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The BregaStreetBoys VHS

Após longos meses de brigas judiciais, a Família B11 Pictures liberou trechos do I VHS ao Vivo dos BregaStreetBoys, folclórico conjunto musical, famoso por suas performances heterossexuais. Confira aqui, em primeira mão.

Lançada em meados de 2002, os BregaStreetBoys conquistaram uma legião de fãs em uma curta temporada de shows. Mesclando shows pirotécnicos, com baladas acústicas e suco de graviola, a turnê foi um verdadeiro abalo nas estruturas daquele ano. “Eu nunca havia visto tanta gente junta, chegava até a passar mal”, lembra o fã Leonardo Orelha. Após um breve break em suas atividades, o retorno dos garotos foi a retomada de um sucesso que foi interrompido pela fatalidade do tempo. Ainda em janeiro de 2003, no auge do sucesso, uma empresária da praia de Porto de Galinhas (a foragida Conceição Eu Me Lembro) contratou a banda para uma temporada no lugar e não cumpriu com o pagamento dos honorários. O resultado foi desastroso: os artistas ficaram alojados em uma minúscula residência de dois quartos juntamente com sua equipe, o que provocou diversos atritos entre eles. De lá pra cá, muita coisa mudou. Os integrantes seguiram projetos paralelos, carreira solo e alguns chegaram até mesmo a buscar o sucesso fora do país. Confira:

Níqui (Weré Lima): O diretor artístico, vocalista, dançarino e cavaquinista se desiludiu tanto com o esfacelamento da banda que passou alguns meses refugiado em um acampamento militar. Ex-tenente do 7º GAC em Olinda, Níqui/Weré divide seu tempo entre a música das bandas Malakaii e Maraca e o pop-brega-romantismo dos BSB.

Braian (João Lobão): Nascido numa reserva florestal de aborígines peludos da África Sub-Sahariana, mudou-se ainda adolescente para o Brasil, pois não queria ser apenas mais um rostinho na multidão. Sempre muito alegre e descontraído, Braian/Lobão seguiu ainda caminhos artísticos após deixar o microfone dos BregaStreetBoys (foi ator de curtas-metragens e animador de festas para terceira idade), mas optou mesmo pela vida regrada e livre de vícios. Hoje, é advogado, além de participar da fundação do fã-clube de Cardinot da Encruzilhada.

Ei Djei (Pedro Pinto): Foragido da justiça, do PROCON, do SERASA e de todas as comissões de formatura de que participou, o vocalista e sapateiro da banda foi ainda mais longe. Primogênito do saudoso garçom Batata (aquele, do bacalhau), Ei Djei/Pinto participou da organização de 24 edições do Dia Internacional da Cachaça e criou diversas identidades falsas. Não se sabe bem ao certo o paradeiro do meliante, mas alguns formandos, de várias universidades da região, desconfiam que ele está infiltrado em suas salas, conseguindo algum desconto, ou mesmo ralando a cara no chão.

Raui Di (Phepha Santiago): Compositor, cronista, aviador e monitor, o guitarrista da banda segue firme nos caminhos da música, mas desta vez com outros instrumentos. Surrupiado de sua parceira Bronha (apelido carinhoso do seu instrumento) por salafrários da cidade, Raui Di/Phepha ainda sente muitas saudades do tempo em que ficava horas tocando. Além de músico e estudante de Direito, é também fundador da Liga Musical Lapada na Rachada, onde realiza performances sob a alcunha de DJ Rominho. Atualmente, está afastado da Big Brega Orchestra, banda que acompanha os shows dos BSB, por motivos de ordem superior. Amém.

Kevin (Dukah de Holanda): Após a gravação do VHS, figurou em diversas simulações policiais e foi barman de algumas barracas de açaí do interior do Tocantins. Apesar de não se ter notícias do músico há algum tempo, há rumores de que haveria seguido firme no caminho de paca.

Jãstin (Igor Matuta): Vocalista, streap-teaser e galanteador da banda, acaba de retornar de uma temporada como cheerleader no Canadá, onde fixou residência clandestina por sombrios 20 meses. Na ocasião da gravação, encontrava-se em um retiro espiritual de garotos de programa de Denver, onde exercia função de office-boy, o que o afastou temporariamente dos microfones e das lentes dos paparazzi.

Robin (Cocô Zildo): Convocado de última hora para substituir o vocalista emigrante, é atualmente estudante de Direito, fisiculturista e ator de pornochanchadas. Participou dos mais recentes lançamentos da Família B11 Pictures – distribuídos exclusivamente pela internet –, “Cocs Macho Man”, “Cocs Wars”, “E aí, Zildoviado?”, “Fuckill Zildo” e o ainda inédito “É o seu vizinho que quer comer Cocôelhinho”. No momento, toma aulas de inglês com uma árabe naturalizada turca, preparando-se para sua surf trip a Londres, onde irá buscar seu verdadeiro eu interior.

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Sobre

Fernando de Holanda, 23 anos, também conhecido como Dukah. Publicitário e administrador, é graduando na UPE e UFPE. Saudosista confesso, é fã de discos de vinil e do seu Fusca 79. Arranha um violão, é apaixonado por política e antenado em gestão de carreiras. Atualmente, é Trainee na Concept Marketing e Comunicação, onde atua na área de Planejamento.

Carreira

Confira os trabalhos realizados na área de planejamento publicitário.