No artigo anterior, falei da utilização de ferrramentas de Internet na candidatura de políticos locais e internacionais. O assunto rendeu algumas conversas de bar e eu decidi me aprofundar um pouco mais, falando com quem entende do assunto.
Walmar Andrade é Diretor Executivo da Wenetus Interactive, empresa de desenvolvimento de soluções na web de Pernambuco. Além de ter uma larga experiência com projetos para Internet, Walmar participou do desenvolvimento de grandes portais de empresas públicas e privadas, além de ter desenvolvido websites de candidatos. Ah, além disso, ele também é filho do meu pai e da minha mãe.
Então, vamos ao que conversamos:
FH – Como você avalia o desenvolvimento de websites políticos em Pernambuco?
WA – Não só em Pernambuco, mas no Brasil como um todo, os sites de políticos deixam muito a desejar. Daqui de Pernambuco, o que considero melhor é o de Raul Henry, que já investe em web desde quando era Secretário de Educação.
De 2007 para 2008 surgiu o que pode se considerar até agora o grande case mundial de uso da web para uma campanha política, que é o site do candidato a presidente dos Estados Unidos Barack Obama . Além do design impecável e condizente com o restante do material de campanha, o site investe em tudo o que vem dando certo na web nos últimos tempos. Eles estão criando uma grande comunidade de simpatizantes da candidatura e dando diversas opções para os usuários.
No Brasil, que eu conheça, nenhum político possui um site que chegue perto disso.
FH – E quais seriam as funcionalidades básicas de um site deste tipo?
WA – As básicas são apresentar o político, sua visão e os dados de contato. Mas o ideal é que o site vá além, oferecendo por exemplo notícias, vídeos ou áudios, blog, espaços para o usuário interagir (como comentários, envio de sugestões, download de materiais de campanha). Investir em relacionamento também é um grande diferencial. Pode ser desde um simples RSS, passando por uma newsletter ou mesmo criando comunidades (mesmo que usando ferramentas de fora do site, como o Orkut).
FH – Neste sentido, o que você recomendaria a um pré-candidato que pretenda lançar o seu próprio website?
WA – Não pensar no site como um folheto eletrônico e sim como um canal de relacionamento de duas vias com os eleitores, acessível a qualquer momento e em qualquer lugar. O site deve ser construído com foco no que o eleitor está procurando e não no que o candidato quer mostrar.

Oi Fernando, muito bom esse artigo. Esse tipo de assunto é muito bom porque icentiva o candidato a expor suas idéais e interagir diretamente com o eleitora, criando de certa forma um vinculo e confiança. Muito interessante! Apesar de não estar acompanhnando a eleição pois moro distante, através do seu site tenho me atualizado e aprendido(principalmente o portugues). Eu tenho o seu site no meu feedreader e leio toda semana. Muito bacana! É bom saber que existe profissionais de ponta no meu pais, quer dizer estado.