são novas as adesões.<br />
Bem, antes de dar nomes aos bois, vou tentar quantificar esse universo: segundo últimos <a href="http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/05/06/ibope-projeta-existencia-de-62-3-milhoes-de-internautas-no-brasil-755719647.asp" target="_blank">dados divulgados pelo I<em>bope Nielsen Online</em>, sobre o mês de abril</a>, o número de brasileiros com computadores conectados à internet, em casa, chegou a 38,2 milhões. Mas a projeção é de que haja 62,3 milhões de usuários, se considerarmos o número de pessoas com linhas fixas e móveis, que podem acessar a rede em qualquer ambiente (escola, trabalho, lanhouses, etc).<br />
Dentro desse contexto, o Twitter não chega a ter uma grande base de usuários no Brasil, porém seu crescimento acelerado nos últimos meses tem rendido a atenção da mídia. Ainda segundo a pesquisa Ibope Nielsen, no mesmo mês de abril, foram feitos 326 mil logins brasileiros no serviço de &#8220;micro-blog&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><strong>Espaços paralelos ou elos de uma corrente?</strong></span><br />
O Twitter tem carcaterísticas próprias representadas pela dinâmica e a objetividade de informar. Avaliá-lo como um meio isolado, que compete com outras redes sociais, principalmente na comunicação política, é um modo simplista de ver as coisas. Na comunicação digital, os vários canais devem estar interligados, agindo como ferramentas complementares para se atingir a um determinado objetivo. Uma outra característica que me fez compreender melhor o sucesso do Twitter é a sensação de proximidade que se tem da pessoa a quem se segue, pois participa-se o tempo todo de suas ações. E, assim como no mundo real, o sucesso de quem se lança no Twitter depende de seu carisma, de sua causa, da qualidade e da forma com que publica suas informações. Não basta apenas &#8220;estar&#8221; no Twitter, é preciso &#8220;agir&#8221; com a linguagem apropriada ao seu público, como em qualquer outra mídia: você é o que você tuíta, ou que o tuítam em seu nome. O Twitter também serve como um chamamento para os outros elos da corrente: sites, blogs, outras redes sociais e para a ação no mundo real, que é onde as coisas de fato acontecem e interessam.<br />
No Brasil, quem utiliza muito bem essas ferramentas é ele: a unanimidade da tuitosfera nacional, o &#8220;cara&#8221; mais famoso da tuitolândia, Marcelo Tas (<a href="http://www.twitter.com/marcelotas" target="_blank">@marcelotas</a>). Com mais de 72 mil* seguidores, sua mensagem é gorjeada com qualidade, uniformidade, em quantidade e frequência que garantem o seu sucesso. A integração entre o que produz na TV, no blog, nas suas palestras, na imprensa e em outros meios é repercutido pelo Twitter com a informalidade que o aproxima de seu público. A mensagem é para todos, mas cada um a percebe como um bilhetinho pessoal, mesmo que saibam que não é. É muito agradável.</p>
<p>Na comunicação política, o &#8220;cara&#8221; é, e será por muito tempo, Barack Obama, que consolidou a era digital do Marketing Político, ensaiada há pouco mais de uma década por Jesse Ventura em sua experiência bem sucedida com <em>fundrasing </em>pela internet, nas eleições de 98.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#800000;">Tuiteiros made in USA</span></strong><br />
A campanha de Obama possui tanta informação para estudo, que não caberia neste texto, mas para ilustrar a integração das mídias e o caráter colaborativo instituído também no seu mandato, aqui vai pequeno, mas expressivo exemplo: em seu Twitter (<a href="http://twitter.com/BarackObama" target="_blank">@BarackObama</a>), que é seguido por mais de 1,2 milhões* de pessoas, encontramos mensagens como essa: &#8220;<em>President Obama needs you to tell Congress why health care reform can&#8217;t wait: http://bit.ly/5Ahqi #obamahealthcare</em>&#8220;, &#8220;<span style="color:#800000;"><em>Presidente Obama precisa que você diga ao Congresso porque a reforma do sistema de saúde não pode esperar</em></span>&#8221; e oferece um link (<a href="http://my.barackobama.com/page/content/healthcarestory" target="_blank">http://bit.ly/5Ahqi</a>), seguido de uma tag (#obamahealthcare). O link leva a uma página sobre o sistema de saúde, dentro da rede pessoal de Obama, criada durante sua campanha e chamada &#8220;<a href="http://my.barackobama.com" target="_blank">MyBarackObama.com</a>&#8220;. Esse espaço, agora durante o governo, tem sido utilizado para discutir propostas e &#8220;organizar&#8221; as políticas públicas (&#8221;<em>Organizing for America</em>&#8220;). No link sobre saúde, há um formulário para que a pessoa &#8220;compartilhe&#8221; a sua história e fale sobre a importância de uma reforma nessa área, como forma de pressionar o Congresso a não adiar esse debate. Já a tag #obamahealthcare permite que, dentro do Twitter, seja possível procurar por todas as mensagens publicadas sobre o assunto. Perfect!</p>
<p>A mágica não está na ferramenta em si. Está na maneira como a comunicação é colocada e integrada nos diversos meios. E, acima de tudo, em como permite a participação do cidadão. A linguagem é simples, clara e com um apelo emocional que passa longe da pieguice, porque é transparente e vai de encontro com os anseios do povo.<br />
Outro exemplo de super-star político tuiteiro é o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger (<a href="http://twitter.com/Schwarzenegger" target="_blank">@schwarzenegger</a>), seguido por mais de 190 mil* pessoas. O tom pessoal das mensagens e respostas diretas e francas compõem a imagem de herói das finanças públicas. Em resposta a um seguidor ele escreve: &#8220;<em>Thanks, @drkilzum. I paid for my trip to Washington. The state doesn&#8217;t pay for any of my travel, food, lodging or salary.</em>&#8220;, &#8220;<span style="color:#800000;"><em>Obrigado, @drkilzum. Eu paguei pela minha viagem a Washington. O Estado não paga por nenhuma das minhas viagens, alimentação, hospedagem ou salário</em></span>&#8220;. Beautful, não?</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><strong>E por aqui, quais são as nossas <em>avis raras</em>?</strong></span><br />
A mídia falou bastante sobre o pedido do Presidente Lula para a criação de um blog e de um Twitter para sua gestão, que devem estar no forno. Mas enquanto não vem o verdadeiro, a rede está repleta de contas não oficiais de Lula e de presidenciáveis: entre perfis de sátira, de apoiadores e oportunistas, há 9 Lulas, 16 Dilmas, 2 Aécios e 10 Serras falsos.</p>
<p>Serra (<a href="http://twitter.com/joseserra_" target="_blank">@joseserra_</a>) é o único desses que já aderiu ao Twitter. Com boa aceitação, seu perfil foi criado recentemente, conquistando 600 seguidores no primeiro dia. Chegou aos 2.300* com mensagens visando passar uma imagem de simplicidade e simpatia, beirando até a ingenuidade: &#8220;Madrugada de trabalho ao som dos Beatles&#8221; e &#8220;Visitei ontem o centro de reabilitação física do Estado, na Lapa. Muito bom.&#8221; Mas a relação paz e amor sofreu alguns golpes com a história do livro &#8220;Dez na área, 1 na banheira e ninguém no gol&#8221;, livro de quadrinhos para adultos que foi indicado (e adquirido) para alunos da 3ª série do ensino fundamental da rede estadual. O fato rendeu-lhe uma enxurrada de tuitadas e retuitadas indignadas e até ganhou uma tag de protesto: #deznaarea. Serra conseguiu desagradar retumbantemente a gregos, troianos e baianos e preferiu não retuitar nada sobre o assunto.<br />
Isso mostra claramente que não basta estar no Twitter, ou no Orkut, ou ter um blog. Se você ocupa um cargo público, tem um telhado de vidro imenso, precisa de uma estratégia de comunicação integrada e bem coordenada, capaz de enfrentar as crises. Caso contrário, cuidado com  esse tipo de exposição. Ataques e cobranças sempre existirão, mas é preciso estar bem preparado para administrá-las, com resultados positivos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em linhas gerais, nossos políticos tuiteiros estão experimentando, alguns com mais ou menos domínio do meio. A grande maioria ainda não acertou o seu tom e outros já estão criando seus estilos. Aqui vão alguns exemplos.<br />
<strong>Pioneiros:</strong></p>
<p>Soninha Francine (<a href="http://twitter.com/soninhafrancine" target="_blank">@soninhafrancine</a>), ex-vereadora e candidata pelo PPS à Prefeitura de São Paulo nas eleições 2008, que agora trabalha como Subprefeita da Lapa, na Capital Paulista, está tuitando desde agosto do ano passado. Há um mês, tinha quase 5 mil seguidores, que saltaram agora para mais de 8 mil*. Tuíta com boa frequência, com linguagem descontraída, franca, que é a sua imagem: entre mensagens pessoais, há críticas a problemas da cidade, comentários que são prestações de contas à população e estão sempre afinados com seu blog, onde explora alguns dos temas de maneira mais profunda.<br />
César Maia (<a href="http://twitter.com/ExBlogCesarMaia" target="_blank">@ExBlogCesarMaia</a>), 900* seguidores: o ex-prefeito do Rio de Janeiro tem feito bom uso das mídias digitais: trabalha uma newsletter diária, distribuída por e-mail para os cadastrados em seu &#8220;ex-blog&#8221;, com artigos, opiniões, denúncias e links, mantém uma página na internet também atualizada e seu Twitter possui postagens diárias. Na cartilha.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Senadores:</strong><br />
José Sarney (<a href="http://twitter.com/josesarney" target="_blank">@josesarney</a>), com 1.150* seguidores e Cristóvam Buarque (<a href="http://twitter.com/cris_buarque" target="_blank">@cris_buarque</a>), com 600*, são os senadores mais seguidos.</p>
<p>No Twitter de Sarney, que se não for falso deve ser escrito por algum assessor, as mensagens são genéricas, em forma de pensamentos e conselhos. Já o de Cristóvam Buarque possui mensagens em conformidade com a sua causa, que é a Educação, publicadas assumidamente por um assessor, em seu nome.<br />
Em ambos os casos, as mensagens nem sempre são adequadas ao meio: longas e ou não dialogam com quem os segue. Carecem de maior interação.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Deputados Federais:</strong><br />
Certamente o número de deputados tuiteiros é maior, porém, para ilustrar, vou citar apenas alguns exemplos: Magela-PT (<a href="http://twitter.com/magelapt" target="_blank">@magelapt)</a>, 600* seguidores; Caiado-DEM (<a href="http://twitter.com/deputadocaiado" target="_blank">@deputadocaiado</a>), com 380*; Paulo Pimenta-PT (<a href="http://twitter.com/deputadofederal" target="_blank">@deputadofederal)</a>, 280*, Antonio Roberto-PV (<a href="http://twitter.com/antonioroberto" target="_blank">@antonioroberto</a>), 160*; Pompeo de Matos-PDT (<a href="http://twitter.com/pompeodemattos" target="_blank">@pompeodemattos</a>), 100*, Samuel Moreira-PSDB (<a href="http://twitter.com/samuelmoreira" target="_blank">@samuelmoreira</a>), 70*. Todos fazendo suas experiências para usar bem o meio, intercalando mensagens pessoais com relatos de suas ações. Mas, às vezes derrapam um pouco no formato e no conteúdo.</p>
<p>Ao iniciar minha pesquisa, pedi a alguns dos parlamentares que me respondessem, em 140 toques, sobre como viam o uso do Twitter.  Quem me respondeu foi Samuel Moreira: &#8220;<span style="color:#800000;"><em>@gil_castillo experiencia boa, sem pretenção eleitoral, porém mais perto do eleitor. Melhora a relação eleito-eleitor.</em></span>&#8220;<br />
Vale destacar também, o caso de Gabeira (<a href="http://twitter.com/fernandogabeira" target="_blank">@fernandogabeira)</a>, que possui 470* seguidores (e aumentando), mas nunca publicou nenhuma mensagem. Se sua conta não for falsa, está desperdiçando uma boa oportunidade de se comunicar.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#800000;">Manisfesto Antropofágico Digital</span></strong><br />
&#8220;<span style="color:#800000;"><em>Só a antropofagia nos une.</em></span>&#8221; Diria Oswald de Andadre, afinadíssimo com seu tempo, se vivesse agora. A frase de abertura do Manifesto Antropofágico, escrita nos anos 20, do século passado, previa essa capacidade de absorver e reinventar, com as nossas tintas, tudo aquilo que recebemos de fora, tornando-nos parte de um todo. E com as mídias digitais não tem sido e nem será diferente, como vimos com o Orkut, uma rede social inexpressiva em outros países, que virou a cara do Brasil e onde estão presentes diversas classes sociais.<br />
Parte da falta de familiaridade com o Twitter e com os outros meios digitais na comunicação política deve-se às restrições sobre o uso da internet nas últimas eleições e ao total desconhecimento de causa sobre novas tecnologias, por parte de quem faz as nossas leis eleitorais. Porém, não há dúvidas de que essas barreiras estão no limite de uma ruptura. E o que é mais interessante, vinda de baixo para cima. É uma demanda do cidadão e há urgência em atendê-la.<br />
Muito mais do que o uso de um novo formato, de uma nova mídia, a grande revolução da campanha de Barack Obama foi marcada pela compreensão dessa demanda e pelo poder de informação transferido ao coletivo. Em um excelente artigo, intitulado &#8220;<a href="http://www.abc.net.au/news/stories/2009/02/12/2489302.htm" target="_blank"><em>The Secrets of Obama&#8217;s Success</em></a>&#8220;, Ben Self, estrategista da campanha digital de Obama, faz um resumo dos números, das ações e dos resultados obtidos com a comunicação online. O que mais chama a atenção é o seu caráter sinérgico, coeso: o voluntário, o militante, sentindo-se parte de um todo, por um objetivo comum. Não apenas como objeto, mas como sujeito, alimentado com uma carga pesada de informações exclusivas, estimulado, compelido a ampliar as mensagens, até mesmo para fora das fronteiras dos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><strong>&#8220;Admirável mundo velho&#8221;</strong></span><br />
Ben Self deixa claro que, por mais que as ferramentas tenham ajudado, tudo só foi possível graças ao carisma de Obama. E acrescento: graças também aos anseios do eleitorado, que sonhava com mudanças.<br />
Da frase de um grafite eleitoral perdido nas ruínas de Pompéia, no ano 70 d.C., até a Obamania, a comunicação polítíca nos mostra que o ser humano é movido por necessidades e desejos básicos em relação à vida social. Voto é sentimento, é a expressão desses anseios.<br />
As novas mídias vêm nos conferir maior transparência nas relações entre governos e governados, entre representantes e representados, à medida em que dá voz ao povo. Ao político cabe aprender a administrar essa relação com respeito.<br />
Seja nos Estados Unidos, com sua imensa comunidade online, seja no Brasil, onde ainda há questões sociais básicas e urgentes a serem resolvidas, a essência da comunicação política continua a mesma. E sem um planejamento de comunicação que contemple a realidade do eleitorado, que saiba integrar tanto as ações no mundo virtual, quanto no mundo real, ou sem a aplicação das boas e velhas estratégias de Propaganda Política, os palanques virtuais serão recintos vazios, com monólogos perdidos, sejam em 140 caracteres, ou em páginas inteiras.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><em>Meus parabéns aqui aos políticos brasileiros, citados ou não, que estão ousando se aventurar nesse novo espaço. E também ao povo, que tem fiscalizado, denunciado, vaiado e aplaudido.</em></span></p>
<p>• Sobre os partidos políticos tuiteiros, um novo texto está no rascunho.<br />
___________________________<br />
<em>* Números de seguidores aproximados, na data da publicação do texto.</em></p>
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		<title>HP Obama</title>
		<link>http://fernandodeholanda.com/hp-obama/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 17:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[do Brainstorm#9 Quem pensa que a Obama-mania já passou, se engana. Ainda veremos muito ser falado, discutido, lançado e &#8220;marketeado&#8221; em torno do presidente dos Estados Unidos. A HP também pegou sua carona, e em parceria com o escritor Rick Smolan lançou o livro &#8220;The Obama Time Capsule&#8221;. A publicação vai contar a trajetória de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>do <a href="http://www.brainstorm9.com.br"><em>Brainstorm#9</em></a></p>
<p><img  border="0" src="http://www.brainstorm9.com.br/wp-content/uploads/2009/05/obamabook.jpg" style="margin: 0px 8px 0px 0px; float: left" border="0" />Quem pensa que a Obama-mania já passou, se engana. Ainda veremos muito ser falado, discutido, lançado e &#8220;marketeado&#8221; em torno do presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>A <strong>HP</strong> também pegou sua carona, e em parceria com o escritor Rick Smolan lançou o livro <strong><a href="http://www.theobamatimecapsule.com/">&#8220;The Obama Time Capsule&#8221;</a></strong>. A publicação vai contar a trajetória de Obama, incluindo seus primeiros 100 dias de mandato.</p>
<p>Acontece que, como não podia ser diferente por envolver uma empresa de tecnologia, não é um livro qualquer. A HP oferece diversas possibilidades de customização, como inserir o seu nome na capa, na contra-capa e no convite da posse, além de uma dedicatória personalizada e sua foto na página de colaboradores.</p>
<p>&#8220;The Obama Time Capsule&#8221; é uma exclusividade da <strong>Amazon</strong>, que dá 3 semanas de prazo de entrega. Para os chatos, também existe a opção de comprar sem personalização.</p>
<p><object width="480" height="295"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H5G7ew6JYcw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/H5G7ew6JYcw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"></embed></object></p>
<p>| Via <a href="http://paularizzo.com/2009/05/26/hp-lanca-livro-personalizado-sobre-obama/">Paula Rizzo</a></p>
<p>do <a href="http://updateordie.com/updates/livros-e-revistas/2009/05/hp-lanca-livro-personalizado-sobre-obama/"><em>Update or Die</em></a></p>
<div class="entry-content">
				<!-- zz
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4189" src="http://paularizzo.com/wp-content/uploads/2009/05/obama_timecapsule.jpg" alt="obama_timecapsule" width="230" height="165" /></p>
<p>A Hewlett-Packard e Rick Smolan, autor de best-sellers como  “Day in the Life”  e “America 24/7”, estão lançando um livro sobre Barack Obama que trata da sua trajetória até chegar à presidência dos Estados Unidos e os primeiros 100 dias de mandato. O livro  &#8220;Obama Time Capsule&#8221; tem como principal característica a possibilidade de personalização.</p>
<p>Ao adquirir o livro na Amazon.com, você pode usar um serviço especial Hewlett-Packard (HP Indigo), inserir dados e enviar fotos suas e da sua família para ter um exemplar absolutamente personalizado com dedicatória, nome na capa como co-autor, uma foto na quarta capa, uma mensagem personalizada de SMS do presidente Obama, entre outros.</p>
<p>O livro é vendido por $34.95 apenas na Amazon.com. Mais detalhes <a href="http://www.theobamatimecapsule.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Our New Online Democracy</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 12:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Julie Barko Germany on Our New Online Democracy from Brian Lehrer Live on Vimeo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="400" height="300"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3988872&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3988872&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="300"></embed></object><br /><a href="http://vimeo.com/3988872">Julie Barko Germany on Our New Online Democracy</a> from <a href="http://vimeo.com/brianlehrer">Brian Lehrer Live</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Um bom jingle é meio caminho andado</title>
		<link>http://fernandodeholanda.com/um-bom-jingle-e-meio-caminho-andado/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 12:30:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Jingle]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KWWgvaiRB_s&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/KWWgvaiRB_s&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>O Marketing Eleitoral não nega a Política</title>
		<link>http://fernandodeholanda.com/o-marketing-eleitoral-nao-nega-a-politica/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 12:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>

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		<description><![CDATA[do Terra Magazine Diego Salmen Em epóca de eleições pipocam críticas à comercialização de ideologias e à transformação de candidatos em produtos, prontos para atender as necessidades da clientela. Ou melhor, eleitorado. Culpa, dizem, do marketing eleitoral. Terra Magazine tenta entender esse fênomeno que transforma a corrida eleitoral num amontoado de slogans, “encenações” e frases [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>do <a href="http://terramagazine.terra.com.br/">Terra Magazine</a></em></p>
<p>Diego Salmen</p>
<p>Em epóca de eleições pipocam críticas à comercialização de ideologias e à transformação de candidatos em produtos, prontos para atender as necessidades da clientela. Ou melhor, eleitorado. Culpa, dizem, do marketing eleitoral.</p>
<p>Terra Magazine tenta entender esse fênomeno que transforma a corrida eleitoral num amontoado de slogans, “encenações” e frases de efeito. Para isso, conversa com o professor Jorge Almeida, do departamento de Ciência Política da UFBA (Universidade Federal da Bahia).</p>
<p>- (O marketing eleitoral) são técnicas que podem ser usadas com objetivos diferentes. Quer dizer, se o candidato quiser desideologizar uma campanha, ele faz. Se ele quiser dar mais conteúdo (ideológico), ele dá também &#8211; analisa Almeida.</p>
<p>Autor dos livros Marketing político: hegemonia e contra-hegemonia e Como vota o brasileiro, o professor discorre sobre as contradições e tensões envolvendo o uso de técnicas de marketing eleitoral, e rejeita a noção de que o instituto seja culpado pela despolitização observada nas campanhas eleitorais:</p>
<p>- O problema do candidato fazer demagogia, mentir ou manipular não é do marketing, é do candidato e do partido.</p>
<p>Confira a entrevista com o professor Jorge Almeida:</p>
<p>Terra Magazine -. Em que medida o marketing político ajuda a estabelecer um candidato bem-sucedido? E qual o impacto no esvaziamento do discurso ideológico dos candidatos?<br />
Jorge Almeida &#8211; O marketing político é um conjunto de técnicas que podem ser utilizadas no processo eleitoral. Eu diria que é um conjunto de técnicas que nenhum partido ou candidato que pretenda ganhar a eleição em grandes centros pode prescindir de usar. Em resumo, quais são essas técnicas: pesquisas, para identificar o cenário político existente, e não apenas as chamadas pesquisas de opinião. Um segundo elemento importante é o planejamento estratégico de um processo de campanha, em médio e longo prazo para poder definir o conjunto de tarefas que devem ser desenvolvidas, não só do ponto de vista da propaganda. O marketing não é só propaganda; a parte comunicacional é apenas um de seus elementos. O planejamento supõe organização de campanha, busca de recursos, alianças, definição do programa de alianças do candidato e às vezes até mesmo a própria definição de (quem será) o candidato. Depois você tem as ações de campanha propriamente ditas, de ordem política, incluindo aí a comunicação. Grande parte das pessoas acha que o marketing é só que é feito na televisão, sendo que aquilo é a síntese do discurso do candidato.</p>
<p>Essas técnicas acabam perpassando toda a campanha.<br />
Exatamente. Nesse sentido, são técnicas que podem ser usadas com objetivos diferentes. Quer dizer, se o candidato quiser desideologizar uma campanha, ele faz. Se ele quiser dar mais conteúdo (ideológico), ele dá também. O problema do candidato fazer demagogia, mentir ou manipular não é do marketing, é do candidato e do partido.</p>
<p>Então não existe uma contradição entre a utilização do marketing político na campanha e a transmissão de um discurso mais ideologizado, vamos dizer assim?<br />
Não vejo nenhuma contradição. Aliás, a minha tese de doutorado é exatamente sobre isso. Ela mostra que o marketing político pode ser usado tanto no sentido de reproduzir idéias, conceitos e concepções práticas conservadores a respeito da sociedade como também trazer novas idéias, contestar o senso comum, trazer novas propostas e construir projetos transformadores.</p>
<p>Não há uma redução da mensagem política-ideológica quando ela é transmitida por meio dessas ferramentas?<br />
Quem reduz isso não é o marketing, é o candidato. No segundo turno, os candidatos têm dez minutos (de tempo na televisão). Dá tempo de fazer um discurso ideológico, fazer o que quiser. Mas é evidente que o candidato que, no primeiro turno, tem um minuto de televisão terá mais dificuldade para fazer isso. Ele vai ter outros instrumentos também de campanha, mas na televisão… Não existe nada que possa dizer que é o marketing que obriga alguém a fazer um discurso sem conteúdo ideológico. O que obriga é o candidato e seu partido, sua coligação. Aqui em Salvador tem um candidato do PSOL que só teve 4% dos votos. Dizem que ele não fez marketing, mas na minha opinião fez. Não fez muito elaborado por falta de dinheiro, mas fez. Mas o jingle era fortemente ideológico, e foi o mais cantado na campanha todo, todo mundo cantou o jingle. Não foi pelo fato de o jingle ser anti-capitalista e falar de socialismo, mas foi o jingle mais cantado. Não é a ferramenta de marketing que impede isso. Isso é fundamentalmente político. A tendência é essa, porque os marqueteiros acham que só ganha a eleição quem não fizer discurso ideológico. Mas também não existe discurso que não seja ideológico. Por exemplo, a campanha da Marta Suplicy ter um comercial questionando o casamento de Kassab. Foi conservador e homofóbico, mas teve um discurso ideológico. Foi uma opção de marketing de disputar um eleitorado supostamente conservador. Quem fez esse discurso foi o mesmo marqueteiro da campanha de Lula em 2006…</p>
<p>O João Santana…<br />
Que no segundo turno dessa eleição resolveu entrar enfaticamente no combate às privatizações. O que é um discurso político e ideológico.</p>
<p>Se conseguiu pautar o debate à época…<br />
Na verdade, nunca se pautou, porque todas as pesquisas feitas no Brasil mostravam que o povo sempre foi contra as privatizações, por mais que toda a mídia tentasse defender as privatizações. Sabendo disso, ele (João Santana) ele resolveu enfatizar a questão das privatizações. Mas isso é discurso político e ideológico, utilizado como ferramenta de marketing. Apesar de Lula ter feito algumas privatizações, (o discurso) colava negativamente em Alckmin, porque o PSDB era muito mais privatizante, e isso deu resultado eleitoral. Agora ele deve ter pensado a mesma coisa sobre o Kassab, que iria render votos, mas foi um tiro no pé. O que eu quero dizer é que foram opções políticas.</p>
<p>O marketing nunca é desvinculado da ideologia e da política?<br />
Não é. É impossível separar o marketing (da política e da ideologia). E despolitização também é uma opção política.</p>
<p>Há também a crítica de que os candidatos estão se tornando produtos e que há uma mercantilização do discurso político…<br />
Isso também é difícil porque as pessoas não são sabonete, nem chocolate, que você vai e molda o produto. As pessoas têm suas vidas, passado, posicionamentos, relações… Muitas vezes também o candidato rejeita a imagem que se quer construir dele.</p>
<p>O senhor mencionou as pesquisas de marketing. Esse método não acaba igualando as propostas, já que parte do que as pessoas querem ouvir, e não do que os candidatos têm a oferecer?<br />
Isso ocorre. Mas quem é que vai decidir o que vai fazer? Quem decide se vai adaptar o seu programa para se adaptar ao que supostamente é a vontade popular não é o marqueteiro, é o candidato em última instância. Porque as coisas importantes o marqueteiro não faz sem a aprovação do candidato. Esse risco existe, mas não está intrínseco nas pesquisas. Agora é claro que a pesquisa pode te ajudar a descobrir que tipo de argumento é melhor para defender mudar a opinião das pessoas, quais as palavras… Nessas coisas as pesquisas ajudam também, e não só para aceitar o que parece ser a vontade popular.</p>
<p>Parece haver uma tensão permanente entre a necessidade de atingir o maior número possível de eleitores e a necessidade de afirmar um programa político. Isso existe?<br />
Existe, o marketing provoca essa tensão. Mas antes de existir o marketing, já existia a demagogia (risos). Não é à toa que as palavras democracia e demagogia surgiram juntas. Na Grécia antiga não existia pesquisa de opinião. Mas já existiam os chamados sofistas, que eram uma espécie de marqueteiro da época. Eles faziam o quê? Treinavam os líderes na arte da oratória e da retórica, bem como a manipular os discursos e conteúdos. Isso é um problema da política. Platão já criticava o fato de os políticos mudarem o discurso para adular o leitor. É a mesma coisa. Então, de fato, há uma tensão, mas ela não foi criada pelo marketing</p>
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		<title>Gabeira 2.0, segundo o e-leicao.com</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 12:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Gabeira]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Conteúdo bom merece ser difundido. do blog e-eleicao.com Direto do Observatório: A campanha de Gabeira na Web 2.0 Written by Bruno César on September 10, 2008 – 10:44 pm - Uma observação sobre o uso da Web 2.0 em campanhas até agora mostrou que a web aparece com uma ferramenta importante para muitos candidatos, tanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conteúdo bom merece ser difundido.</p>
<p>do blog <a href="http://www.e-leicao.com/">e-eleicao.com</a></p>
<p><strong>Direto do Observatório: A campanha de Gabeira na Web 2.0<br />
</strong></p>
<p>Written by Bruno César on September 10, 2008 – 10:44 pm -</p>
<p>Uma observação sobre o uso da Web 2.0 em campanhas até agora mostrou que a web aparece com uma ferramenta importante para muitos candidatos, tanto a prefeituras quanto a câmaras municipais, nas eleições brasileiras de 2008. Uma análise, por mais precoce que seja, já nos permite inferir diferentes razões pelas quais os candidatos utilizam, ou não utilizam, as ferramentas on-line clássicas e a web 2.0. </p>
<p>Grande parte dos políticos não utiliza a internet porque seu público não se conecta à rede, ou não a atribui importância, ou simplesmente por não reconhecerem e enxergarem o potencial dessa ferramenta em uma disputa eleitoral. </p>
<p>Há candidatos que utilizam sites simples com conteúdo totalmente estático ou, no máximo, diários não interativos de campanha, com os quais expõem suas propostas e críticas. Alguns candidatos recorrem à internet como complemento, por não possuírem tempo suficiente no horário eleitoral gratuito da televisão. </p>
<p>E, finalmente, há os candidatos que exploram bem a internet e possuem um avançado aparato on-line, pelos quais se comunicam com o leitor de uma forma diferente dos outros meios, e até se aproveitando das ferramentas da web 2.0 para interagir com o internauta e avaliar o feedback. Uma campanha já chamou a atenção do grupo pela riqueza de ferramentas da web 2.0 e a exploração da internet como meio de campanha eleitoral, trata-se do candidato Fernando Gabeira, à prefeitura do Rio de Janeiro.</p>
<p>No site de campanha de Gabeira, o internauta depara-se com um visual colorido, com predominância do verde, em função do partido de mesmo nome da cor, e com muitos movimentos na tela. Na parte superior do site, há a silhueta da cidade do Rio. O corpo da página simula o mapa de uma cidade, com carros, helicópteros e aviões se movimentado. </p>
<p>Em meio a tudo isso, dezenas de links convidam o internauta a ler a proposta de governo, ouvir programas radiofônicos e televisivos, sobre diferentes temas. Além disso, há uma newsletter, uma sessão dedicada a download de material (tais como wallpapers, botons, adesivos, músicas, santinhos, entre outros), e ainda um blog clássico com sessão de comentários. Apesar de todas essas possibilidades que oferece o menu principal do site, nosso interesse de pesquisa reside na lateral e no rodapé da página. </p>
<p>Na lateral, encontra-se um link para o canal do candidato no Youtube, um canal customizado e organizado, que revela a existência de uma assessoria bem preparada por trás da campanha de Gabeira na internet. No rodapé do site encontram-se links para o perfil do candidato no MySpace, no Flickr, no Facebook, no Orkut e no Twitter, além do próprio Youtube. É a marcação de presença nas principais redes de relacionamento on-line, a tentativa de se ampliar o contato com o eleitor através de um caminho ainda pouco explorado no Brasil. </p>
<p>Mesmo com todas essas possibilidades, uma rápida navegação por essas redes de relacionamento revelou que não há realmente alguém da campanha sempre cuidando dos perfis do candidato, fato que pode ser comprovado pela demora para a aceitação de novos “amigos” nas redes. No site, ainda é possível encontrar um canal de doação, pelo qual o internauta pode ajudar a campanha de Gabeira. Ferramenta também pouco utilizada, senão inédita, no Brasil por meio da internet. A ferramenta mais criativa e interessante vista por nós na página do candidato foi o “O Rio como você vê!”. Uma ferramenta desenvolvida para funcionar com cojunto com o Google Maps, na qual os moradores do Rio de Janeiro colocam sinalizações exatamente nos locais para os quais querem apontar um problema, dar uma solução ou demonstrar apoio à candidatura de Gabeira. Pode-se ver essa ferramenta em forma de mapa ou imagem de satélite, sendo possível conhecer perfeitamente a localização dos itens apontados pelos próprios internautas. É uma forma de interação possivelmente não inédita, mas até então desconhecida por mim, a qual se mostra com um recurso no mínimo interessante de interação entre candidato e eleitores e entre os próprios eleitores.</p>
<p>Devido à riqueza ferramentas encontradas no site da candidatura de Gabeira esse é o melhor exemplo de web 2.0 em campanhas eleitorais brasileiras, até agora. Abro espaço para comentários e possíveis complementações que os outros componentes de nosso grupo de pesquisa, ou nossos leitores, tenham a fazer.</p>
<p>Site da candidatura de Fernando Gabeira: www.gabeira43.com.br</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LzwSht6eAi8&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LzwSht6eAi8&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>Marketing Viral &#038; Campanha Eleitoral &#8211; Como, no tempo da web 2.0, se faz marketing viral na campanha eleitoral à luz de legislação brasileira</p>
<p></strong></p>
<p>Written by Gabriel de Azevedo on November 12, 2008 – 8:58 pm -</p>
<p>Dizia o latim que: Dura Lex, Sed Lex. De fato, a lei é dura, mas nem sempre é seguida de maneira tão rígida. A prova ficou registrada em algumas campanhas do País. Em São Paulo, as determinações do TSE proibindo qualquer tipo de ação na internet que extrapolasse os limites das páginas oficiais dos candidatos foi cumprida sem questionamentos. Marta Suplicy, do PT, lançou um site sem grandes apelos de interatividade. O atual prefeito e candidato eleito Gilberto Kassab (DEM) tentou inovar sem sair dos limites da legislação, que levou Geraldo Alckmin (PSDB) a suspender a veiculação de vídeos do Youtube em sua página por determinação do TRE paulista.</p>
<p>Tudo foi muito diferente no Rio de Janeiro. Na eleição carioca ambientes como Youtube, Orkut, Twitter, MySpace e Flickr fizeram parte da estratégia dos postulantes à cadeira do ex-blogueiro e atual prefeito Cesar Maia. Eduardo Paes (PSDB), Solange Amaral (DEM) e Fernando Gabeira (PV) colocaram a sua campanha sem rodeios dentro da internet. Os três candidatos fizeram o que muitos colegas de outros estados gostariam de tentar, mas se sentiram impedidos diante da Resolução 22.278 do TSE.</p>
<p>Gabeira, Paes e Solange postaram fotos no Flick, vídeos no Youtube e comunidades no Orkut. O candidato do partido verde foi, sem dúvidas, o mais arrojado. Divulgou suas andanças pelo serviço de microblog Twitter, o software que permite atualizações por meio de telefones celulares. Solange Amaral fez na sua página um mashup, termo comum no mundo da web 2.0 que representa a união de dois serviços com o objetivo de gerar informação para os usuários. No caso da candidata democrata, ela resolveu localizar dentro do Google Maps onde moram os eleitores que visitaram seu site. Eduardo Paes montou sua galeria de fotos no Flickr, a rede social de imagens do Yahoo!.</p>
<p>Essas campanhas municipais de São Paulo e Rio de Janeiro são exemplos claros de que o uso da internet não pode ser regulado como tentou o TSE. Não há como impedir que os políticos dialoguem com os seus simpatizantes, e que estes utilizem as comunidades ou serviços on-line para passar as mensagens certas. Outro fato importante em relação à rede é que ela não é uma concessão pública, como rádio ou televisão e diante deste fato não pode ser submetida às mesmas regras. As pessoas pagam para ter banda larga em casa, mandar emails e freqüentar a rede. É assim que funciona o mundo 2.0</p>
<p>Na contramão de toda a interatividade 2.0 seguiu Marta Suplicy. Ao considerar a legislação, ela optou por ignorar a web 2.0, enquanto Kassab optou por incluí-la nos limites do seu site, como determinava a lei.</p>
<p>Na internet não havia espaço para o discurso dos políticos, e sim conversa com o eleitor. Para que o marketing eleitoral se transforme em Marketing Viral é necessário que haja uma interação entre a vontade do eleitor e o que serve à campanha.</p>
<p>Gabeira virou o nosso Obama nacional no âmbito na internet por construir uma campanha que oferecia algo que se multiplicava na rede: interação e participação do eleitor. Gabeira utilizou inúmeros recursos da web 2.0. Uma campanha bonita.</p>
<p>Entretanto, no campo da política, não é só de beleza que vive o marketing viral político. No segundo turno das eleições em Belo Horizonte, a internet foi um dos campos de batalha onde lutaram os dois candidatos. Na TV, no rádio e nos jornais, as alfinetadas foram, na maioria das vezes, irônicas ou veladas. Mesmo nos sites dos candidatos, os ataques foram civilizados. Mas, como na internet a autoria e a veracidade são difíceis de provar, uma onda de ataques, de ambos os lados, via e-mail, nas redes sociais e blogs, proliferam diariamente. O maior fenômeno viral ficou por conta da equipe de Márcio Lacerda, que conseguiu carregar um vídeo no youtube, com a participação do ator Tom Cavalcante imitando Leonardo Quintão. Foram quase um milhão de visualizações em pouco menos de duas semanas. Somado ao vídeo, um canal chamado Paredão do Quintão, foi criado de modo a ironizar o candidato com vídeos que apelavam para o humor e a ironia. E-mails, Twitter, blog anti-Quintão…um verdadeiro arsenal foi montado no segundo turno, na campanha do candidato do PSB, usou-se tudo aquilo que não havia sido utilizado.</p>
<p>Do lado do Quintão: dois blogs comunidades no Orkut, correntes de e-mail atacaram o adversário…</p>
<p>Já por parte dos eleitores… dois blogs “anti” cada candidato foram criados: o anti-Lacerda e o anti-Quintão. Basicamente, repassavam (não criavam) os conteúdos dos e-mails disparados diariamente pelas equipes de cada candidato. Isso sem falar nos inúmeros posts “off-topic” &#8211; fora do tema geral &#8211; postados por blogueiros comentando sobre os candidatos em seus blogs pessoais.</p>
<p>Também no YouTube, vídeos prós e contras para Quintão e Lacerda. Vários deles, inclusive, amadores ou de debates em universidades de BH.</p>
<p>Todo esse marketing virou viral, se espalhando pela rede. Na campanha do segundo turno, o tom mudou… E a campanha na internet, em ambos os lados sentiu isso. Por exemplo, o site oficial de Quintão passou a exibir, em destaque, mensagens dos eleitores-internautas.</p>
<p>Em suma, marketing viral na eleição resumi-se em abolir a postura de discurso em cima de palanque para uma tentativa de diálogo com o eleitor.</p>
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		<title>Il Marketing Politico Elettorale</title>
		<link>http://fernandodeholanda.com/il-marketing-politico-elettorale/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 12:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>

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		<description><![CDATA[Il marketing politico elettorale View more presentations from Eugenio Iorio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="width:425px;text-align:left" id="__ss_433586"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/e.iorio/il-marketing-politico-elettorale?type=presentation" title="Il marketing politico elettorale">Il marketing politico elettorale</a><object style="margin:0px" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=lezionen8aa0708v20-1212005954535862-9&#038;stripped_title=il-marketing-politico-elettorale" /><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=lezionen8aa0708v20-1212005954535862-9&#038;stripped_title=il-marketing-politico-elettorale" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object>
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		<title>Política e posição fetal</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 12:30:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[César Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Político]]></category>

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		<description><![CDATA[da coluna de César Maia na Folha de S. Paulo DREW WESTEN , DW, é consultor de psicologia social. Sessenta dias antes das eleições, escreveu longo artigo para Obama. O foco de DW é nunca baixar a guarda nem deixar o outro lado controlar a mensagem e as narrativas da campanha. Ele critica a estratégia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>da <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2803200906.htm">coluna </a>de César Maia na Folha de S. Paulo</em></p>
<p>DREW WESTEN , DW, é consultor de psicologia social. Sessenta dias antes das eleições, escreveu longo artigo para Obama. O foco de DW é nunca baixar a guarda nem deixar o outro lado controlar a mensagem e as narrativas da campanha. Ele critica a estratégia usual do Partido Democrata (PD) de não ter posição firme.</p>
<p>&#8220;Se Obama não pode dizer a verdade sobre o que há de errado com o adversário, não está falando honestamente ao eleitor, independentemente de sua motivação&#8221;, afirma. Quando se tem uma escolha entre opções, diz DW, décadas de pesquisas em psicologia social mostram dois princípios da persuasão: chegar à frente para contar o seu lado da história e preparar-se para atacar o que o outro deve dizer. Lista as dez maneiras de evitar que o PD tenha mais um final triste. </p>
<p>1. Na política não há criacionismo: use o conhecimento acumulado em comunicação de massa. O PD acha que responder a um ataque é realçar o ataque. Deve atentar à psicologia social sobre o que funciona ou não.</p>
<p>2. Pare de jogar damas se o outro lado joga xadrez. Os republicanos pensam seis lances à frente. O PD, um de cada vez. </p>
<p>3. Não confundir mensagens positivas/negativas com éticas/antiéticas: &#8220;Eleitores votam com suas emoções, e se você se recusa a falar verdades negativas sobre o seu oponente, está enganando o eleitorado e pondo em risco sua eleição.</p>
<p>Emoções positivas e negativas estão independentes dentro do cérebro. Se não bater logo, você cederá metade do cérebro. E não se ganha eleições com meio cérebro&#8221;. </p>
<p>4. Se os ataques de seu adversário refletem um problema de caráter, ataque o caráter dele. </p>
<p>5. Focalize em &#8220;nós&#8221; se o adversário quer falar sobre &#8220;eles&#8221;. Não deixe dividirem os valores entre &#8220;nós e eles&#8221;. </p>
<p>6. Conte três histórias sobre o adversário, nem mais, nem menos.</p>
<p>7. Fortaleça a mensagem de mudança com dois ou três assuntos de impacto. Acredite nas campanhas políticas emocionalmente evocativas, embasadas em valores. </p>
<p>8. Prepare-se. Seu publicitário pode não servir para os debates. </p>
<p>9. Dirija-se ao olho do furacão, ao centro da tempestade. Não fuja. </p>
<p>10. A equipe de Obama, e ele mesmo, precisam olhar para dentro.</p>
<p>Por anos, o PD fugiu da controvérsia, abandonou o conflito, preocupado com temas &#8220;radioativos&#8221;. Fale claramente sobre os valores que o levaram a tomar a posição que tomou. DW lembra que, de uma perspectiva psicológica, poucas ações são determinadas por um único motivo. </p>
<p>O PD sempre ofereceu razões elevadas para não responder atacando. Suas razões vêm com evasivas: &#8220;Projetam covardia&#8221;. E finaliza dizendo que, na política, é possível tomar qualquer posição, exceto uma posição fetal.</p>
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