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	<title>fernando de holanda &#187; Resenhas</title>
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		<title>Novas batalhas eleitorais</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 12:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[
O que o público não vê nas campanhas políticas. É assim que o consultor político Chico Santa Rita apresenta sua segunda obra, uma sequência de cases das campanhas que comandou ou chegou a participar. 
Responsável por grandes campanhas político-eleitorais do Brasil, da surpreendente virada do NÃO no Referendo do Desarmamento, em 2005, até conturbada eleição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www.amagnifica.com/loja2/fotos/e54e4e4a53d00294924ab237e90d56a8.jpg" class="aligncenter" width="350" height="349" /></p>
<p>O que o público não vê nas campanhas políticas. É assim que o consultor político Chico Santa Rita apresenta sua segunda obra, uma sequência de cases das campanhas que comandou ou chegou a participar. </p>
<p>Responsável por grandes campanhas político-eleitorais do Brasil, da surpreendente virada do NÃO no Referendo do Desarmamento, em 2005, até conturbada eleição da Governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crussius &#8211; que aliás, dá o que falar até hoje -, Santa rita faz de <strong>Novas batalhas eleitorais</strong> um livro leve e divertido, ideal para aqueles que curtem um bom bastidor de campanha política. </p>
<p>Em um rápido passeio pelas campanhas que vão de 98 a 2005, o autor aponta diversos erros e acertos de comunicação em importantes episódios da vida política do país, tais como as duas eleições de Lula como Presidente da República.</p>
<p>Apesar de ostentar uma clara rejeição à conduta Partido dos Trabalhadores, Chico Santa Rita mostra que a ética e o profissionalismo na atividade do marketing político se sobrepõem a qualquer preferência política, sendo a credibilidade uma premissa básica para o sustento da relação entre o político e os responsáveis pela condução de suas campanhas.</p>
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		<title>Vale Tudo: o Som e a Fúria de Tim Maia</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 19:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Rechonchudo tal qual seu personagem principal, a pseudo-biografia proposta por Nelson Motta para o folclórico Sebastião Rodrigues Maia é, antes de tudo, uma lição de transgressão. Trangressão àquilo que a sociedade (e nós mesmos) costuma considerar como normal, ideal e correto. 
Ora, que Tim Maia e “o padrão” nunca foram melhores amigos, disto todo mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/11/sem-titulo.bmp" rel="lightbox[pics217]" title="sem-titulo.bmp"><img src="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/11/sem-titulo.bmp" width="356" height="519" alt="sem-titulo.bmp" class="imageframe imgalignleft" /></a></p>
<p>Rechonchudo tal qual seu personagem principal, a pseudo-biografia proposta por Nelson Motta para o folclórico Sebastião Rodrigues Maia é, antes de tudo, uma lição de transgressão. Trangressão àquilo que a sociedade (e nós mesmos) costuma considerar como normal, ideal e correto. </p>
<p>Ora, que Tim Maia e “o padrão” nunca foram melhores amigos, disto todo mundo já está calvo de saber, mas onde é que essa história de lição entra nisso tudo? A transgressão que Tim apresentou ao Brasil é a prova de que não se comportar da forma como esperam de você não tem nada de errado: desde que esta seja a forma como você queira se comportar. </p>
<p>Apesar de suas inúmeras incoerências com o comportamento louvável, Tim consagrou-se ao longo de sua carreira e na história da música brasileira como ícone do soul, cantor de potencial explosivo e qualidade técnica aprimorada. Uma das principais referências musicais do Brasil. Conquistas incontestáveis a um negro pobre vindo da periferia do Rio de Janeiro.</p>
<p>Filho mais novo de uma ninhada de 9 filhos da Tijuca, o pequeno Tião Marmiteiro (como era conhecido no bairro) ajudava no sustento da família entregando as quentinhas preparadas pela mãe na vizinhança. Como não poderia deixar de ser, desde já, Tim deixava sua marca nas entregas, seja atrasando algumas horinhas para curtir a pelada no campo de várzea, seja provando algumas das delícias encomendadas pelos fregueses à família Maia. </p>
<p>Apaixonado por música desde pequeno, montou com uns amigos do bairro (uns tais de Erasmo e Roberto Carlos) seu primeiro conjunto musical: The Sputniks. De carreira extremamente precoce, o quarteto liderado pelo gogó do gorducho Tião, teve seu auge (e seu fim) no programa de auditório de Carlos Imperial, comunicador que lançou boa parte de uma geração inteira da MPB, como Jorge Ben e Wilson Simonal, além dos próprios integrantes dos Sputniks. O sucesso da apresentação foi tanto que um dos seus integrantes &#8211; o bom-moço Roberto &#8211; decidiu apresentar a Imperial uma versão sua para um clássico do rock n’roll americano nos bastidores. A apresentação lhe rendeu, de imediato, um convite para o programa seguinte, só que desta vez em apresentação solo. O sucesso do companheiro de conjunto logo enfureceu o Tião &#8211; que àquelas alturas já havia sido batizado por Imperial como Tim -, que quebrou o pau com Roberto em frente aos estúdios. Era o fim dos Sputniks.</p>
<p>Daí pra frente, a mambembe vida de Tim Maia colecionou uma série de causos que contribuiu para a formação de uma das personalidades mais controversas e adoradas da música popular brasileira. Partindo de uma viagem aos Estados Unidos aos 16 anos, de onde voltou deportado, passando por uma incursão a uma seita que acreditava em discos voadores, Tim foi, do início ao fim, alguém fora dos padrões. </p>
<p>É claro que, psicologicamente, esta não foi uma situação fácil de ser encarada pelo rei do soul do Brasil. O permanente (permanente mesmo) refúgio nas drogas, foi um caminho o qual Tim seguiu do começo ao fim da carreira. Em uma das passagens de Vale Tudo, Nelson Motta revela o bizarro momento no qual Tim, devidamente vigiado por duas de suas fiéis escudeiras (foram muitas ao longo da sua conturbada vida afetiva), acendeu um baurete (forma carinhosa como batizava um baseado) na sala pós-operatória do hospital onde havia se operado horas antes. </p>
<p>Ah, vale salientar que, no dicionário Maia, os bauretes se encontravam na mesma categoria dos Garrastazu, pequenos locais escondidos (seja onde for), onde seria possível “acender unzinho” sem chamar a atenção dos curiosos. O nome era uma homenagem a Emílio Garrastazu Médici, um dos generais-presidentes do Brasil, homem ao qual Tim costumava elogiar por sua discrição. </p>
<p>A forma como Nelson Motta classifica Tim Maia ao longo do livro é singela. Amigo, músico inigualável, crooner exigente, bêbado, drogado irrecuperável, escandaloso convicto, mau-pagador, passador de cheques sem-fundo, entre otras cositas más. Através de uma série de causos, desenha a vida e obra de Tim Maia como uma série de expressões de um alguém que não se encaixava em nenhum dos padrões apresentados pela sociedade, mas que, porém, era amado por boa parte dela.</p>
<p>Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia é leitura obrigatória para quem curte a obra deste grande artista e facultativa a quem busca lidar com a transgressão de forma amigável e companheira. Só não vale seguir 100% das recomendações do Professor Maia.</p>
<p>Algumas boas de Tim transcritas no livro:</p>
<p>“Faço música de preto. E os pretos precisam se convencer de que chegaram ao mundo dos brancos acidentalmente, em navios negreiros. Olha só isso que chamam de movimento Black Rio: os negros não passam de xérox dos americanos, que, por sua vez, imitam os brancos. Não sacam que o negócio é voltar para a África.” Declaração sobre seu álbum Tim Maia Disco Club.</p>
<p>“O segredo do meu sucesso é o equilibro: metade das minhas músicas é esquenta-sovaco e metade é mela cueca” Durante o auge radiofônico de sua carreira, assinando contrato com uma nova gravadora.</p>
<p>“Ô Nelsonmotta, se eu não fosse doidão seria um dos maiores intérpretes da América do Sul e do Norte e talvez da Europa, estaria sentado numa limusine, com um secretário tailandês e outro hindu, vestidos a caráter, no banco de trás. Por ser doidão, eu mesmo dirigiria o carro.” Após uma conversa filosófica com o amigo, regada a várias rodadas de pizza no Baixo Leblon.</p>
<p>“Você está maluca, sua magnética? John Lennon é uma besta e Raul Seixas uma cópia xérox da burrice. Eles são dois quadrúpedes que só querem justificativa para curtir suas loucuras. É vigarice das brabas!” Em entrevista concedida durante sua fase Racional, quando perguntado se a seita era alguma coisa parecida com a Sociedade Alternativa de Raul e Paulo Coelho.</p>
<p>“Tu toma cuidado, hein, magrelo. Nego cheira cocaína e fica logo com vontade de dar o cu, cocaína afrouxa o brioco, mermão!” Palavras missionárias do Racional alguns dias antes, tentando converter Raul à seita.</p>
<p>“Estratégia!” Código berrado por Tim para a banda quando alguma coisa não dava certa e era hora de partir sem deixar vestígios.</p>
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		<title>Cartas de Agosto</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 19:02:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando a imprensa anunciou o grave estado de saúde o ex-Governador de Pernambuco, Miguel Arraes de Alencar, ninguém esperava que os boletins médicos fossem se estender por tanto tempo. Uns por que acreditavam piamente em sua rápida recuperação. Outros por que já aceitavam o fato de que, do alto dos seus 89 anos, Arraes estaria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/04/image_mini.jpg" rel="lightbox[pics-1207508287]" title="image_mini.jpg"><img src="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/04/image_mini.thumbnail.jpg" width="160" height="86" alt="image_mini.jpg" class="imageframe imgalignleft" /></a>Quando a imprensa anunciou o grave estado de saúde o ex-Governador de Pernambuco, Miguel Arraes de Alencar, ninguém esperava que os boletins médicos fossem se estender por tanto tempo. Uns por que acreditavam piamente em sua rápida recuperação. Outros por que já aceitavam o fato de que, do alto dos seus 89 anos, Arraes estaria pronto para enfrentar outras batalhas, agora em outro plano, que não o da política do Brasil.</p>
<p>O que se sucedeu a partir de então foi uma verdadeira luta em favor da vida, disputada em silêncio pelo então Deputado Federal, que permanecia em estado de coma. Vencido no 13 de agosto de 2005, quase um mês após o anúncio do seu internato, Arraes deixou no Estado e no Brasil uma comoção pública promovida até então por poucos brasileiros. O velório, ocorrido no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo do Estado de Pernambuco, foi um dos fenômenos políticos mais marcantes da história do país. Não só pelo fato de que ali estivesse presente um dos homens públicos mais importantes da política nacional, mas também pela carga emocional trazida por aqueles que lhe prestaram suas últimas homenagens lembrando as mudanças de vida promovidas pela conduta de Miguel Arraes em seus anos à frente do Poder.</p>
<p>Neste período, a figura de Evaldo Costa, atual Secretário de Imprensa do Governo do Estado de Pernambuco, era uma constante na mídia. Diariamente, era possível escutá-lo, em diversas emissoras de rádio e televisão, informando à população a condição do ex-Governador. Dia após dia, Evaldo parecia carregar consigo &#8211; apesar do visível abalo físico e emocional &#8211; a esperança de dar à população a notícia da plena recuperação de Arraes. </p>
<p>Uma vez constatado falecimento, a memória e história de Miguel Arraes foram resgatados de diversas formas, nos mais variados veículos de comunicação. Pessoas próximas ou que nunca haviam tido contato com o ex-Governador espalharam pelo país palavras de respeito e admiração àquele que se fora.</p>
<p>Atento à produção crônica acerca da partida de Miguel Arraes de Alencar, Evaldo Costa organizou, em forma de livro, quarenta e cinco crônicas publicadas por formadores de opinião da sociedade brasileira durante o mês do falecimento do “Dr. Arraes”. Cartas de Agosto é uma síntese desta produção. Seu conteúdo apresenta opiniões emitidas através de diversos prismas sobre a partida, a história e a memória de um dos homens públicos mais sérios e humanistas da política nacional. Homem que teve à mão instrumentos de transformação e fez deles sua bandeira de vida e da vida de muita gente. Gente que está implícita nas crônicas publicadas no livro, que escreveram junto com Miguel Arraes importantes linhas da história do Brasil. </p>
<p>Singelo na apresentação e denso em sua carga histórica, política e emocional, Cartas de Agosto, publicado pela Fundação João Mangabeira, é biblioteca fundamental para aqueles que pretendem compreender um importante capítulo da história do Brasil no século XX. Sua grande mensagem, após as 45 crônicas, está sintetizada na forma como se encerra sua apresentação: “Arraes vive!”.</p>
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		<title>Corrente Crítica &#8211; Eliyahu M. Goldratt</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 02:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Holanda</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Corrente Crítica é um romance de negócios que trata da aplicação da Teoria das Restrições ao Gerenciamento de Projetos. A obra é escrita pelo Prof. Dr. Eliyahu M. Goldratt, que apresentou ao mundo novas vertentes a antigas filosofias gerenciais através do best-seller A Meta, no qual apresenta sua Teoria das Restrições à Administração da Produção. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/04/85213131011.jpg" rel="lightbox[pics-1207190525]" title="85213131011.jpg"><img src="http://fernandodeholanda.com/wp-content/uploads/2008/04/85213131011.jpg" width="180" height="263" alt="85213131011.jpg" class="imageframe imgalignleft" /></a>Corrente Crítica é um romance de negócios que trata da aplicação da Teoria das Restrições ao Gerenciamento de Projetos. A obra é escrita pelo Prof. Dr. Eliyahu M. Goldratt, que apresentou ao mundo novas vertentes a antigas filosofias gerenciais através do best-seller A Meta, no qual apresenta sua Teoria das Restrições à Administração da Produção. </p>
<p>Através de uma narrativa leve, que mescla a apresentação de conceitos com um romance que se mistura aos ensinamentos teóricos, Corrente Crítica propõe-se a construir, durante o desenrolar da história, seu raciocínio junto ao leitor. Este, o leva a refletir sobre a construção e aplicação de novas idéias a situações comuns a diversos tipos (e portes) de organizações. A Teoria das Restrições se propõe a apresentar um espectro de aplicativos à programação da produção/Projetos, impactando no custeio dos produtos, na estratégia de marketing a ser adotada e na solução de conflitos.</p>
<p>O ambiente no qual os personagens de Corrente Crítica dialogam é cheio de oportunidades para a explanação da lógica da Teoria das Restrições. Seja em uma grande indústria de tecnologia que busca reduzir os tempos de desenvolvimento de seus novos produtos, seja em uma Universidade que precisa encontrar novas alternativas para a aplicação prática do conhecimento transmitido ali, o livro aborda o Gerenciamento de Projetos como uma constante para diversas organizações. Em todas elas, a aplicabilidade da Teoria das Restrições é proposta e, muitas vezes, durante o romance, exemplificada.</p>
<p>O Professor Richard Silver ministra a disciplina de Gerenciamento de Projetos em um curso de MBA Executivo, um dos grandes programas de pós-graduação mantidos pela sua Universidade. Cheio de aspirações e dúvidas, o Prof. Silver (ou Rick) descobre durante um semestre letivo diversas oportunidades de aplicação destas teorias, seja nas empresas dos seus alunos, seja em sua carreira profissional ou vida pessoal. Junto com os professores Jim Wilson, Charlene, Jonhnny Silver, e a reitora B.J. vonBraun, Rick percebe a oportunidade de aplicar uma nova filosofia gerencial a uma instituição de ensino que sofre uma situação crítica. Inscritos no período do MBA Executivo estão os personagens Mark, Ruth e Fred, responsáveis por um grupo de estudos da Genemodem, empresa que busca diminuir o lead time dos seus lançamentos; Brian, um profissional de T.I. que sofre com um departamento de sistemas sobrecarregado; Ted, Gerente de Projetos do ramo da construção civil; e Roger, um aluno que desacredita boa parte dos ensinamentos do Prof. Silver. É junto com esses alunos e com seus exemplos práticos que se dá a descoberta pela aplicabilidade da Teoria das Restrições aos Gerenciamento de Projetos.</p>
<p>Primeiramente, Goldratt caracteriza os problemas comuns à grande maioria dos Projetos. Estouro no orçamento, Atrasos e Comprometimento do Conteúdo são apresentados como os principais cânceres dos Projetos. Através destes prismas, é proposta a construção de um raciocínio que perpassa os já tradicionais conhecimentos de otimização.<br />
O prejuízo financeiro é abordado como um conjunto de fatores que têm no não-cumprimento do lead time inicial uma de suas principais causas. Seja por motivo do não cumprimento das previsões de vendas, seja pelo comprometimento do conteúdo previsto, os atrasos são, inicialmente apontados como os maiores causadores de prejuízos financeiros aos Projetos, mais ainda do que os próprios estouros de orçamento. </p>
<p>Através de uma investigação nas empresas nas quais trabalham os alunos, o Prof. Silver conclui que os atrasos são, geralmente, reforçados pelo excesso de segurança embutido em cada etapa do Projeto, que chegam a apresentar, na somatória, um acréscimo de até 200% no lead time realmente necessário. Além das etapas internas, o atraso provocado por fornecedores e subcontratados também é um dos principais causadores dos prejuízos financeiros. De acordo com este raciocínio, a economia de dinheiro com fornecedores que oferecem preços mais baratos representa, em geral, uma economia global inferior a 5% e potencializa os riscos financeiros com atrasos e retrabalho, comprometendo todo o Pay Back de um Projeto.<br />
Uma vez caracterizado o excesso de segurança embutida em cada etapa, o raciocínio caminha para a identificação destas etapas. Através de modelos de Gannt ou PERT, o conceito do Caminho Crítico é apresentado como a maior cadeia de etapas pendentes de um processo. De acordo com esta abordagem, o Caminho Crítico representa o foco do Gerente do Projeto, uma vez que é ele quem determina o seu tempo total de execução.</p>
<p>Como as previsões de lead time são fornecidas sempre por pessoas distintas, que têm somente acesso às etapas dos Projetos nas quais estão diretamente envolvidas, há uma tendência natural, impulsionada pela incerteza característica da atividade, de se pôr o máximo de segurança nos tempos de processo. Portanto, cada etapa e sua respectiva entrada que constar no Caminho Crítico estará apresentando ao Gerente de Projetos uma oportunidade de diagnosticar o tempo total de execução de seu Projeto. </p>
<p>Em linhas gerais, os mecanismos para embutir proteção nas etapas levam em consideração:</p>
<p>1.	Estimativas baseadas em experiências pessimistas;<br />
2.	Quanto maior a quantidade de níveis gerenciais, maior o tempo das estimativas, devido à fragmentação do poder de decisão;<br />
3.	Proteção às estimativas de cortes da alta administração.</p>
<p>Apesar de não recomendar a análise individual de cada entrada, que promoveria a perda de foco do Gerente, a otimização destas etapas através do estabelecimento do momento correto de iniciá-la poderá dar ao Projeto a oportunidade de monitorar seu desenvolvimento com antecedência, diferentemente do que acontece com análises de progresso, que mostram as falhas que aconteceram e não as que acontecerão nos Projetos. </p>
<p>Diferentemente dos atrasos de uma etapa, que são passados para outros por completo, comprometendo todo o lead time do projeto, os avanços feitos em uma etapa são geralmente desperdiçados. Geralmente, estes “mecanismos de desperdício” da segurança se assemelham muito do que o autor caracteriza de Síndrome do Estudante, um fenômeno que acontece com todo estudante próximo ao período de avaliações, quando só então se dá conta de que precisa estudar, apesar de ter tido um prazo bem mais extenso desde o início da matéria.</p>
<p>A analogia da Corrente se inicia na lógica apresentada pela Teoria das Restrições na Administração da Produção. O duelo entre o Mundo do Custo versus o Mundo do Ganho nas organizações é apresentado em forma de uma corrente, que simboliza todo o sistema gerencial. No Mundo do Custo, cada elo da corrente representa um departamento. Os elos que conseguirem reduzir seu peso, conseguirão, consequentemente, reduzir o peso de toda a corrente, o que representa que uma redução de custos local apresenta resultados globais. Já o pensamento do Mundo do Ganho, sustentado pela TOC, não crê nas análises a la Pareto (onde 20% dos problemas representam 20% dos ganhos). A analogia à corrente mostra que, de acordo com o Mundo do Ganho, o foco deverá estar nas conexões entre os elos, uma vez que a organização como um todo só funciona com a harmonia entre os departamentos. Neste cenário, reforçar as conexões isoladamente não representa um ganho global, uma vez que, se apenas uma delas estiver enfraquecida, toda a corrente poderá ser quebrada. </p>
<p>É com base neste princípio que se determina o os ciclos ininterruptos nos quais os Caminhos Críticos deveriam ser abordados, ou seja, a forma ideal para a solução de conflitos ou problemas em projetos. Seriam eles:</p>
<p>1.	Identificar a restrição do sistema (a conexão mais fraca da corrente);<br />
2.	Explorar esta restrição;<br />
3.	Subordinar tudo a esta decisão;<br />
4.	Elevar a restrição do sistema.</p>
<p>A identificação da restrição do sistema tem como etapa inicial o estabelecimento de um conflito entre duas condições necessárias. Neste sentido, conduzir o processo como um todo, ou seja, o Caminho Crítico e os caminhos não-críticos, representa fundamentalmente a caracterização das etapas.</p>
<p>O raciocínio da Dispersão de Nuvem orienta o Gerente de Projetos a não crer nos pressupostos dispersão-conseqüência, uma vez que é natural, ao se identificar as restrições, entender que buscar a otimização no desempenho local é a chave para se obter um bom desempenho em todo lugar. O dilema entre controlar o custo (Mundo do Custo) e proteger o ganho (Mundo do Ganho) é então solucionado, uma vez que o desempenho do sistema por completo não é atingido com otimizações locais. Neste sentido, Goldratt propõe o diagrama da Dispersão de Nuvem, onde os problemas dos Projetos e suas relações causa-conseqüência são apresentadas de forma contextualizada no lead time total.</p>
<p>Um dos fatores que propiciam os estouros dos prazos nas etapas (apesar de toda a segurança embutida) e os constantes comprometimentos de conteúdo são as formas errôneas de medição de desempenho operacional, que, geralmente, comprometem os Pontos de Divergência, ou seja, etapas conflitantes dos projetos. Isto por que, apesar de induzirem os departamentos a fazerem o que é bom para a empresa como um todo, fazem-nos atuar de acordo com a forma como estão sendo medidos, comprometendo o desempenho do sistema.</p>
<p>A aplicação dos conceitos da Teoria das Restrições ao Gerenciamento de Projetos cumpre etapas básicas, que podem ser resumidas ao passo-a-passo visto anteriormente. Em síntese, é o alinhamento das etapas de produção de acordo com a capacidade do gargalo, a partir do estabelecimento de pulmões próximos aos gargalos. O gargalo é um recurso cuja capacidade não é suficiente para produzir as quantidades que o mercado demanda. Em Projetos, o gargalo é o Caminho Crítico. Alinhando este gargalo inicial às restrições espalhadas pelos caminhos não-críticos, tem-se a Corrente Crítica de um Projeto.</p>
<p>Existem três tipos de pulmões: o de projetos, onde os efeitos de todas as incertezas acumuladas são amortecidas, que se estabelece ao final do Caminho Crítico; o de convergência, que protege a atuação das restrições nos caminhos não-críticos, a fim de fazer com que eles não se tornem o próprio Caminho Crítico; e o de recurso, que protege diretamente estas restrições.</p>
<p>De acordo com o raciocínio da TOC, os dois tipos de projetos (aqueles que são tocados por fornecedores e subcontratados e aqueles que se utilizam de recursos da organização), devem ter seus lead times encarados da seguinte maneira:</p>
<p>1.	Os envolvidos devem ser persuadidos a cortarem suas estimativas de lead time;<br />
2.	Os milestones (datas de conclusão das etapas individuais) devem ser eliminados;<br />
3.	As etapas devem reportar, durante o processo, as datas previstas de término.</p>
<p>Desta maneira, a lógica de embutir segurança desnecessária no Caminho Crítico (e, consequentemente na Corrente Crítica) perde impacto. No caso dos projetos tocados por subcontratados e fornecedores, é fundamental que a lógica do preço sobre o prazo seja um paradigma a ser destruído, uma vez que o retorno financeiro dos prazos são, em sua maioria, muito mais rentáveis que o preço inicial da execução das atividades terceirizadas.</p>
<p>Assim, a apresentação da aplicação da Teoria das Restrições é construída junto ao leitor, através de análises evolutivas em casos práticos, que põem em xeque a forma como geralmente os processos (ou Projetos) são conduzidos dentro das organizações. </p>
<p>Uma ótima pedida para aqueles que buscam otimizar seus Projetos de vida.</p>
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